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Author: Soraia Oliveira Costa

Artvismo Contemporâneo (TVT)

Artistas ativistas e pessoas em geral,

Hoje venho apresentar para vocês o Movimento CRIA (Mov. Cria), que é uma rede de comunicação comunitária e independente, composta por inúmeros ativistas do Brasil, na defesa de uma mídia livre, plural, crítica e autônoma, em prol da democratização das comunicações, da divulgação da produção cultural, jornalística, artística de rádio e tevê, entre outras que gerem reflexão aos direitos da pessoa humana.

No primeiro trimestre de 2018, o Mov. Cria estreará o programa de televisão intitulado “Artvismo” com 15 minutos e tem a perspectiva de ser diário e exibido as 18:30, antes do programa “Papo com Zé Trajano”, por meio do canal educativo REDE TVT, que pode ser sintonizado na Grande São Paulo no Canal 44.1 ou 8.02 – sinal digital HD aberto, Canal 512 NET HD-ABC. Canal 46 UHF, 13 NET-Mogi, na parabólica satélite Star One C3, frequência 3851 – Symbol Rate 5000 e de qualquer localidade pelas redes sociais http://www.tvt.org.br/. Em breve o programa Artvismo também estará disponível em nossas redes sociais, e em outras emissoras educativas.

O Mov. Cria se propõe a veicular um conteúdo que promova a difusão e reflexão cidadã, que envolva a pluralidade de movimentos sociais, organizações da sociedade civil, universidades, estudantes, artivistas, produtoras, dentre outros; diversos formatos poderão fazer parte do programa Artivismo e do Mov. Cria. Temos alguns quadros já definidos: “Na Boa Notícia”, “Papo Reto” e o “Chega Junto”, o último antes exibido na TV Brasil.

Além disso, muitas outras produções também serão veiculadas na grade de interprogramação da TVT, sob curadoria do Mov. Cria.

Você que produz vídeo, entre outras produções culturais, fale conosco para veicular material audiovisual! O programa está aberto para inserção de novos quadros de produções, séries, parcerias com outros canais antenados com a cidadania cultural. Participe! Mais informações: movcria@gmail.com

Realização Técnica: Instituto Cultural Brasil e Rio Bonito Produções

No início de fevereiro lançaremos programa e faremos um evento! Será uma honra ter você com a gente.

Mitologia e Sexualidade

A lenda do Boto Cor de Rosa

Olá pessoal, hoje compartilharei um material que venho construindo ao longo de dois bimestre na escola que leciono Filosofia e Sociologia, E. E. Professor Nelson Pizzotti Mendes localizada em uma área de  grande vulnerabilidade social e alto índice de natalidade.

A temática envolve a Educação em Sexualidade e a cultura brasileira, para tanto, o objetivo geral foi o de ampliar o debate sobre a Sexualidade e a Mitologia com discentes do Ensino Médio e difundir de maneira lúdica, artística e educativa esses aprendizados para outra unidade escolar de Educação Infantil. 

Ao pesquisar um pouco sobre a diversidade cultural brasileira, notei que a lenda do boto amazônico possibilita trabalhar assuntos relacionados a sexualidade, como infecções sexualmente transmissíveis, prevenções, gravidez na adolescência e violência contra a mulher.

As aulas se deram da seguinte maneira:

Aula/Encontro nº 1 – O mito e a filosofia antiga
Duração: 1 hora/aula
Objetivos: Entender o que é o mito e reconhecer a diversidade cultural

Aula/Encontro nº 2 – Sexualidade, Estereótipos e a Lenda do Boto
Duração: 2 horas/aulas
Objetivos: Refletir e problematizar os estereótipos, os papeis sociais e a gravidez na adolescência.

Aula/Encontro nº 3 – Produção teatral: a Lenda do Boto
Duração: 2 horas/aulas
Objetivos: Desenvolver habilidades de criação, organização e expressão corporal e oral.

Aula/Encontro nº 4 – Produção teatral e musical
Duração: 6 horas/aulas
Objetivos: Desenvolver habilidades expressão artística, corporal e oral.

Os resultados alcançados até então foram:

¤ Análise da mito e reflexão sobre o cotidiano das/dos adolescentes em todas as salas do 1º ano E.M.

¤ Turma do 1º A: Criação do roteiro e cenário; Divisão das tarefas: cenário, atuação, narração e música.

¤ Parceria entre Creche Municipal e Escola Estadual.

¤ Criação, produção e apresentação teatral e musical.

¤ Elaboração de poesia, contos e músicas com as temáticas: sexualidade, paternidade e responsabilidade.

A partir do diálogo e leitura de suas produções percebo o quanto aflorou a vontade de estarem na escola, de produzirem algo com cuidado e da consciência crítica ao relacionarem o mito amazônico ao seu cotidiano.

Bibliografia

AGUIAR, Neuma. Patriarcado, Sociedade e Patrimonialismo. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/se/v15n2/v15n2a06.pdf Acesso em 09/2017

GARANHUNS, Valdeck de. Mitos e lendas brasileiras: em prosa e verso. São Paulo: Ed. Moderna, 2007.

GUEDES, Nubia; MELO, Elinay. Não foi o boto sinhá: a violência contra a mulher. Revista Justificando, Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/02/01/nao-foi-boto-sinha-violencia-contra-mulher-ribeirinha/ Acesso em 06/2017.

SALIS, Viktor. A mitologia Viva: Aprendendo com os deus a arte de viver e amar. São Paulo. Ed. Nova Alexandria, 2003.

VAZ, Sonia Regina Lunardon. A lenda da Iara e do Boto: Reflexões sobre o transtorno de personalidade boderline. Disponível em: http://www.bonde.com.br/colunistas/mitos-e-sonhos/a-lenda-da-iara-e-do-boto-rosa-reflexoes-sobre-o-transtorno-de-personalidade-borderline-309379.html Acesso em 08/2017