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Ciência em Revista

Arte e História: um diálogo possível em sala de aula?

Paula Nathaiane de Jesus da Silva

Mestranda, vinculada ao Programa de Pós Graduação em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF. Licenciada em Educação Infantil pelo Instituto Estadual de Educação-IEE.2010-2011. E-mail: paula_nathaiane@yahoo.com.br

 

Resumo

 

Este artigo se furta a tratar da relação interdisciplinar entre História e Arte no campo da educação. Propomos uma breve discussão que permeia o questionamento de até que ponto é possível a um professor de História se apropriar das artes plásticas especificamente, como ferramenta de ensino em sala de aula, sem deixar a mesma como secundária, ou fugir do ensino tradicional, tratando-a como mera ilustração? Este ponto bem como as dificuldades que se encontra ao fazer esta escolha é o que vamos abordar em nosso texto.

 

Palavras-Chaves: Iconografia, História, Ensino, Educação.

 

Art and History: a possible dialogue in the classroom?

 

Abstract

 

This article evokes the interdisciplinary relationship between History and Art in the field of education. We propose a brief discussion that permeates the questioning of the extent to which it is possible for a history teacher to appropriate the plastic arts specifically as a teaching tool in the classroom without leaving it as secondary or to escape from traditional teaching, as a mere illustration? This point as well as the difficulties encountered in making this choice is what we will address in our text.

 

Keywords: Iconography, History, Education, Education.

 

Introdução

 

A escolha pela temática se dá pelo fato de atualmente desenvolvermos uma pesquisa relacionada ao campo da História da Arte que, devida a nossa formação, transpassa pelo campo da educação. Lembramos vagamente do nosso tempo de escola, poucas foram as memórias que se fazem presente. Das aulas de arte e de história, são poucas lembranças que recordamos, mas que são muito pertinentes para abrir a discussão.

Sempre estudamos em escola pública, nos anos 90.Naquela época, não havia a possibilidade de se utilizar um Datashow em sala de aula. A única tecnologia que possuíamos, era a televisão e o aparelho videocassete para assistir filmes ou documentários, localizada na biblioteca da escola, sendo que a mesma, só possuía um único aparelho, ou seja, uma televisão e um vídeo cassete para atender todas as classes-momentos raros em minha trajetória de aprendizado. As aulas seguiam uma linha tradicional, com leituras dos capítulos do livro e realização das atividades do mesmo. As poucas imagens que os livros traziam, na sua grande maioria pinturas, recordamos que não fora problematizada pelo professor em nenhum momento. Simplesmente era passado direto. Nós, enquanto alunos, também não nos pronunciávamos em relação a elas.

As aulas de artes, era uma alegria! Uma pena ser somente uma vez na semana. Sempre ficávamos ansiosos pela aula. Em algumas séries, recordamos que as atividades propostas incluíam algumas reproduções de obras, uma marcante foi Abaporu, da artista brasileira Tarsila do Amaral(1886-1973), colocada no quadro da sala, imprensa em uma folha A4, pela professora. Foi a primeira vez que nos deparamos com a obra, não fora explanado pela professora, seu contexto e importância para as artes brasileiras.Somente tínhamos que fazer uma reprodução da obra. Nossa sensação fora de estranheza, perguntas permeavam nossa mente, como: “Porque alguém pintaria uma tela representando uma pessoa com pernas e nariz tão grandes? Isso não é bonito.” Mas, também enquanto aluno, ninguém questionava nada. Simplesmente fazíamos o que tinha que ser feito.

Sabemos que o questionamento faz parte da aprendizagem. Em nossas lembranças aqui citadas, as imagens, utilizadas como ferramenta de ensino, no caso da aula de artes, não fora feito e, poderíamos ter aproveitado muito mais da aula se tivesse ocorrido, tanto da parte do professor, tanto do aluno. Já na lembrança das aulas de história, as imagens não eram citadas durante o processo de aprendizagem. Elas não compõem o corpo do texto do livro para servir de ilustração, as imagens falam, possuem signos e são um código de comunicação.

