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Ciência em Revista

A ARTETERAPIA COMO FONTE DE DESCOBERTA DO INDIVÍDUO

Elizabete Batista da Silva Lima

 

A estrutura da psique humana é como um vasto oceano (inconsciente) no qual emerge uma pequena ilha (consciente).

CARL GUSTAV JUNG

 

RESUMO

 

Esse artigo tem como objetivo destacar a importância da Arteterapia que promove a expressão de forças internas, libera informações reprimidas até a consciência, facilitando a transformação da pessoa e o desenvolvimento de sua personalidade como um todo. Através das técnicas de Arteterapia, são oferecidos materiais plásticos diversos para que o indivíduo possa fazer a escolha do que lhe for mais apropriado. Esses materiais, atendendo às singularidades do indivíduo, funcionam como instrumentos para ativar a criatividade e transmitir à consciência informações oriundas do inconsciente. A atividade criativa libera sentimentos, assume transformações analógicas. O processo criativo é terapêutico e enriquecedor e que, em certas pessoas, podem ampliar o conhecimento de si e dos outros.

 

Palavras-chave: Arteterapia. Criatividade. Arte. Conhecimento.

ARTETHERAPY AS A FOUNTAIN OF THENDIVIDUAL’S   DISCOVERY

 

ABSTRACT

 

This article aims to highlight the importance of Art Therapy that promotes the expression of internal forces, releases repressed information to consciousness, facilitating the transformation of the person and the development of his personality as a whole. Through the techniques of Art Therapy, various plastic materials are offered so that the individual can make the choice of what is most appropriate. These materials, serving the singularities of the individual, function as tools to activate creativity and transmit to consciousness information from the unconscious. Creative activity liberates feelings, takes on analogical transformations. The creative process is therapeutic and enriching and, in certain people, can broaden the knowledge of self and others.

 

Keywords: Art therapy. Creativity. Art. Knowledge.

 

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Ensino Básico em Direitos Humanos e possibilidades das redes virtuais de aprendizagem em diálogo com a metodologia da História Nova

Anita Iracema Simão

Ana Maria Dietrich

Geovanni Cabral

Resumo

 

A questão da violência na sociedade atual é latente. As desigualdades sociais continuam a crescer e os conflitos sociais tomaram cada vez mais a forma de racismo, sexismo, rivalidades étnicas religiosas, xenofobia, ultranacionalismo e homofobia.

A sociedade e a academia apontam para a escola de Educação Básica como o lugar onde podemos resolver esta situação, pois para eles é o lugar onde se deve ensinar sobre direitos humanos. Se a escola é este lugar, será que os professores e toda comunidade escolar estão preparados para trabalhar este tema? Será que o discurso dos professores e comunidade condizem com suas práticas diárias em direitos humanos?

Após um estudo prévio do Currículo Escolar da Educação Básica no Estado de São Paulo e a observação das práticas pedagógicas dos docentes, pode-se constatar que o tema Direitos Humanos é pouco trabalhado nas salas de aula e observa-se que muitas vezes o professor, por desconhecimento ou não achar o tema de responsabilidade da sua disciplina, não trata os Direitos Humanos com a importância e profundidade acadêmica que ele merece. Pensando no pouco conhecimento e/ou desconhecimento dos professores sobre os temas que geram a violência, propõem-se mapear as suas causas nas escolas da Diretoria de Ensino da cidade de São Bernardo do Campo. Após a tabulação dos dados pretende-se oferecer as escolas os resultados e convidá-las a participar de Grupo de Pesquisa em Direitos Humanos e Grupo de Estudo que desenvolva planos de aula com a temática de Direitos Humanos. Além disso, nos grupos de Plano de Aula pretende-se analisar junto com o professor os resultados e propor sugestões pedagógicas para que o professor seja multiplicador dos ideais da Declaração Universal de Direitos Humanos de 1948 proposta pela ONU.

Nesta perspectiva de construir colaborativamente com os professores da Rede Pública de Ensino alternativas para minimizar/solucionar a negação e violação dos Direitos Humanos fez-se fundamental a escolha da Universidade Federal do ABC que prima pela interdisciplinaridade, inclusão social e excelência.

Para a maior compreensão das violações dos Direitos Humanos conversarei com os métodos propostos pela História Nova e seus autores como Marc Bloc e Jacques Le Goff autores estes propostos na disciplina de Metodologia e Historiografia das Ciências e Matemática, ministrada pela Prof.ª Drª Ana Maria Dietrich, no Programa do Mestrado de Ensino História das Ciências e Matemática da Universidade Federal do ABC (UFABC).

 

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Arte e História: um diálogo possível em sala de aula?

Paula Nathaiane de Jesus da Silva

Mestranda, vinculada ao Programa de Pós Graduação em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora-UFJF. Licenciada em Educação Infantil pelo Instituto Estadual de Educação-IEE.2010-2011. E-mail: paula_nathaiane@yahoo.com.br

 

Resumo

 

Este artigo se furta a tratar da relação interdisciplinar entre História e Arte no campo da educação. Propomos uma breve discussão que permeia o questionamento de até que ponto é possível a um professor de História se apropriar das artes plásticas especificamente, como ferramenta de ensino em sala de aula, sem deixar a mesma como secundária, ou fugir do ensino tradicional, tratando-a como mera ilustração? Este ponto bem como as dificuldades que se encontra ao fazer esta escolha é o que vamos abordar em nosso texto.

