Planetário

Amizade…

Ela sabia que ele era bom. Intuíra desde o início, quando ele chegou com seu carro velho, com suas malas desgastadas e apossou-se da casa em frente à dela. Por coincidência, ela estava limpando o quintal, arrancando as ervas daninhas que insistiam em crescer por entre os tufos de grama. Antes de entrar na casa, ele viera até ela e com uma voz musical, a saudara: – Boa tarde! E ele sorriu pela primeira vez. Ela viu seu sorriso perfeito e os dentes brancos, alinhados e bonitos apareceram. O sorriso era lindo e imediatamente ela se sentiu atraída por ele. Era um homem bonito, não havia dúvida. Os cabelos castanhos brilhavam ao sol e os olhos eram enormes, límpidos, quase verdes.  Não era alto nem musculoso, mas era uma homem muito atraente. Havia algo nele que remetia a um tempo muito antigo, quando os homens saíam para caçar e voltavam suados, com um animal abatido sobre os ombros, trazendo o alimento para os que esperavam com fome.

 

https://pt.clipart.me/istock/watercolor-vector-heart-217482

 

– Boa tarde – ela respondeu, entre desconfiada e feliz, porque não é sempre que um homem bonito e sorridente vem até você, do nada e lhe cumprimenta.

Ele então disse que havia alugado a casa em frente e perguntou se a vizinhança era calma, se o bairro era violento e muitas outras coisas que se pergunta quando se chega a um lugar novo. Ela sentiu prazer na companhia dele e naquela rápida conversa viu que ele era um homem bom. Ao mesmo tempo, tristemente constatou que não poderia haver amor entre eles, porque haviam selado, quase que imediatamente e sem nada falarem, um pacto de amizade. Era como se fossem conhecidos há muito tempo e um sentimento familiar apossou-se dela, um sentimento de profunda amizade.

https://www.qatarliving.com/forum/socialising/posts/can-men-women-be-just-friends

Ela era uma mulher solitária. Ele percebeu isso imediatamente, assim que a vira, arrancando o mato da grama. Era uma moça magra e delicada, os cabelos curtos, tão curtos que se não fosse pela roupa, ele juraria que ela era um rapaz. Ela respondera timidamente ao seu cumprimento e quando levantara os olhos para ele, num relance, ele viu a imensa solidão que havia neles. Ela respondeu a todas as perguntas que ele havia feito,  foi gentil e solícita, mas tinha dentro de si um quê de tristeza e amargura. Sim, ela era uma mulher muito solitária. Era educada e agradável, mas distante. É bonita – pensou ele, olhando-a disfarçadamente. Havia algo nela que lembrava as mulheres de uma era passada, mulheres guerreiras e corajosas, que poderiam até matar para defender seus filhos. Ele se sentiu atraído por ela, pela sua feminilidade quase escondida, apenas sugerida pela boca bem desenhada e pelos longos cílios. Um sentimento de tristeza tomou conta dele quase sem querer pois sentiu que nada poderia acontecer entre eles, a não ser uma profunda amizade. É que percebera que de imediato, selaram um pacto de amizade. Não, não poderia haver amor entre eles. Um sentimento estranho e conhecido tomou conta dele, um sentimento de amizade. Talvez porque entre certas pessoas, não pode haver amor. Apenas amizade.

 

http://origamista-fm.blogspot.com/2012/01/coracao-alado.html

 

*Imagens retiradas da Internet, sem fins lucrativos.

LICENCIATURAS E IDENTIDADE DOCENTE

VANISSE SIMONE ALVES CORREA

CHAVELLI DOMINIQUE LUIZ MACHADO

Para fortalecer a democracia, antes de tudo é necessário  valorizar a educação. Nenhum país é soberano se não tiver seu povo educado. No processo educacional, uma das figuras mais importantes é a do professor. Sem ele, não há NADA! NADA, a não ser falácias!A pesquisa Licenciaturas e Identidade Docente busca aprofundar o conhecimento sobre os professores. Que sempre foram e sempre serão, junto com os estudantes, os protagonistas da democracia !

http://www.justificando.com/2019/05/31/o-que-o-30-de-maio-representa-para-a-democracia/

