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Arquivo do Estado abre acervo da antiga Rede Ferroviária Federal Santo André

Depois de oito anos tomados para acertar a documentação, o Arquivo Público do Estado abriu no dia 17/03/2019 uma visita educacional para consultar fotos de arquivo da antiga RFFSA, extinta em 2007.

O acervo conta com mais de 26 mil fotos, álbuns de companhias ferroviárias como a Sorocabana, a Paulista e a Mogiana, todos datados do final do século 19 e início do século passado, e aproximadamente 86 mil fotos de filmes fotográficos que fazem parte da história da Rede Ferroviária Federal. Esses arquivos se localizavam em Jundiaí e em um imóvel na rua Mauá chegaram desorganizadas, e por isso o acervo demorou mais de 10 anos para ser aberto.

Logo após a RFFSA ser extinta, o patrimônio esteve quase abandonado até 2011, e até os dias de hoje ainda tem vagões e imóveis que são da antiga rede e não tem o devido fim.

Ainda em 2011, foi assinado um acordo pelo Arquivo Público para manter o acervo pelo tempo mínimo de cem anos.

O acervo conta também com material da São Paulo Railway, de 1867, que foi a primeira empresa de ferrovias em São Paulo. Nesta seção, a maior do arranjo, o Arquivo do Estado conta com 14.716 imagens de estações, obras, maquinário, entre outros.

A menor, e última parte do conjunto, é composta por documentos de diversas entidades de ferrovias no país e no mundo inteiro, e também de instituições cujas quais não é possível identificar pelas fotos.

O acervo pode ser visto apenas com agendamento prévio, feito pelo e-mail iconografico@arquivoestado.sp.gov.br.

*Informações retiradas do site https://sobretrilhos.blogfolha.uol.com.br/2019/03/17/arquivo-do-estado-abre-acervo-da-extinta-rede-ferroviaria-federal-para-consulta/

LANÇAMENTO DO LIVRO “TEXTURAS POÉTICAS” E DECLAMAÇÃO DE POEMAS NO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO

No dia 23 de abril (Dia Internacional do Livro), foi lançado o minilivro “Texturas Poéticas” (antologia com poemas minimalistas em língua espanhola). A obra foi organizada pela poetisa Isabel Furini, Presidente da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia).

O lançamento aconteceu no Instituto Cervantes de Curitiba – órgão oficial do Governo da Espanha para a difusão da língua e da cultura em espanhol. No evento, com o intuito de prestigiar os acadêmicos que participaram do livro, o Projeto Poetizar o Mundo lançou o 2º Concurso de Declamação.

Aguinaldo Marcelino do Instituto Cervantes, e Isabel Furini.

Poetas e declamadores interpretaram alguns poemas dos autores de “Texturas Poéticas”. Foram momentos de alegria, de emoção, e principalmente de Poesia. Os poetas ficaram emocionados ouvindo seus trabalhos nas vozes dos declamadores, e, em mágica harmonia muitos declamadores também revelaram a emoção de interpretar um poema que sensibilizou suas almas. Porque a Poesia sensibiliza, aproxima, harmoniza – cria pontes entre as pessoas.

O regulamento assinalava que os poemas apresentados seriam de autoria dos participantes do livro. Houve excelentes declamações, e os jurados ficaram reunidos analisando e pontuando os detalhes das declamações.  Foram jurados do concurso: Aguinaldo Marcelino, Arriete Rangel de Abreu, Izabel Liviski e Xandy Novaski.

Comissão julgadora que avaliou a declamação de poemas.

Em primeiro lugar ficou a poetisa e declamadora Laura Monte Serrat; Therezinha Leoni Wolff foi a segunda colocada, Pedro Menerim Teixeira conquistou o terceiro lugar. Maria Antonieta Gonzaga Teixeira ficou com a Menção Honrosa.

Com organização da poetisa Isabel Furini e do artista plástico e especialista em Arte Digital Carlos Zemek, e a presença do acadêmico Daniel Maurício, como mestre de cerimônias, o evento reuniu poetas, escritores, declamadores, artistas e amantes das Letras e da cultura.

Premiados do concurso de declamação, com Arriete Rangel de Abreu, Isabel Furini e Daniel Maurício.

O evento, que fez parte das comemorações do Dia Internacional do Livro do Instituto Cervantes de Curitiba, entregou também Certificados e duas Medalhas.

Uma Medalha para a escritora e poetisa Carla Ramos, que é a nova acadêmica da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia); e uma Medalha para o artista plástico Eloir Amaro Jr.

Participaram do livro os poetas da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia): Carla Ramos, Carlos Eduardo Vargas, Daniel Mauricio, Decio Romano,Elciana Goedert, Gustavo Alonso Henao Chica, Igor Veiga, Isabel Furini, Luciano Dídimo, Maria Antonieta Gonzaga Teixeira, Maria da Glória Colucci, Marli Terezinha Andrucho Boldori, Neyd Montingelli, Sonia Cardoso, Vanice Zimerman Ferreira, Vera Lucia Cordeiro.

Público participante lotou o auditório da Biblioteca do IC.

Entre outras personalidades das Letras e das Artes, destacamos Jefferson Dieckmann, presidente da Academia Presidente da AIL – Academia I. A. L. Sul- Lourenciana; Therezinha Leoni Wolff e Ivan Portela, da Academia de Letras do Vale do Iguaçu; o poeta Geraldo Magela, coordenador da Feira do Poeta de Curitiba, e Amaury Nogueira, dono da Nogue editora, além da reconhecida artista plástica Carla Schwab.