 

Palavras-Chaves: Iconografia, História, Ensino, Educação.

 

Art and History: a possible dialogue in the classroom?

 

Abstract

 

This article evokes the interdisciplinary relationship between History and Art in the field of education. We propose a brief discussion that permeates the questioning of the extent to which it is possible for a history teacher to appropriate the plastic arts specifically as a teaching tool in the classroom without leaving it as secondary or to escape from traditional teaching, as a mere illustration? This point as well as the difficulties encountered in making this choice is what we will address in our text.

 

Keywords: Iconography, History, Education, Education.

 

Introdução

 

A escolha pela temática se dá pelo fato de atualmente desenvolvermos uma pesquisa relacionada ao campo da História da Arte que, devida a nossa formação, transpassa pelo campo da educação. Lembramos vagamente do nosso tempo de escola, poucas foram as memórias que se fazem presente. Das aulas de arte e de história, são poucas lembranças que recordamos, mas que são muito pertinentes para abrir a discussão.

Sempre estudamos em escola pública, nos anos 90.Naquela época, não havia a possibilidade de se utilizar um Datashow em sala de aula. A única tecnologia que possuíamos, era a televisão e o aparelho videocassete para assistir filmes ou documentários, localizada na biblioteca da escola, sendo que a mesma, só possuía um único aparelho, ou seja, uma televisão e um vídeo cassete para atender todas as classes-momentos raros em minha trajetória de aprendizado. As aulas seguiam uma linha tradicional, com leituras dos capítulos do livro e realização das atividades do mesmo. As poucas imagens que os livros traziam, na sua grande maioria pinturas, recordamos que não fora problematizada pelo professor em nenhum momento. Simplesmente era passado direto. Nós, enquanto alunos, também não nos pronunciávamos em relação a elas.

As aulas de artes, era uma alegria! Uma pena ser somente uma vez na semana. Sempre ficávamos ansiosos pela aula. Em algumas séries, recordamos que as atividades propostas incluíam algumas reproduções de obras, uma marcante foi Abaporu, da artista brasileira Tarsila do Amaral(1886-1973), colocada no quadro da sala, imprensa em uma folha A4, pela professora. Foi a primeira vez que nos deparamos com a obra, não fora explanado pela professora, seu contexto e importância para as artes brasileiras.Somente tínhamos que fazer uma reprodução da obra. Nossa sensação fora de estranheza, perguntas permeavam nossa mente, como: “Porque alguém pintaria uma tela representando uma pessoa com pernas e nariz tão grandes? Isso não é bonito.” Mas, também enquanto aluno, ninguém questionava nada. Simplesmente fazíamos o que tinha que ser feito.

Sabemos que o questionamento faz parte da aprendizagem. Em nossas lembranças aqui citadas, as imagens, utilizadas como ferramenta de ensino, no caso da aula de artes, não fora feito e, poderíamos ter aproveitado muito mais da aula se tivesse ocorrido, tanto da parte do professor, tanto do aluno. Já na lembrança das aulas de história, as imagens não eram citadas durante o processo de aprendizagem. Elas não compõem o corpo do texto do livro para servir de ilustração, as imagens falam, possuem signos e são um código de comunicação.

Assim, nos questionamos: Como trabalhar com pinturas no ensino de História em sala de aula? Como elas podem cooperar para agregar mais significação na aprendizagem dos alunos e no ofício de professor?

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A formação docente nas redes e tessituras no cotidiano escolar: cenário elaborado e orientado por intermédio das representações sociais

Itana Nascimento Cleomendes Dos Santos

Mestre em Educação e Graduada em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia

 

Natanael Reis Bomfim

Doutor em Educação pela Université Du Québec à Montréal – UQAM/Canadá e coordenador do Programa de Pósgraduação em Educação e Contemporaneidade – PPGEDUC da Universidade do Estado da Bahia – UNEB. 

 

 

Resumo

Durante o saberfazer dos professores, destaca-se todo um processo de formação continuada de professores em meio ao cotidiano escolar, de (re)significação a partir da mobilização de saberes, representações, sentidos, significados, valores e sentimentos que tendem a contribuir para a sua formação docente e prática pedagógica. Apoiada em aproximações com a Teoria das Representações Sociais, o trabalho teve como objetivo estudar as tessituras e partilhas que se estabelecem nas redes de saberesfazeres de professores das séries iniciais do ensino fundamental no cotidiano escolar, a fim de apreender pistas que contribuíssem para a compreensão de formação de professores.

Palavras-chave: formação docente, práticas pedagógicas, cotidiano escolar, saberes docentes.