 

A pesquisa pretende aprofundar o conhecimento sobre a identidade docente dos alunos dos cursos de licenciatura da UNESPAR – campus Paranaguá, por meio de uma discussão ampla, democrática, teórica e rica sobre a constituição, formação e valorização da identidade docente e como isso implica sobre a futura atuação dos professores em seus campos de trabalho, em uma perspectiva de pesquisa interdisciplinar, perpassando o campo da educação em Direitos Humanos e também as questões relativas à educação ambiental. Pretende-se agregar também o município de Curitiba, a partir do segundo semestre,  cuja IES para análise será escolhida a partir de parâmetros de similaridade. A metodologia utilizada será do formato qualitativa/quantitativa, iniciando-se a pesquisa com o levantamento dos dados e da bibliografia necessária, que virá agregar à bibliografia básica da pesquisa, já escolhida, entre as quais se destacam: Foucault (1985; 2002; 2004), Louro (1995; 1997; 2003; 2004)  Weber (1982) e Pimenta (2012). A pesquisa terá a duração de 24 meses. Os objetivos deste estudo são: – Articular as licenciaturas da UNESPAR – Campus Paranaguá para realizar um trabalho conjunto no sentido de formar e valorizar a identidade docentes dos alunos; – Conscientizar os alunos de seu importante papel social e histórico, a partir da sua prática profissional, como elementos ativos de mudança. – Propor e realizar atividades como discussões, oficinas, eventos, publicações e outras com todos os cursos de Licenciatura, para discussão da temática. – Publicizar os resultados de diversas maneiras, entre elas na apresentação de eventos, bem como por meio de publicações, Internet, etc. – Alinhar a discussão da identidade docente com a Educação em Direitos Humanos e também com as questões ambientais. – Comparar as IES de Paranaguá e Curitiba, focando-se a formação docente, especificamente na questão da identidade e reconhecimento profissional. O estudo pretende, a partir dos resultados obtidos, melhorar sobremaneira a formação dos alunos das licenciaturas e enriquecer o campo teórico.

 

Palavras-chave: Formação e identidade docente. Pesquisa interdisciplinar. Educação em Direitos Humanos. Educação Ambiental.

 

A importância do professor hoje – e como isso é tratado no Brasil

 

Ensino de Artes: A abordagem Triagular de Ana Mae Barbosa

Eliane dos Santos de Oliveira

Vanisse Simone Alves Corrêa

O surgimento da abordagem triangular objetivava a  melhoria do ensino da arte, na busca pelo entendimento da mesma e também uma buscava uma mais aprendizagem significativa. Preocupou-se pela busca de um conhecimento critico não somente para os aluno, mas também para os professores.

Nos anos 90 a abordagem Triangular passou a ser colocada em prática. Inicialmente foi chamada de Projeto Arte na escola.  Mais tarde, ficou conhecida como  Triangular e/ou Abordagem Triangular. Entre essas duas nomenclaturas foi escolhido o nome de Abordagem Triangular (Barbosa, 2010, p.11).

É fundamental ressaltar que a Abordagem Triangular não se refere a um modelo ou método, mas tem o objetivo de focar na metodologia adotada pelo professor nas suas aulas práticas,  sem vinculo teórico padronizado, a fim de não engessar o processo.

Fica evidente portanto, que  a abordagem Triangular não se enquadra para quem quer seguir um método padronizado, ele  requer a  liberdade de obter conhecimento critico  reflexível  no processo de ensino […], ajustando-se ao contexto em que se encontra (Machado, 20010, p.79).

A Abordagem Triangular é uma abordagem diálogica. A imagem do Triângulo abre caminhos para o professor na sua prática docente. Ele pode fazer suas escolhas metodológicas,  é permitido mudanças e adequações, não é um  modelo fechado, que não aceita alterações. Não é necessário seguir um passo a passo. Para Barbosa ” (…)  refere-se à uma abordagem eclética. Requer transformações enfatizando o contexto” (Barbosa, 2010, p. 10).

