Drops Cultural

Atração infantil no Centro Cultural de São Paulo

Foto: culturainfancia.org

Para o público infantil está em cartaz no Centro Cultural de São Paulo a peça “Ogroleto”, o diálogo  fala sobre a vida de uma criança, que descobre que não é igual às outras,  neste contexto ela precisa aprender adequar – se aos seus sentimentos, para conviver com as diferenças, adaptações,  frustrações e limites da vida cotidiana. O texto é de Suzanne Lebeau – tradução: Jorge Bastos – direção: Miguel Velhinho. Será apresentada pelo Grupo Pavilhão da Magnólia (Fortaleza/CE)– elenco: Nelson Albuquerque, Silvianne Lima e Eliel Carvalho (músico).

Em cartaz de 25/05 a 30/06

Sábados e domingos, às 16h – 50min – 7 anos – Sala Jardel Filho – valor  R$20,00

Vendas nas bilheterias do CCSP,  em horário de funcionamento ou site Ingresso Rápido a partir de 30 dias antes do evento.

Centro Cultural de São Paulo – Rua Vergueiro, nº 100 – São Paulo -SP  

MANO A MANO TRIO GRAVA COM JOÃO BOSCO E RAUL DE SOUZA EM CURITIBA, NESTE FIM DE SEMANA

O Mano a Mano Trio está registrando em DVD, o primeiro da carreira do grupo, um repertório dedicado ao compositor e cantor João Bosco. A gravação vai acontecer neste fim de semana, em Curitiba, e vai contar com a presença do ilustre homenageado. João Bosco vai participar da gravação de dois clipes: Sinhá (Chico Buarque e João Bosco) e Incompatibilidade de Gênios (Aldir Blanc e João Bosco), que grava ao lado de outro ícone, Raul de Souza.

Mano a Mano Trio

O trombonista e saxofonista também irá tocar em um pot-pourri de Babalu de Dakar (João Bosco) e Beirando a Rumba (João Bosco). A gravação tem direção audiovisual de João Marcelo Gomes e direção artística e de produção de Marcio Juliano. Os shows de lançamento irão acontecer, em Curitiba, somente em dezembro. Apenas uma das apresentações contará com a presença de João Bosco e será patrocinado pelo SESIPR.

Raul de Souza

O Mano a Mano Trio é formado por Sérgio Albach (clarinete), Glauco Sölter (contrabaixo) e Vina Lacerda (percussão), o grupo apresenta uma formação não usual e de sonoridade peculiar. Desenvolve um trabalho que valoriza a música brasileira, com repertório que reúne clássicos e vertentes modernas da MPB, distinguindo-se pelos arranjos elaborados mesclados à improvisação.
O novo trabalho, sem dúvida, será um importante marco na trajetória do grupo que comemora 10 anos de carreira.

Mano a Mano com João Bosco

Repertório do DVD MANO A MANO TOCA JOÃO BOSCO:
1 – Tiro de Misericórdia (Aldir Blanc/João Bosco) / Holofotes (Antonio Cícero/João Bosco/Waly Salomão)
2 – Pixinguinha 10×0 – João Bosco
3 – Varadero (João Bosco)
4 – Mano a Mano (Chico Buarque/João Bosco)
5 – Funk de Guerra (João Bosco)
6 – Corsário (João Bosco)
7 – Beirando a Rumba (Francisco Bosco/João Bosco) / Babalu de Dakar (João Bosco) – com participação de Raul de Souza
8 – Incompatibilidade de Gênios (Aldir Blanc/João Bosco) – com participação de João Bosco e Raul de Souza
9 – Sinhá (Chico Buarque/João Bosco) – com participação de João Bosco
10 – Cobra Criada (João Bosco/Paulo Emílio)

Este projeto foi incentivado pela Ademilar por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. E conta também com o apoio do SESIPR.

Fotos: Marcos Pereira e Marcio Juliano

Contatos:

Produção
Marcio Juliano
41 99902 5147
marciojulianocontato@gmail.com

Assessoria de Imprensa
Glaucia Domingos
41 9909 7837
glauciadomingos@hotmail.com

Arquivo do Estado abre acervo da antiga Rede Ferroviária Federal Santo André

Depois de oito anos tomados para acertar a documentação, o Arquivo Público do Estado abriu no dia 17/03/2019 uma visita educacional para consultar fotos de arquivo da antiga RFFSA, extinta em 2007.

O acervo conta com mais de 26 mil fotos, álbuns de companhias ferroviárias como a Sorocabana, a Paulista e a Mogiana, todos datados do final do século 19 e início do século passado, e aproximadamente 86 mil fotos de filmes fotográficos que fazem parte da história da Rede Ferroviária Federal. Esses arquivos se localizavam em Jundiaí e em um imóvel na rua Mauá chegaram desorganizadas, e por isso o acervo demorou mais de 10 anos para ser aberto.