The teacher training in the nets and tessitures in the school daily: scenario elaborated and guided through the intermediary of social representation

 

Abstract

During the learning process of the teachers, a process of continuous teacher training in the midst of the school daily life is highlighted from the mobilization of knowledge, representations, meanings, values and feelings that tend to contribute to the their teacher training and pedagogical practice. Based on approximations with the theory of social representations, the objective of this work was to study the tessitures and shares that are established in the nets of teachers’ knowledge of the initial grades of elementary school in the school routine, in order to learn clues that contribute to the understanding of teacher training.

Keywords: Teacher training, pedagogical practices, everyday school, teacher knowledge.

 

Plano aberto… Formação continuada e prática pedagógica

Ao contrário do desfecho de um roteiro fotográfico, introduz-se o roteiro de uma sessão fotográfica por um estudo, antes de capturar as fotografias, de como conhecer o equipamento, escolher um destaque e dar atenção ao cenário completo, pois quem já não se viu frustrado ao tirar aquela foto e perceber que o fundo não lhe agradou? Sendo assim, orienta-se que, quando se for tirar uma fotografia, é necessário reparar no cenário ao redor e em toda a composição do quadro.

Portanto, ao começar este roteiro, começo com… Na contemporaneidade, a dinâmica que se expressa nos diversos âmbitos da sociedade, sendo eles o social, o econômico, o cultural e o educacional, exige de nós, seres humanos, diversas mudanças comportamentais ou procedimentais a todo o momento; sobretudo no que se refere às condutas educacionais. Estas, também, se tornaram responsáveis por proporcionar respostas aos questionamentos e demandas sociais provenientes de fenômenos educativos emergentes como evasão escolar, protagonismo juvenil, diversidade e gênero, ciberbulling, entre outros. Essas idéias são corroboradas com o discurso de Bomfim (2017) quando afirma que os desafios impostos pelos fenômenos sociais nas pesquisas educacionais, envolvendo alteridade, atores e desigualdades sociais, diversidade de espaços educativos, políticas públicas, instituições, territorialidades, entre outros, fazem parte das preocupações da sociedade brasileira e têm demandado um debate acadêmico caloroso.

 

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Projeto Educação para a Morte. Reflexões sobre a morte no cotidiano escolar e o preparo do professor para lidar com a realidade da morte do outro e de si, espelhada na morte do outro.

André Luiz Reis Mattos

Bacharel em Administração pela UFRural/RJ, Mestre em História Cultural pela Universidade de Vassouras/RJ (Orientadora: Profª Doutora Ana Maria Dietrich); servidor da justiça estadual, ex-professor das disciplinas História da Educação, História da Arte, Arte e Educação e Teoria do Currículo no curso de Pedagogia da Faeterj – Três Rios/RJ;

 

Resumo:

Como professor de Arte e Educação da Faeterj – Três Rios/RJ (também das disciplinas de História da Educação e História da Arte) propus este projeto no 2ª semestre de 2017, para os alunos da disciplina Arte e Educação – 4º e 5º Períodos (repeti o projeto com os alunos do 4º e 5º períodos no primeiro semestre de 2018), com o objetivo de apresentar, discutir, analisar as questões da morte no cotidiano escolar de educação e a importância do professor aprender a lidar com a morte do outro e de si, espelhada na morte do outro (aluno, professores, funcionários, entre outros); bem como, com as experiências da morte vivenciadas por crianças e adolescentes de seu convívio educacional. O projeto Educação para a Morte tem seu nascedouro na minha pesquisa de mestrado onde as imagens fotográficas movimentaram a imaginação quanto à realidade imposta pelas fotografias de outros tempos, testemunhos da realidade de pós-morte das pessoas nelas retratadas; bem como, por perceber o quanto está questão encontra-se “fora” do campo de formação do pedagogo, apesar das experiências de violência e morte vividas pelos sujeitos comuns a atuação escolar. Enquanto educador constato que uma série de questões relacionadas à morte também permeiam o imaginário dos professores que experimentam o confronto desta realidade nas suas atividades educacionais.

Palavras-chaves: Educação, Morte, Pedagogo.

 

Project Education for Death. Reflections about death in the school routine and the preparation of the teacher to deal with the reality of the death of the other and of himself, mirrored in the death of the othe.

 

Abstract:

As a teacher of Art and Education at Faeterj – Três Rios / RJ (also in the subjects of History of Education and Art History) I proposed this project in the 2nd semester of 2017, for the students of Art and Education – 4th and 5th Periods the project with the students of the 4th and 5th periods in the first semester of 2018), with the objective of presenting, discussing, analyzing the issues of death in the school everyday of education and the importance of the teacher learning to deal with the death of the other and of yes, mirrored in the death of the other (student, teachers, employees, among others); as well as with the experiences of death experienced by children and adolescents of their educational life. The project Education for Death has its origin in my masters research where the photographic images moved the imagination about the reality imposed by the photographs of other times, testimonies of the postmortem reality of the people portrayed in them; as well as to perceive how much this question is “outside” the pedagogical training field, despite the experiences of violence and death experienced by the common subjects the school performance. As an educator I note that a number of issues related to death also permeate the imaginary of teachers who experience confrontation of this reality in their educational activities.

Key-words: Education, Death, Pedagogue.

 

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