Os sons da cidade e os tons da teoria: diálogos e provocações

por Márcia Carneiro

 

Yuri Costa Moraes da Silva

Cientista Social licenciado em Sociologia. Mestrando em Desenvolvimento Regional, Planejamento Urbano e Políticas Públicas (UFF/Campos)

Os sons da cidade e os tons da teoria: diálogos e provocações

Introdução:

 

Ao passo em que encaminhamos nossos estudos sobre temas como Cidade, Pobreza e Neoliberalismo, começamos a entender com maior nitidez, algumas táticas e estratégias de manutenção do status quo, da sociedade tal qual a conhecemos. Nossos costumes, valores éticos e morais, símbolos culturais, fazem nossa dinâmica social, complexa, parecer simples a ponto de aprendermos e reproduzirmos que “as coisas sempre foram assim, não muda não”- naturalizando códigos morais éticos e simbólicos, e posturas diante da vida social.

Autores como Pierre Dardot e Christian Laval e Henry Lefebvre, que sustentam análises críticas do mundo social, se debruçam sobre o debate acerca do planejamento urbano, sobre desenvolvimento econômico, social. Contribuem para o vasto e importante campo crítico da discussão, que será um caminho abordado também neste trabalho, pois é difícil olharmos para nossa sociedade, utilizando de aporte teórico e metodológico, e não vermos o descompasso entre as ideias e ideiais e a realidade material.

Para tal, trarei alguns elementos da manifestação popular como a música popular brasileira, por meio de dois sambas que exprimem, de maneira interessante, a visão do senso comum sobre os problemas sociais, aqui colocados em paralelo dos aportes teóricos e ideológicos da área de planejamento urbano e desenvolvimento regional.

 

“Se eu pudesse, eu não seria um problema social”

 A historiografia sobre cidade, ou cidades, pode ser o primeiro ponto de partida para desmistificar uma série de questões, que sejam ou não rapidamente percebidas diante do campo de estudos desta discussão. A ocupação territorial e sua lógica de distribuição espacial; assim como a  e em progressão, de uma população de moradores em situação de rua; podem parecer meros acasos do destino, mas ao olharmos para além da aparência, veremos uma série de conjecturas históricas que fustigaram e fundamentaram, de maneira planejada, estrategicamente, ou de maneira oportuna, questões complexas da dinâmica social, originando a organização espacial das cidades tal qual temos hoje.

“(…) a representação segundo a qual o campo cultivado, a aldeia e a civilização camponesa, teriam lentamente secretado a realidade urbana, corresponde a uma ideologia” (Lefebvre. 1970, p18)

A urbanização defendida como modelo nos países ocidentais, se apresenta de maneira articulada, de acordo com o processo de desenvolvimento da sociedade industrial. Henry Lefebvre, na sua obra “A revolução Urbana”(1970), diz que “esse eixo é ao mesmo tempo espacial e temporal: espacial, porque o processo se entende no espaço que ele modifica; temporal, uma vez que se desenvolve no tempo, aspecto de início menor, depois predominante, da prática e da história”(p.18).

Das cidades-mercados do período medieval – na força dos metais – às cidades industriais da modernidade – o lugar das mercadorias -, o domínio da terra e da agricultura, a “superação da indústria sobre o campo”, continua sendo o centro da discussão sobre o espaço urbano, tendo em vista as complexidades intensificadas nas cidades, de grande e médio porte.

A reorganização da relação Capital-Trabalho, com a introdução da produção industrial, não mais meramente camponesa e/ou artesanal, tem consequências profundas na relação sócio-espacial, tendo em vista a apropriação da Natureza, a divisão social do trabalho, agora industrializadas. Em “ A Nova Razão do Mundo”(2016), os autores Pierre Dardot e Christian Laval, fornecem a argumentação crítica – objetivo deste trabalho. .

A evolução econômica resulta de rompimentos ligados a novas combinações produtivas, técnicas e comerciais, a inovações de múltiplos tipos, desde a criação de novos produtos, até a abertura de novos mercados, passando pelo aperfeiçoamento de novos procedimentos, utilização de novas matérias-primas e estabelecimentos de modos diferentes de organização. (p. 153)

A lógica da urbanização esteve mais alicerçada na manutenção da propriedade, pela rearticulação da posse da terra e pelo senso de higiene, do que para obter um melhor convívio do todo social. As inúmeras doenças e epidemias que se alastraram em perímetro urbano, resultante da péssima higiene pública, foram questões importantes para o planejamento deste tipo de urbanização. O adensamento do comércio e das construções industriais, fez com que o espaço social fosse reapropriado e revalorizado pelo capital, forçando o remanejamento de habitações, o que significa expulsar e marginalizar diversos moradores pobres da cidade.