Assim, nos questionamos: Como trabalhar com pinturas no ensino de História em sala de aula? Como elas podem cooperar para agregar mais significação na aprendizagem dos alunos e no ofício de professor?

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A formação docente nas redes e tessituras no cotidiano escolar: cenário elaborado e orientado por intermédio das representações sociais

Itana Nascimento Cleomendes Dos Santos

Mestre em Educação e Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia

 

Natanael Reis Bomfim

Doutor em Educação pela Université Du Québec à Montréal – UQAM/Canadá e coordenador do Programa de Pósgraduação em Educação e Contemporaneidade – PPGEDUC da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. 

 

 

Resumo

Durante o saberfazer dos professores, destaca-se todo um processo de formação continuada de professores em meio ao cotidiano escolar, de (re)significação a partir da mobilização de saberes, representações, sentidos, significados, valores e sentimentos que tendem a contribuir para a sua formação docente e prática pedagógica. Apoiada em aproximações com a Teoria das Representações Sociais, o trabalho teve como objetivo estudar as tessituras e partilhas que se estabelecem nas redes de saberesfazeres de professores das séries iniciais do ensino fundamental no cotidiano escolar, a fim de apreender pistas que contribuíssem para a compreensão de formação de professores.

Palavras-chave: formação docente, práticas pedagógicas, cotidiano escolar, saberes docentes.

The teacher training in the nets and tessitures in the school daily: scenario elaborated and guided through the intermediary of social representation

 

Abstract

During the learning process of the teachers, a process of continuous teacher training in the midst of the school daily life is highlighted from the mobilization of knowledge, representations, meanings, values and feelings that tend to contribute to the their teacher training and pedagogical practice. Based on approximations with the theory of social representations, the objective of this work was to study the tessitures and shares that are established in the nets of teachers’ knowledge of the initial grades of elementary school in the school routine, in order to learn clues that contribute to the understanding of teacher training.

Keywords: Teacher training, pedagogical practices, everyday school, teacher knowledge.

 

Plano aberto… Formação continuada e prática pedagógica

Ao contrário do desfecho de um roteiro fotográfico, introduz-se o roteiro de uma sessão fotográfica por um estudo, antes de capturar as fotografias, de como conhecer o equipamento, escolher um destaque e dar atenção ao cenário completo, pois quem já não se viu frustrado ao tirar aquela foto e perceber que o fundo não lhe agradou? Sendo assim, orienta-se que, quando se for tirar uma fotografia, é necessário reparar no cenário ao redor e em toda a composição do quadro.

Portanto, ao começar este roteiro, começo com… Na contemporaneidade, a dinâmica que se expressa nos diversos âmbitos da sociedade, sendo eles o social, o econômico, o cultural e o educacional, exige de nós, seres humanos, diversas mudanças comportamentais ou procedimentais a todo o momento; sobretudo no que se refere às condutas educacionais. Estas, também, se tornaram responsáveis por proporcionar respostas aos questionamentos e demandas sociais provenientes de fenômenos educativos emergentes como evasão escolar, protagonismo juvenil, diversidade e gênero, ciberbulling, entre outros. Essas idéias são corroboradas com o discurso de Bomfim (2017) quando afirma que os desafios impostos pelos fenômenos sociais nas pesquisas educacionais, envolvendo alteridade, atores e desigualdades sociais, diversidade de espaços educativos, políticas públicas, instituições, territorialidades, entre outros, fazem parte das preocupações da sociedade brasileira e têm demandado um debate acadêmico caloroso.

 

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Projeto Educação para a Morte. Reflexões sobre a morte no cotidiano escolar e o preparo do professor para lidar com a realidade da morte do outro e de si, espelhada na morte do outro.