 

Fonte: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/337/AE%2010%20-%20DF.pdf?sequence=1&isAllowed=y

 

Segundo Novaes (2005),  a Abordagem Triangular aponta que é importante pensar, questiona  o que é  a imagem, o uso da imagem, a imagem do cotidiano  da história da arte e da cultura na sala de aula. É necessário fazer uma leitura crítica da produção da imagem das coisas e de nós mesmos.  Não depende só do sujeito a maneira como se vê uma imagem. É necessário também interpretar a mesma. A imagem visível aguarda uma leitura invisível que é revelada a cada deslocamento que ela faz.

Para  Dewey e Freire (2010),  uma boa leitura de mundo artístico ocorre a partir do contexto em que se vive. Porém isso não significa focar só no ensino cotidiano do aluno, mas contribuir para que eles consigam fazer uma leitura crítica e contextualizar a imagem multicultural, podendo identificar  e não apenas apreciar, mas também comentar a beleza das imagens em uma sociedade em desenvolvimento sociocultural cumprindo o papel político de transformação social partindo do pressuposto das imagens artística (Dewey e Freire, 2011).

Sobre a prática educativa do professor do ensino básico,  a Abordagem Triangular mostra seu valor nas artes visuais. Para o professor contemporâneo/artista, pode possibilitar uma análise crítica do seu próprio fazer, quando atuam como artistas e professores de artes visuais.

É também interessante fazer uma análise no processo de expressão do professor artístico e do aluno artista que experimenta. Quando é algo mecânico e sem causa poética, não passa a singularidade do trabalho artístico produzido. O trabalho artístico passa sensibilidade e emoção.

A Proposta Triangular da Prof.ª Ana Mae Barbosa possui estruturantes, a seguir descritos:  a contextualização, a apreciação e a produção.

 

Fonte:  PÓVOA, M. A. M., 2012

 

O eixo contextualização abrange os aspectos contextuais que envolvem a produção artística como manifestação simbólica histórica e cultural. nesse eixo, observa-se o que se transforma e como se revelam as representações que os grupos fazem de si e dos outros. Ele abrange, também, a análise das relações de poder que criam certas representações, diferenciando e classificando hierarquicamente pessoas, gêneros, minorias (PEREIRA, 2013, p. 22)

A contextualização da obra permite entender em que condições a mesma foi produzida, bem como as relações de poder que estão implícitas nessa produção.

Já Pereira (2018) define o eixo da apreciação da seguinte maneira:

O eixo de apreciação está organizado diante de aspectos que lidam com as interações entre o sujeito e os artefatos da arte. Nesse eixo são mobilizadas competências de leitura que requerem do sujeito o domínio dos códigos estruturantes e suas relações formais. na apreciação também estão entrelaçados os aspectos simbólicos da produção artística e como a pessoa que dialoga com o artefato atribui a ele determinados significados. Aqui se operam uma série de relações provocadas pela interação entre sujeito e objeto. No eixo de produção, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas. Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica. O sujeito mobiliza conhecimentos tanto conceituais quanto procedimentais, inventando tecnologias, adaptando materiais, articulando ideias (PEREIRA, 2013, p. 22).

Esse eixo possibilita a percepção das interações entre os componentes dos objetos artísticos, na relação que ocorre entre o sujeito e a própria obra de arte.

Sobre o eixo da produção, Pereira (2103), esclarece:

No eixo de produção, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas. Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica. O sujeito mobiliza conhecimentos tanto conceituais quanto procedimentais, inventando tecnologias, adaptando materiais, articulando ideias (PEREIRA, 2013, p. 22).

 

É nesse eixo que o aluno já tem condições de produzir. Todas as etapas que ele já percorreu permitem que ele se lance na produção artística, de modo qualificado, crítico e sensível.

 

Eliane dos Santos de Oliveira é graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR, campus Paranaguá.

 

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 27. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

IAVELBERG, R. Para gostar de aprender sala de formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003.

PARANÁ.  Diretrizes Curriculares para o Ensino de Artes. Disponível em http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_arte.pdf Acesso em 12 MAI. 2018.

SALGADO, E. de C. V. de C.  Desenvolvimento e Inclusão Social de Pessoas com Deficiência. Universidade de Taubaté. (2013.) Dissertação de Mestrado.

