Rock in Rio: breves acordes

por Fábio Flora

1.

Antes tarde do que nunca: mas esses “Fora, Temer” entoados por alguns artistas mainstream só vieram depois da ameaça à Amazônia.

O ataque a direitos trabalhistas e a programa sociais, por exemplo, não causou a mesma mobilização, o mesmo engajamento.

Fica a impressão de que preservar árvore e bicho é mais importante do que preservar gente.

Ou de que tem malandro que só entra na luta “fácil”, consensual. Afinal, quem vai ficar do lado do Homem Ganancioso quando a vítima é a Mãe Natureza?

2.

Elza Soares – mulher, negra, octogenária – cantando “A carne” é que é resistência.

O resto é especial de fim de ano da Globo.

3.

Sobre o show que todo mundo (até o Axl Rose) viu menos eu, só tenho uma coisa a dizer: menos guns, mais roses.

4.

Idealizador do Rock in Rio,  o empresário Roberto Medina era candidato a prefeito e a galera do camarote vip o defendia dizendo que ele “sabia administrar uma cidade”.

Calma, gente. Foi só um pesadelo.

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