André Luiz Reis Mattos

Bacharel em Administração pela UFRural/RJ, Mestre em História Cultural pela Universidade de Vassouras/RJ (Orientadora: Profª Doutora Ana Maria Dietrich); servidor da justiça estadual, ex-professor das disciplinas História da Educação, História da Arte, Arte e Educação e Teoria do Currículo no curso de Pedagogia da Faeterj – Três Rios/RJ;

 

Resumo:

Como professor de Arte e Educação da Faeterj – Três Rios/RJ (também das disciplinas de História da Educação e História da Arte) propus este projeto no 2ª semestre de 2017, para os alunos da disciplina Arte e Educação – 4º e 5º Períodos (repeti o projeto com os alunos do 4º e 5º períodos no primeiro semestre de 2018), com o objetivo de apresentar, discutir, analisar as questões da morte no cotidiano escolar de educação e a importância do professor aprender a lidar com a morte do outro e de si, espelhada na morte do outro (aluno, professores, funcionários, entre outros); bem como, com as experiências da morte vivenciadas por crianças e adolescentes de seu convívio educacional. O projeto Educação para a Morte tem seu nascedouro na minha pesquisa de mestrado onde as imagens fotográficas movimentaram a imaginação quanto à realidade imposta pelas fotografias de outros tempos, testemunhos da realidade de pós-morte das pessoas nelas retratadas; bem como, por perceber o quanto está questão encontra-se “fora” do campo de formação do pedagogo, apesar das experiências de violência e morte vividas pelos sujeitos comuns a atuação escolar. Enquanto educador constato que uma série de questões relacionadas à morte também permeiam o imaginário dos professores que experimentam o confronto desta realidade nas suas atividades educacionais.

Palavras-chaves: Educação, Morte, Pedagogo.

 

Project Education for Death. Reflections about death in the school routine and the preparation of the teacher to deal with the reality of the death of the other and of himself, mirrored in the death of the othe.

 

Abstract:

As a teacher of Art and Education at Faeterj – Três Rios / RJ (also in the subjects of History of Education and Art History) I proposed this project in the 2nd semester of 2017, for the students of Art and Education – 4th and 5th Periods the project with the students of the 4th and 5th periods in the first semester of 2018), with the objective of presenting, discussing, analyzing the issues of death in the school everyday of education and the importance of the teacher learning to deal with the death of the other and of yes, mirrored in the death of the other (student, teachers, employees, among others); as well as with the experiences of death experienced by children and adolescents of their educational life. The project Education for Death has its origin in my masters research where the photographic images moved the imagination about the reality imposed by the photographs of other times, testimonies of the postmortem reality of the people portrayed in them; as well as to perceive how much this question is “outside” the pedagogical training field, despite the experiences of violence and death experienced by the common subjects the school performance. As an educator I note that a number of issues related to death also permeate the imaginary of teachers who experience confrontation of this reality in their educational activities.

Key-words: Education, Death, Pedagogue.

 

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Sabe, nós nunca tínhamos pensado nisso! A alfabetização científica presente em nosso cotidiano: Reflexões em torno de rodas de conversa com alunos da educação de jovens e adultos

Sheila Moura Skolaude

Mestranda do Programa de Ensino e História das Ciências e Matemática da Universidade Federal do ABC – UFABC. Licenciada em Letras pelo Centro Universitário Ibero-Americano e em Pedagogia pela Universidade Cruzeiro do Sul.

 

Adriana Pugliese

Professora Doutora da Universidade Federal do ABC, Centro de Ciências Naturais e Humanas.

 

Maria Inês Ribas Rodrigues

Professora Doutora da Universidade Federal do ABC, Centro de Ciências Naturais e Humanas

 

Resumo

Este artigo originou-se de um ensaio acadêmico realizado a partir do entrelaçamento da reflexão de três textos e palestras realizadas na disciplina de Seminários I ofertada pela Universidade Federal do ABC – UFABC e ministrada pela Professora Doutora Adriana Pugliese Netto Lamas durante o 1º quadrimestre de 2018 e de um relato de experiência sobre indagações de alunos da Educação de Jovens e Adultos – EJA, em atividades de rodas de conversas para a elaboração de redações de vestibular com temas que envolvessem Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente – CTSA. Esses alunos fizeram parte do Programa da Secretaria do Estado de São Paulo, Escola da Juventude, no ano de 2005.

Palavras Chave: Alfabetização Científica. CTSA. Capital Cultural. EJA.