Logo após a RFFSA ser extinta, o patrimônio esteve quase abandonado até 2011, e até os dias de hoje ainda tem vagões e imóveis que são da antiga rede e não tem o devido fim.

Ainda em 2011, foi assinado um acordo pelo Arquivo Público para manter o acervo pelo tempo mínimo de cem anos.

O acervo conta também com material da São Paulo Railway, de 1867, que foi a primeira empresa de ferrovias em São Paulo. Nesta seção, a maior do arranjo, o Arquivo do Estado conta com 14.716 imagens de estações, obras, maquinário, entre outros.

A menor, e última parte do conjunto, é composta por documentos de diversas entidades de ferrovias no país e no mundo inteiro, e também de instituições cujas quais não é possível identificar pelas fotos.

O acervo pode ser visto apenas com agendamento prévio, feito pelo e-mail iconografico@arquivoestado.sp.gov.br.

*Informações retiradas do site https://sobretrilhos.blogfolha.uol.com.br/2019/03/17/arquivo-do-estado-abre-acervo-da-extinta-rede-ferroviaria-federal-para-consulta/

LANÇAMENTO DO LIVRO “TEXTURAS POÉTICAS” E DECLAMAÇÃO DE POEMAS NO DIA INTERNACIONAL DO LIVRO

No dia 23 de abril (Dia Internacional do Livro), foi lançado o minilivro “Texturas Poéticas” (antologia com poemas minimalistas em língua espanhola). A obra foi organizada pela poetisa Isabel Furini, Presidente da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia).

O lançamento aconteceu no Instituto Cervantes de Curitiba – órgão oficial do Governo da Espanha para a difusão da língua e da cultura em espanhol. No evento, com o intuito de prestigiar os acadêmicos que participaram do livro, o Projeto Poetizar o Mundo lançou o 2º Concurso de Declamação.

Aguinaldo Marcelino do Instituto Cervantes, e Isabel Furini.

Poetas e declamadores interpretaram alguns poemas dos autores de “Texturas Poéticas”. Foram momentos de alegria, de emoção, e principalmente de Poesia. Os poetas ficaram emocionados ouvindo seus trabalhos nas vozes dos declamadores, e, em mágica harmonia muitos declamadores também revelaram a emoção de interpretar um poema que sensibilizou suas almas. Porque a Poesia sensibiliza, aproxima, harmoniza – cria pontes entre as pessoas.

O regulamento assinalava que os poemas apresentados seriam de autoria dos participantes do livro. Houve excelentes declamações, e os jurados ficaram reunidos analisando e pontuando os detalhes das declamações.  Foram jurados do concurso: Aguinaldo Marcelino, Arriete Rangel de Abreu, Izabel Liviski e Xandy Novaski.

Comissão julgadora que avaliou a declamação de poemas.

Em primeiro lugar ficou a poetisa e declamadora Laura Monte Serrat; Therezinha Leoni Wolff foi a segunda colocada, Pedro Menerim Teixeira conquistou o terceiro lugar. Maria Antonieta Gonzaga Teixeira ficou com a Menção Honrosa.

Com organização da poetisa Isabel Furini e do artista plástico e especialista em Arte Digital Carlos Zemek, e a presença do acadêmico Daniel Maurício, como mestre de cerimônias, o evento reuniu poetas, escritores, declamadores, artistas e amantes das Letras e da cultura.

Premiados do concurso de declamação, com Arriete Rangel de Abreu, Isabel Furini e Daniel Maurício.

O evento, que fez parte das comemorações do Dia Internacional do Livro do Instituto Cervantes de Curitiba, entregou também Certificados e duas Medalhas.

Uma Medalha para a escritora e poetisa Carla Ramos, que é a nova acadêmica da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia); e uma Medalha para o artista plástico Eloir Amaro Jr.

Participaram do livro os poetas da AVIPAF (Academia Virtual Internacional de Poesia, Arte e Filosofia): Carla Ramos, Carlos Eduardo Vargas, Daniel Mauricio, Decio Romano,Elciana Goedert, Gustavo Alonso Henao Chica, Igor Veiga, Isabel Furini, Luciano Dídimo, Maria Antonieta Gonzaga Teixeira, Maria da Glória Colucci, Marli Terezinha Andrucho Boldori, Neyd Montingelli, Sonia Cardoso, Vanice Zimerman Ferreira, Vera Lucia Cordeiro.

Público participante lotou o auditório da Biblioteca do IC.