Sabe-se que inicialmente a indústria se implanta – como se diz – próximas às fontes de energia (carvão, água), das matérias-primas (metais, têxteis), das reservas de mão de obra. Se elas se aproximam das cidades é para aproximar-se dos capitais e dos capitalistas, dos mercados e de uma abundante mão de obra, mantida a baixo preço” (Lefebvre, 1970. p. 23)

Neste sentido, a pobreza passa a ser, com o adensamento da população urbana – reflexo do êxodo rural -, considerada como um problema de toda a sociedade, já que junto dela, vinham consequências que afetavam outros setores da sociedade:

As condições materiais de vida dos que aí se amontoavam eram propícias a propagação das epidemias e, muito embora se acreditasse que estas fossem mais fatais entre os pobres que entre os ricos, era no cortiço que germinava o mal que colocava em risco a saúde da população como um todo”. (Vilares, s/a, p.85:)

 

Eram, e ainda são, os pobres que habitam os locais com escassas condições de saúde e higiene (como os cortiços, ou “casas de cômodos”, que abrigavam diversas famílias). Eram os pobres que trabalhavam, e trabalham, sob as piores condições, com seus salários aquém das garantias para reprodução da vida humana; eram os pobres que, vivendo no desemprego ou subemprego, se transformavam em possíveis ameaças a tranquilidade das classes abastadas, pois não havendo perspectivas melhores, a violência e a vadiagem eram caminhos fáceis para essa massa de trabalhadores pauperizados.

(…) a expressão ‘classes perigosas’ se referia basicamente àqueles fora do universo fabril, (…) que viviam entre o cortiço e a rua, tentando impor a desordem” (Valladares, 1991, p 87;)

E, compreendendo esse novo modelo de organização socioeconômica apresentado por Valladares (1991), por exemplo, que teremos elementos que permitem analisar os caminhos percorridos pelo desenvolvimento das cidades e das vidas nelas inseridas. É entendendo a mudança de paradigmas que passamos sobretudo no final do século XIX, que entenderemos como o século XX se torna a arena da transformação do modelo econômico clássico, liberal, para o fenômeno recente e ainda pouco explicado, o neoliberalismo. Para tanto, é preciso compreender que:

Ela [a nova razão do mundo] tem como principal característica o fato de alterar radicalmente o modo de exercício do poder governamental, assim como as referências doutrinais no contexto de mudança das regras do capitalismo” (Dardot; Laval; pg 191)

 

“Se eu pudesse/ eu dava um toque em meu destino/ não seria eu um peregrino/ nesse imenso mundo cão”

 Para elucidar as reflexões aqui propostas, recorro à duas músicas, de “características brasileiras” que podem, mesmo que em momentos diferentes da nossa História, trazer elementos de como vem se construídos ideais de nação brasileira. A música, também entretenimento, carrega em sua história diálogos com a realidade, independentemente de romantizar, ou “mandar o papo reto” (gíria urbana), são termômetros importantes e que também acabam por estruturar as ideologias, o imaginário coletivo.

A primeira delas, escrita em 1992, é um samba do Bezerra da Silva, partideiro por muitos conhecido, sendo a terceira faixa do emblemático álbum Candidato Caô Caô (RCAVictor), chamada “Eu sou Favela”, que em sua letra, apresenta com muita lucidez: “Sim, eu sou favela. Posso falar de cadeira, minha gente é trabalhadeira e nunca teve assistência social”. Sendo o contexto das favelas brasileiras, espaço urbano destinado a trabalhadores pobres, aos antigos moradores dos cortiços e costumeiramente associado à violência e criminalidade. Segue a letra:

A favela, nunca foi reduto de marginal(x2)
Ela só tem gente humilde, marginalizada e essa verdade não sai no jornal.A favela é, um problema social.

A favela é, um problema social.

Sim, mas eu sou favela.

Posso falar de cadeira, minha gente é trabalhadeira, nunca teve assistência social.

Sim, mas só vive lá porque para o pobre, não tem outro jeito, apenas só tem o direito a um salário de fome e uma vida normal.

A favela é, um problema social.

 

A Urbanização, no caso brasileiro, tem início no final do século XIX, posterior ao processo desenvolvido nas cidades industriais da europa, como Londres, Berlim, ou mesmo a cidade de Paris. A massa de trabalhadores famélicos removida dos centros urbanos ocorrida nessas cidades, chega ao Rio de Janeiro, principal cidade do Brasil à época, junto das indústrias têxteis que se alocavam no entorno da capital brasileira, e em outras cidades logo após. Sem nenhuma condição de higiene, a cidade com sua massa de trabalhadores oriundos do desmonte do “espaço rural” – em detrimento da valorização da recém chegada urbanidade -, tinham péssimas condições de limpeza pública, de saúde e higiene, com ocupações em péssimo estado, sem iluminação, sem recolhimento do esgoto.

A Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, fundada em 1829, representam o grupo médico que lutava por se impor junto ao poder central como elemento essencial à proteção da saúde pública e, por extensão, à ordenação da cidade. Convertida posteriormente em Academia Imperial de Medicina, se caracterizaria como instância especializada na produção de um saber destinado a viabilizar a higienização do espaço urbano”. (Valladares,  p. 85)

Essa era a paisagem do Rio de Janeiro, no início dos anos de 1900. Uma cidade cosmopolita, mas envolta à miséria e sujeira. Nesse contexto, a discussão sobre a urbanização encontrou terreno fértil para ser feita. Importada desses países europeus, como quase tudo que tinha no Rio de Janeiro nesse período, os princípios  básicos da urbanidade foram mantidos no nosso processo, somando-se ao discurso médico-higienista, à remoção da massa pobre do centro da cidade foi o objetivo geral da ação. A zona portuária, local de trabalho e moradia dessa massa trabalhadora pobre, foi reformulada e as residências que ali tinham, desmontadas, desmoronadas.

À essa margem, fora prometida providências: local para habitação mais moderno, com iluminação, higiene, com condições mínimas. Tal promessa, a da providência, nunca chegou e a população se rearranjou como deu: com a ocupação dos morros e encostas da região central da cidade.”Sim, mas só vive lá/ por que para o pobre não tem outro jeito:/ apenas só tem o direito/ a um salário de fome/ e uma vida normal”, canta Bezerra.

Assim nascem as favelas, o local estigmatizado mas defendido pelo sambista: “a favela nunca foi reduto de marginal/ela só tem gente humilde e marginalizada”. Vê-se, portanto, uma reorganização no espaço urbano, onde o conceito de Divisão Social do Trabalho passará a ter também, como apresenta a discussão o Henry Lefebvre[1], a dimensão de Divisão Territorial do Trabalho, servindo como orientação para a apropriação deste espaço urbano, com a finalidade de distinguir também geograficamente, as divisões sociais estabelecidas pelas sociedades capitalistas, “minha gente é trabalhadeira/ e nunca teve assistência social”.

Essa transformação no espaço urbano, essa modernização das cidades pós industrialização, são uma das manifestações de uma transformação maior, a nível global, em que passou a nossa sociedade. Uma série de valores morais também passavam por uma crise profunda, a fim de pensar em soluções e rearranjos que dessem conta de apreender o novo momento civilizacional[2]. Costumes sociais, culturais, foram questionados e rearticulados, passaram a ter outros significados, a ser usados por distintos grupos sociais e com isso, um outro momento dito civilizacional rompe as barreiras e as fronteiras nacionais para se tornar homogêneo nas culturas – ao menos as capitalistas ocidentais.

Outro samba que aqui nos ajudará a pensar esse movimento de subjetivação da sociedade capitalista neoliberal, é a música interpretada por Seu Jorge, de autoria de Fernandinho e Guará, lançada em 2005, que consegue retratar bem a atualidade dos marcos da modernidade urbana no Brasil, “se eu pudesse eu não seria/ um problema social”. Mesmo sendo do início dos anos 2000, a música ajuda a pensar esse processo que iniciado no meiado do século XX, deixa consequências, tanto que os anos passam, mas não as apagam, não as solucionam.

Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão e
Trabalhou na feira pra comprar seu pão
Não aprendia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Hoje eu seria alguém
Seria eu um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal
Muitos me chamam pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
Se eu pudesse eu não seria um problema social

A canção “Problema Social”, também um samba, mais dolente, tem como pano de fundo a situação de um cidadão que, marginalizado de qualquer assistência, de qualquer mecanismo de mobilidade social, lamenta por estar na situação de pobreza e miséria mas alerta que o problema não é ele, não é o indivíduo, como muitos acusam os mais pobres.

Reconhece-se que são determinantes externos ao indivíduo que o conduzem à situação da pobreza, cabendo muito mais à sociedade que a ele mesmo a responsabilidade por uma condição da qual ele dificilmente consegue escapar” (Valladares,  p. 97).

Se o cidadão pudesse, diz ele, “dava um toque em meu destino/ não seria eu um peregrino/ desse imenso mundo cão.” Se a liberdade de escolha fosse uma opção viável para os mais pobres, possivelmente a situação de pobreza não seria a escolha de quase ninguém que hoje vive nessa limitação material.

O que vemos é a ampliação da dominação social nas sociedades capitalistas. Há um esgarçamento da condição material desigual, apropriando-se de outros mecanismos sociais para legitimar e reproduzir a sociedade de classes. Autores como Laval e Dardot[3] apresentam argumentos sólidos, histórico e sociologicamente construídos, para entendermos que a sociedade capitalista passa por um novo processo, passa por uma rearticulação, com a finalidade de ampliar sua dominação, de aprofundar o controle que exerce sobre nossas vidas. Agora, não é só o material que garante a reprodução. Foi preciso – e construído pelo processo histórico – que se dominassem também os códigos morais e culturais dos povos. Que dominassem também os costumes mais corriqueiros,

Trata-se antes, de compreender como o sujeito age realmente, como se conduz quando está numa ‘situação de mercado’.” (Dardot & Laval; p 145).