You know, we had never thought about it before! Scientific literacy present in our daily life: Reflections around yarnig circles with students of youth and adult education

 

Abstract

The academic essay was carried out through the interweaving of the reflection of three texts and lectures held in the discipline of Seminars I offered by the Universidade Federal do ABC – UFABC and taught by Professor Adriana Pugliese Netto Lamas during February to May 2018 and an experience report about inquiries of students of the Young and Adults Education in activities of yarning circles to write college application essays involving science-technology-society-environment – STSE. These students were part of the Program of São Paulo Secretary of Education named Escola da Juventude, Brazil, 2005.

Keywords: Scientific Literacy. Youth and Adult Education. Cultural Capital. STSE.

 

Introdução

 

Sabe, nós nunca tínhamos pensado nisso! Foi a exclamação escolhida para enfatizar o sentimento dos alunos nas rodas de conversas numa turma de Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos – EJA, chamada de Escola da Juventude no ano de 2005. Esse trabalho me incentivou, posteriormente, a atuar como voluntária no Programa Escola da Família em 2006. O Programa abria os espaços da escola para a comunidade durante os finais de semana e oferecia diversas atividades para a comunidade. Atuei como professora de português trabalhando com os alunos da EJA, tendo como objetivo prepará-los para as redações de vestibular. Todavia, não foi bem isso o que aconteceu.

Ao longo das aulas, durante o Programa, percebemos que o tempo era insuficiente para estudarmos o que precisávamos e os finais de semana não eram dias viáveis para muitos alunos. Decidimos, então, nos encontrar na casa de um aluno, uma vez por semana, para fazer rodas de conversas, as quais foram realizadas no decorrer de dois anos e tinham como objetivo a leitura e discussão de assuntos diversos de Ciências, Tecnologia, Sociedade e Ambiente – CTSA com o levantamento de ideias e produção de textos para o vestibular. Essas rodas de conversas aconteciam todas as quartas-feiras das 19h30 às 22h00.

Fizeram parte desse trabalho 10 alunos que pertenciam a uma turma de, aproximadamente, 30 alunos do Programa Escola da Juventude e que sentiram a necessidade de buscar ajuda em seus estudos. Esses alunos vieram de um histórico que apresentava significativos índices de reprovação, incompatibilidade do horário das aulas com o horário de trabalho ou das tarefas domésticas, dificuldade de acompanhar o curso, baixa autoestima etc.

Apesar das dificuldades, construímos, em pequenos e lentos passos, diversos debates que transformaram ideias em metas, metas em superação, superação em novos desafios, desafios em novos significados.

Essa experiência do passado, aliada a um novo contexto de estudo da primeira autora no curso de mestrado do Programa de Pós-graduação em Ensino e História das Ciências e da Matemática, da Universidade Federal do ABC – UFABC, fizeram repensar acerca do trabalho docente, sua relevância para a Alfabetização Científica – AC, assim como sobre as contribuições de Pierre Bourdieu para a Educação e o enriquecimento que uma pesquisa etnográfica pode trazer para o trabalho do pesquisador.

Para que alunos como aqueles não perpetuem suas vidas à margem da escola, todos nós temos um grande desafio e compromisso com a Educação Brasileira: buscar condições de proporcionar a esses jovens e adultos, verdadeiras oportunidades de ascensão cultural e social, por meio de um ensino democrático e por meio de novas práticas docentes.

Sheila não sabia bem o que estava fazendo naquela época, mas a atual oportunidade de investir em sua formação continuada tem lhe mostrado o quanto, nós professores, trabalhamos com diferentes práticas pedagógicas e não registramos e o quanto podemos aprender e ensinar outros professores com nossas experiências ao passo em que também investimos em nossa formação.

 

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Um sonho que se torna realidade: Escola da Ponte em visita

Maria Inês Ribas Rodrigues

Professora do Centro de Ciências Naturais e Humanas da Universidade Federal do ABC

Quando se trata de metodologia inovadora de ensino e sua influência entre instituições do ensino básico, é quase impossível esquecer-se da Escola da Ponte.

