Infância(s) e aprendizagens na cultura digital: Diálogo sobre a educação na cibercultura

por Gabriela Nascimento

Juliane Colpo

Resumo: Este artigo representa uma revisão bibliográfica de estudos realizados sobre o tema: INFÂNCIA(S) E APRENDIZAGENS: DIÁLOGO SOBRE A EDUCAÇÃO NA CIBERCULTURA. A partir das pesquisas, infere-se que nos últimos anos, as tecnologias digitais têm se tornado parte intrínseca da vida social, produzindo uma nova modalidade de infância, a ciberinfância. As crianças têm acesso a outras formas de imaginar, sentir, pensar e construir sua realidade, a aprender. Ao fazer uso dessas possibilidades virtuais interativas, as crianças encontram diferentes maneiras de se socializar e de se constituir sujeitos hoje. De um lado estão os nativos da era digital, que não precisam dispender esforços adicionais para reconhecer este potencial, faz parte de sua constituição sociocultural. De outro lado, há os imigrantes digitais, termo usado para nomear aqueles que não são contemporâneos das tecnologias digitais da rede. Estes, por mais esforços que empreguem na busca de apreender as técnicas de manuseio dos recursos tecnológicos, dificilmente desenvolverão a fluência e a naturalidade própria das novas gerações. Mesmo considerando essa diferença, acredita-se que o investimento dever ser na formação dos professores, tanto dos nativos quanto dos imigrantes. É necessário repensar as aprendizagens, e manipular artefatos é pouco para essas crianças. Elas precisam de narrativas envolventes, competição, conquistas, interfaces gráficas, criação, ação e interação. Refletindo neste novo espaço de aprendizagens, sugere-se algumas características da pedagogia intrínseca às novas tecnologias: não há centro (nem professor, nem aluno, a centralidade é instável; os processos são horizontais, em rede; a participação é necessária, pois todo sujeito de que participar na rede, sendo impraticável o mero assistir; precisa-se de sincronicidade de atenção a várias coisas na aprendizagem; ambiguidade entre oralidade e a escrita, incluindo-se nessa expressividade as imagens; processos coletivos e cooperação como traço fundamental.

Palavras-Chave: Infância. Aprendizagens. Educação. Cibercultura.

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