 

Fachada do Instituto Cervantes em Curitiba, Pr. Fonte: https://curitibadegraca.plural.jor.br/instituto-cervantes-promove-lancamento-de-livro-de-poemas-espanhois/

Abstração do acaso

René Machado desenvolve pintura cada vez mais gestual

A exposição LabUTA é composta por um conjunto de obras recentes de René Machado e abre para o público a partir do dia 16 de Abril na Casa de Cultura Laura Alvim.
O artista revisita suas origens profissionais como publicitário, incorporando-as à imagética variada e viva da arte urbana e às possibilidades artísticas que circundam a ideia de “pintura abstrata” na atualidade. Apresenta de forma imponderável a força estética das ruas, do grafite, da street art, da pop art com o impulso de pinceladas neo-expressionistas. Explora a idéia do efêmero a partir das inúmeras sobreposições de camadas de elementos.

 

O artista lança mão da serigrafia como marca da era industrial, da reprodutibilidade, do desgaste da imagem, ora ampliada trazendo apenas os pontos, ora imagens repetidas que lembram anúncios nos muros da cidade, sobrepostos com traços de spray, e inúmeras camadas de tintas. “Parte do processo envolve: fotografia, digitalização, impressão, serigrafia, ampliação e tratamento de imagens para impressões pictóricas em grandes suportes e inclusão de uma série de camadas. O trabalho sofre interferências de diferentes técnicas: óleo, acrílica, esmalte sintético, carvão e spray”, cita o artista.

 

O resultado despretensioso do trabalho de René também advém da “action painting”, seu traço descompromissado, as pinceladas livres, o gesto solto – oriundos de seu estilo que dispensa afetação.

 

As cores fazem parte de estudos do artista e seguem a mesma linha de liberdade do processo. Nesta exposição, algumas explorações mais sóbrias do verde, do azul, outras mais radicais trazem o rosa e laranja neon da década de 90, sempre entrepostas pela radicalidade dos pretos, explorados pelo carvão, spray, e esmalte sintético.

 

De acordo com a curadora Vanda Klabin o deslizamento de gestos é um processo de articular diferentes modos de ver, derivado da perda da imagem representativa da realidade, um contínuo fazer e refazer, obliterar e construir novos acessos.“Os campos picturais permeados por vibrantes contrastes, harmonias dissonantes, grumos espessos e alta voltagem cromática, têm uma conotação ambígua. A cor é o seu veículo expressivo e compatibiliza elementos díspares e dissonantes na estruturação da tela.” Diz Vanda.

 

Uma parte das obras se inspira no que René chama de “Frequência Morelenbaum”, as últimas inspirações vieram da sonoridade composições do álbum Central do Brasil de Jaques Morelenbaum – Toada, Alma e Central do Brasil, “Sempre que ouvia esse álbum, tinha vontade de decifrar as composições através de gestos, então escolhi estas músicas para produzir as obras no ritmo de cada uma delas”, revela o artista.

 

Nesta exposição René traz novidades como a fotografia, a colagem e a instalação revelando novas dimensões do processo criativo. A fotografia, ora como um desmembramento e ora como inspiração para as telas, contém paisagens urbanas, muros, painéis capturados em centros de cidades como Paris, Berlin e Barcelona. O olhar sempre atento à estética do efêmero, restos de cartazes, grafite, fixações, pinturas descascadas, são paisagens capturadas pelo artista que influenciam suas telas e agora fazem parte da exposição.

 

A colagem surge como um índice correlato da pintura, a partir de um material mais popular que é o papelão. Oriundo de caixas de produtos de marcas populares o material foi trabalhado com cores preponderantes nas telas durante o processo criativo, recortes, rasgos livres e colagem, revelam ainda novas dimensões para o conceito de descomposição e acaso. “Desconstrução, fazer e refazer fazem parte do processo, sobreposições, apagamentos, sinais de erros e acertos e desta forma as camadas vão se compondo, criando de forma aleatória o abstrato”, diz René.

 

 

TEXTO DE ANA MARIA CARVALHO

Ana Maria Lima de Carvalho é jornalista especialista em comunicação, psicanalista e fotógrafa.
Sócia da Crio.Art assessoria especializada em arte contemporânea

 

 

 

 

 

 

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Primeiro evento do InterDH&A acontece em maio de 2019

O evento 1ST INTERNATIONAL RESEARCH GROUPS MEETING ON HUMAN RIGHTS AND LEGAL ANTHROPOLOGY (InterDH&A), realizado pelo Mestrado em Direitos Humanos da UNIT e pelo Instituto de Tecnologia e Pesquisa (ITP), acontecerá nos dias 20 e 21 de maio deste ano, na Universidade Tiradentes, em Aracaju, Sergipe.

Imagem de divulgação/ InterDH&A

Resultado do diálogo entre pesquisadores do Instituto de Tecnologia e Pesquisa, do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos da Universidade Tiradentes (PPGD/UNIT), do Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal Fluminense (PPGA/UFF) e do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos – Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT/InEAC), o InterDH&A foi criado para atender a comunidade científica internacional, principalmente os pesquisadores que discutam processos que visam construir e reconstruir os Direitos Humanos.

Com a atual crise político-institucional pela qual o Brasil e o mundo todo estão passando, é de grande importância que exista um evento como esse, que, além de contribuir cientificamente, propõe também um olhar reflexivo e crítico sobre o senso de cidadania e responsabilidade social.

O evento é totalmente gratuito e abrirá espaço para a apresentação de trabalhos inscritos até dia 26/04/2019 através do formulário que está disponível para download aqui. 

As inscrições de ouvintes poderão ser feitas na abertura do evento.

Para mais informações sobre o InterDH&A acesse: https://eventos.unit.br/interdha