Uma proposta diferenciada que deveria fazer parte de muitas formações. Assim foi durante a minha própria. Havia outros exemplos na disciplina Didática, mas este foi um que marcaria minha carreira como professora profundamente.

Falar da Escola da Ponte é mostrar a possibilidade da mudança, quando se acredita em algo melhor envolvendo a coletividade. A Esperança é fundamental para todos, mas principalmente para aqueles que lidam com o contexto do ensino e aprendizagem.

Mas antes de adentrarmos sobre o contexto da visita a essa instituição de ensino portuguesa, gostaria de ressaltar alguns pontos, trazidos na leitura do livro do José Pacheco (2010), muito interessantes.

A Escola da Ponte surgiu em 1970, sob a proposta de ser um ensino diferenciado. Mas foi seis anos mais tarde, após um processo que poderia ser encarado como negativo para qualquer outra instituição de ensino, que surgiu um novo projeto.

Liderado por José Pacheco e motivado por uma série de questionamentos internos, que serviram de incentivo para a construção de algo completamente diferente, o projeto inicial fora transformado, tornando a formação voltada para um contexto centrado no estudante.

Segundo Pacheco (2010), a Escola da Ponte era um arquipélago de solidões, quando se refere ao trabalho isolado, tanto física quanto psicologicamente, dos professores. Um ensino dito tradicional, pautado em manuais e centrado nos professores. A diversidade sociocultural das crianças que chegavam à escola, ao invés de ser uma oportunidade enriquecedora, era motivo de desfavorecimento no contexto do ensino e aprendizagem, já que muitas eram originadas de bairros pobres da região.

Para o autor, não passa de um grave equívoco a ideia de que se poderá construir uma sociedade de indivíduos personalizados, participantes e democráticos enquanto a escolaridade for concebida como um mero adestramento cognitivo(PACHECO, 2010, p.13).

O tempo passou. Estando na cidade de Coimbra, para acompanhamento do Programa de Licenciaturas Internacionais (PLI), que coordenava na época, pela instituição de ensino superior na qual atuo na formação de professores, tive duas oportunidades de conhecer escolas portuguesas. Uma no centro da cidade de Coimbra e outra na cidade do Porto.

Tratava-se de uma época dourada para os cursos de formação de professores. Digo dourada, pois um novo panorama se fazia presente para o processo de formação de professores no Brasil. Época inicial do PIBID (Programa de Incentivo de Bolsa de Iniciação à Docência), outro programa que incentivava veementemente a formação de professores, inicial e continuada.

Aqui cabe um parêntesis, pois essa é a política que se deve empreender num país que pretende que seus professores sejam valorizados, bem formados e tenham possibilidades de estudarem e de se formarem continuamente, pesquisando a própria prática. A educação engajada com a construção de um mundo melhor, tendo a universidade integrada às escolas, crescendo juntas. Esses projetos trouxeram resultados que valem a pena serem revisitados (SILVA et al. 2014; MIRANDA et al. 2017)

Mas vamos à Ponte!

Primeiro entrei em contato com a secretaria dessa escola e agendei uma visita. Esse é o ponto de partida para os que pretendem conhece-la de perto.

Como já havia dito Ruben Alves, é uma Escola com que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. E ela existe!

 

Foto 1- Fachada da Escola da Ponte
Fonte: autor

Ao chegar à escola, dirigi-me à secretaria para anunciar minha chegada, no horário previsto
para a visitação. Estava bem curiosa e eufórica por estar ali!
Sem muitas cerimônias, a secretária pediu que eu aguardasse do lado de fora.

Enquanto aguardava, coloquei atenção ao entorno. A escola era composta por um prédio
simples, onde o jardim era de terra batida, com algumas árvores distribuídas pelo espaço.

Foi então que uma criança de uns onze anos aproximou-se e me disse que me acompanharia
durante a visita à Escola da Ponte. Um tanto quanto perplexa, naturalmente, levantei-me e
segui-a pela entrada da escola, lembrando-me da experiência contada pelo Ruben Alves.

Era como um devaneio…

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