O capitalismo desenvolveu-se como dominante de tal ponto que, no Ocidente, constituiu-se a partir de uma série de normativas sociais que orientavam, não só o Estado, mas também as relações sociais. Na música interpretada pelo Seu Jorge, “se eu pudesse, eu dava um toque em meu destino/e hoje eu seria alguém./ Seria eu, um intelectual/ mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal/ Muitos me chamam pivete/ mas poucos me deram apoio moral”, vemos como a ética do trabalho está presente na vida do brasileiro e da brasileira, que possivelmente, conhecem de perto a pobreza, a tal ponto de quererem se distanciar dessa situação social.

Não aprendia as maldades que essa vida tem/Mataria a minha fome/ sem ter que roubar ninguém/ Juro que nem conhecia/a famosa FUNABEM/ Onde foi a minha morada/desde os tempos de neném.

Por fim, a dominação capitalista demonstra que o trabalho remunerado, mesmo que super explorado e mal remunerado, transfigura-se à ação necessária para mudar os paradigmas da vida do sujeito pauperizado.

Todos os tipos de inserção no mundo do trabalho são considerados de alguma maneira como forma de trabalho. A experiência de trabalho é que é diferenciadora entre os indivíduos” (Valladares; p106)

Conclusão:

Se na virada do século XIX para o XX, o trabalho era a distinção contra a vadiagem, era o álibi contra as punições do Estado e da sociedade – estigmatizadores -, hoje, em pleno século XXI, o trabalho tem, para grande parcela da população, a função de garantir as mais básicas condições de vida, além de desassociar dos perigos que estar à margem da sociedade traz para os indivíduos, não mais serve como álibi. A pobreza, ou melhor, o empobrecimento do valor do trabalho – fruto da correlação desigual Capital-Trabalho – mantém os que precisam vender sua sua força de trabalho à margem, potencialmente reconhecido socialmente como bandido, já que não se supera o binômio pobreza-violência.

Se eu pudesse eu tocava em meu destino/ Hoje eu seria alguém/ Seria eu/ um intelectual/ Mas como não tive chance/ de ter estudado em colégio legal/ Muitos me chamam pivete/ Mas poucos me deram um apoio moral/ Se eu pudesse eu não seria/ um problema social” (Seu Jorge; 2005).

 

O que se pode perceber com este breve histórico do processo de urbanização das cidades brasileiras que a pobreza é um dos elementos fundamentais para a reprodução social. Há um planejamento, uma orientação racional, que se direciona massas de trabalhadores empobrecidos, vivendo nas piores condições possíveis, mesmo que estejam vendendo sua força de trabalho no mercado, de maneira formal ou até informal – como é a maioria.

O discurso sobre a pobreza não é, no entanto, fruto exclusivo da base material da sociedade mas se reporta, também, à sua base material” (Valladares; p107)

“A favela é um problema social.”

“Se eu pudesse eu não seria um problema social.”

Referências Bibliográficas:

DARDOT, P.; LAVAL, C.: a nova razão do mundo: ensaio sobre a sociedade neoliberal. São Paulo: BOITEMPO, 2016.

VALLADARES, LÍCIA: Cem anos pensando a pobreza (urbana) no Brasil, in. “Corporativismo e Desigualdade: A constituição do espaço público no Brasil”, org. Ricardo Boschi; ed. Rio Fundo; 1991

LEFEBVRE, H.: A Revolução Urbana; trad Sérgio Martins; Belo Horizonte, Ed. UFMG; 1999.
IVO, Anete B. L.. George Simmel e a Sociologia da Pobreza; in Cadernos DH UFBA 2008.

Fernandinho / Guará – Seu Jorge e Ana Carolina https://www.youtube.com/watch?v=0–UL76gzKA, SonyMusic, 2005.

Noca da Portela/Sérgio Mosca – Bezerra da Silva

https://www.youtube.com/watch?v=yYBIOFoRd3U , 1992, RCA Records

https://farofafa.cartacapital.com.br/2017/01/30/o-que-berrava-bezerra/

 

[1] Henry Lefebvre, Cidades Urbanas Pós Industrialização (CONFIRMAR REFERÊNCIA)

[2] Ver mais em: “George Simmel e a Sociologia da Pobreza; Ivo, Anete; in Resenha Temática

[3] Dardot, Pierre; Laval, Christian, in A Nova Razão do Mundo.

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1 comentário

Diogo 27/07/2020 - 11:19 AM

Excelente artigo! Parabéns, Yuri!

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