Entre outras personalidades das Letras e das Artes, destacamos Jefferson Dieckmann, presidente da Academia Presidente da AIL – Academia I. A. L. Sul- Lourenciana; Therezinha Leoni Wolff e Ivan Portela, da Academia de Letras do Vale do Iguaçu; o poeta Geraldo Magela, coordenador da Feira do Poeta de Curitiba, e Amaury Nogueira, dono da Nogue editora, além da reconhecida artista plástica Carla Schwab.

 

Fachada do Instituto Cervantes em Curitiba, Pr. Fonte: https://curitibadegraca.plural.jor.br/instituto-cervantes-promove-lancamento-de-livro-de-poemas-espanhois/

Abstração do acaso

René Machado desenvolve pintura cada vez mais gestual

A exposição LabUTA é composta por um conjunto de obras recentes de René Machado e abre para o público a partir do dia 16 de Abril na Casa de Cultura Laura Alvim.
O artista revisita suas origens profissionais como publicitário, incorporando-as à imagética variada e viva da arte urbana e às possibilidades artísticas que circundam a ideia de “pintura abstrata” na atualidade. Apresenta de forma imponderável a força estética das ruas, do grafite, da street art, da pop art com o impulso de pinceladas neo-expressionistas. Explora a idéia do efêmero a partir das inúmeras sobreposições de camadas de elementos.

 

O artista lança mão da serigrafia como marca da era industrial, da reprodutibilidade, do desgaste da imagem, ora ampliada trazendo apenas os pontos, ora imagens repetidas que lembram anúncios nos muros da cidade, sobrepostos com traços de spray, e inúmeras camadas de tintas. “Parte do processo envolve: fotografia, digitalização, impressão, serigrafia, ampliação e tratamento de imagens para impressões pictóricas em grandes suportes e inclusão de uma série de camadas. O trabalho sofre interferências de diferentes técnicas: óleo, acrílica, esmalte sintético, carvão e spray”, cita o artista.

 

O resultado despretensioso do trabalho de René também advém da “action painting”, seu traço descompromissado, as pinceladas livres, o gesto solto – oriundos de seu estilo que dispensa afetação.

 

As cores fazem parte de estudos do artista e seguem a mesma linha de liberdade do processo. Nesta exposição, algumas explorações mais sóbrias do verde, do azul, outras mais radicais trazem o rosa e laranja neon da década de 90, sempre entrepostas pela radicalidade dos pretos, explorados pelo carvão, spray, e esmalte sintético.

 

De acordo com a curadora Vanda Klabin o deslizamento de gestos é um processo de articular diferentes modos de ver, derivado da perda da imagem representativa da realidade, um contínuo fazer e refazer, obliterar e construir novos acessos.“Os campos picturais permeados por vibrantes contrastes, harmonias dissonantes, grumos espessos e alta voltagem cromática, têm uma conotação ambígua. A cor é o seu veículo expressivo e compatibiliza elementos díspares e dissonantes na estruturação da tela.” Diz Vanda.

 

Uma parte das obras se inspira no que René chama de “Frequência Morelenbaum”, as últimas inspirações vieram da sonoridade composições do álbum Central do Brasil de Jaques Morelenbaum – Toada, Alma e Central do Brasil, “Sempre que ouvia esse álbum, tinha vontade de decifrar as composições através de gestos, então escolhi estas músicas para produzir as obras no ritmo de cada uma delas”, revela o artista.

 

Nesta exposição René traz novidades como a fotografia, a colagem e a instalação revelando novas dimensões do processo criativo. A fotografia, ora como um desmembramento e ora como inspiração para as telas, contém paisagens urbanas, muros, painéis capturados em centros de cidades como Paris, Berlin e Barcelona. O olhar sempre atento à estética do efêmero, restos de cartazes, grafite, fixações, pinturas descascadas, são paisagens capturadas pelo artista que influenciam suas telas e agora fazem parte da exposição.

 

A colagem surge como um índice correlato da pintura, a partir de um material mais popular que é o papelão. Oriundo de caixas de produtos de marcas populares o material foi trabalhado com cores preponderantes nas telas durante o processo criativo, recortes, rasgos livres e colagem, revelam ainda novas dimensões para o conceito de descomposição e acaso. “Desconstrução, fazer e refazer fazem parte do processo, sobreposições, apagamentos, sinais de erros e acertos e desta forma as camadas vão se compondo, criando de forma aleatória o abstrato”, diz René.

 

 

TEXTO DE ANA MARIA CARVALHO

Ana Maria Lima de Carvalho é jornalista especialista em comunicação, psicanalista e fotógrafa.
Sócia da Crio.Art assessoria especializada em arte contemporânea

 

 

 

 

 

 

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