SANTOS, Santa Marli Pires dos. Educação, arte e jogo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2007.

SILVA, Luis Eron da. Reestruturação Curricular: novos mapas culturais, novas perspectivas educacionais. Porto Alegre: sulina, 1996.

In://www.bdtd.unitau.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=65Acesso em 20.08.18

TROJAN, R. M .A arte e a humanização do homem: afinal de contas, para que serve a arte? In: Educar em Revista. no.12 Curitiba Jan./Dez. 1996.

 

RELAÇÃO ENTRE AS CONDIÇÕES DE TRABALHO NAS ESCOLAS E A SAÚDE DO PROFESSOR

ELZA LEÃO OLSEN ALVES

VANISSE SIMONE ALVES CORRÊA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DO PARANÁ – UNESPAR

 

Introdução

Em decorrência de muitas horas de trabalho e do aumento da violência dentro da escola, os professores e agentes educacionais têm sua saúde física e mental ameaçada.  A causa maior da fadiga que está classificada na “má condição de trabalho” se dá pela intensificação e excesso de trabalho, pela necessidade e exigência de trabalhar mais, em menos tempo e sem recursos. A falta de instrumentos pedagógicos, o baixo rendimento e indisciplina dos alunos, o baixo salário, somado com o trabalho que leva para casa, põe a profissão de educador em situação delicada. É indispensável repensar o trabalho docente.

Metodologia

A pesquisa está no início, trata-se de um Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia. Está embasada em  autores que pesquisam a temática. Além disso, serão realizadas entrevistas com profissionais da educação de das escolas municipais da cidade de Paranaguá. Também serão buscados os dados sobre afastamento dos docentes junto ao RH do município.

https://antonioroque.blogs.sapo.pt/277170.html

 

Resultados

A pesquisa ainda se encontra no início, porém, é possível afirmar, pelas leituras realizadas, que a cada dia aumentam o número de casos de afastamento dos docentes por motivos de saúde e estresse. Entre os motivos de afastamento está o aumento da violência, da carga horária e as condições de trabalho 

Considerações Finais

Somente colocando em prática uma nova reforma educacional que vise uma nova gestão, formas de avaliação, mecanismos contra a violência, e distribuição de trabalho com instrumentos para a sua execução, e principalmente a valorização do professor é que poderíamos recuperar a ideia teórica de escola que consiste em buscar excelência na aplicação do ensino, formar cidadãos conscientes e capazes de conviver em sociedade. Valorizando assim a transmissão do conhecimento que é feito pelo professor.

 

Referências

Jornal Brasileiro de Psiquiatria. Vol 58. Qualidade de vida dos professores: uma perspectiva para a promoção da saúde do trabalhador. 2008

LIMA, Erike Joely, Docência e a depressão: fatores predominantes no processo. 2009

Revista educação em questão. As condições de trabalho docente na educação infantil. 2013

https://antonioroque.blogs.sapo.pt/277170.html

 

 

 

Teatro de Bonecos na Caixa Cultural em Curitiba

Quem está em Curitiba pode ver a Mostra Mundo Giramundo, até o dia 12 de agosto

 

A exposição não traz apenas os bonecos mas revela o processo de construção, que envolve aspectos mecânicos e cinéticos  das marionetes.

 

Traz também alguns desenhos, em destaque nas paredes, que mostra como um boneco é pensado, antes de tomar forma. O criador do Giramundo é Álvaro Apocalypse e um pouco de sua arte pode ser vista nessa exposição.

Há elementos cênicos do período de 1970 a 2014, que demonstram a trajetório histórica do grupo.

A mostra é impressionante. Ao entrar no ambiente, você se sente imediatamente transportado a um universo lúdico e onírico. É simplesmente lindo e vale a visita. Uma viagem fantástica ao universo do Teatro de Bonecos.

 

 

Fotos: Vanisse Simone

 

Serviço:

Mostra Mundo Giramundo

Conselheiro Laurindo – Centro,

Curitiba – PR, CEP: 80060-100

De 16 de maio a 12 de agosto

Fone:  (41) 2118-5111