• Home
  • Author: Izabel Liviski

Author: Izabel Liviski

MANO A MANO TRIO GRAVA COM JOÃO BOSCO E RAUL DE SOUZA EM CURITIBA, NESTE FIM DE SEMANA

O Mano a Mano Trio está registrando em DVD, o primeiro da carreira do grupo, um repertório dedicado ao compositor e cantor João Bosco. A gravação vai acontecer neste fim de semana, em Curitiba, e vai contar com a presença do ilustre homenageado. João Bosco vai participar da gravação de dois clipes: Sinhá (Chico Buarque e João Bosco) e Incompatibilidade de Gênios (Aldir Blanc e João Bosco), que grava ao lado de outro ícone, Raul de Souza.

Mano a Mano Trio

O trombonista e saxofonista também irá tocar em um pot-pourri de Babalu de Dakar (João Bosco) e Beirando a Rumba (João Bosco). A gravação tem direção audiovisual de João Marcelo Gomes e direção artística e de produção de Marcio Juliano. Os shows de lançamento irão acontecer, em Curitiba, somente em dezembro. Apenas uma das apresentações contará com a presença de João Bosco e será patrocinado pelo SESIPR.

Raul de Souza

O Mano a Mano Trio é formado por Sérgio Albach (clarinete), Glauco Sölter (contrabaixo) e Vina Lacerda (percussão), o grupo apresenta uma formação não usual e de sonoridade peculiar. Desenvolve um trabalho que valoriza a música brasileira, com repertório que reúne clássicos e vertentes modernas da MPB, distinguindo-se pelos arranjos elaborados mesclados à improvisação.
O novo trabalho, sem dúvida, será um importante marco na trajetória do grupo que comemora 10 anos de carreira.

Mano a Mano com João Bosco

Repertório do DVD MANO A MANO TOCA JOÃO BOSCO:
1 – Tiro de Misericórdia (Aldir Blanc/João Bosco) / Holofotes (Antonio Cícero/João Bosco/Waly Salomão)
2 – Pixinguinha 10×0 – João Bosco
3 – Varadero (João Bosco)
4 – Mano a Mano (Chico Buarque/João Bosco)
5 – Funk de Guerra (João Bosco)
6 – Corsário (João Bosco)
7 – Beirando a Rumba (Francisco Bosco/João Bosco) / Babalu de Dakar (João Bosco) – com participação de Raul de Souza
8 – Incompatibilidade de Gênios (Aldir Blanc/João Bosco) – com participação de João Bosco e Raul de Souza
9 – Sinhá (Chico Buarque/João Bosco) – com participação de João Bosco
10 – Cobra Criada (João Bosco/Paulo Emílio)

Este projeto foi incentivado pela Ademilar por meio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. E conta também com o apoio do SESIPR.

Fotos: Marcos Pereira e Marcio Juliano

Contatos:

Produção
Marcio Juliano
41 99902 5147
marciojulianocontato@gmail.com

Assessoria de Imprensa
Glaucia Domingos
41 9909 7837
glauciadomingos@hotmail.com

“A PRÁTICA DA FOTOGRAFIA DE RUA”, POR GLAUCO TAVARES

O que é sair pelas ruas para fotografar? Ter uma câmera, ou um celular, e seguir fazendo fotografias? Será que podemos reduzir a fotografia de rua a somente sair por aí com uma câmera, sabendo o resultado do trabalho de grandes mestres como Henri Cartier-Bresson, Elliott Erwitt, Garry Winogrand, Robert Doisneau, Vivian Maier e tantos outros?

O livro de *Glauco Tavares se propõe a contribuir com uma nova visão sobre a fotografia de rua, tratar esse segmento como uma linha da fotografia que possui estilo, método, técnica, leis, estudo e muita, muita prática.

Ao longo das páginas, navegamos por esse universo para saber: o que é a fotografia de rua; o que pode ser considerado rua; todas as leis que regem a fotografia de rua; escolhas de equipamentos e temas; como montar um projeto de fotografia de rua; autorretrato ou selfie; como fotografar pessoas nas ruas e muito mais. Afinal, fotografia de pessoas nas ruas é fotografia de rua ou retrato de rua? Está tudo neste livro, que é um verdadeiro guia de consulta contínua para as fotografias de rua.

(Foto: Glauco Tavares)

Se você consultar a famosa Enciclopédia Britânica, um monumento da cultura publicado desde o fim do século XVIII – e que já teve entre seus colaboradores uma centena de ganhadores do Prêmio Nobel –, encontrará o verbete street photography, cuja definição mais sucinta é “gênero que registra a vida diária em um lugar público”. Um verdadeiro galardão para aqueles que se dedicam fielmente a essa modalidade fotográfica.

(Foto: Glauco Tavares)

A representação das pessoas no espaço urbano, nos moldes mais contemporâneos, já se notava nas pinturas produzidas em meados do século XIX, em obras como O balcão, apresentada no Salão de Paris de 1869, ou Pavimentadores na Rue Mosnier, de 1878, ambas do impressionista francês Édouard Manet (1832-1883). As cenas burguesas entravam na moda para ficar e tentavam capturar a essência da vida que pulsava intensamente. Uma busca pelo espetacular imerso no cotidiano banal, por figuras prosaicas e também bizarras. Pinceladas para evocar a espontaneidade e o movimento rumo à modernidade.

(Foto: Glauco Tavares)

Sabemos que o quadro pintado por Manet, três pessoas em um balcão de uma casa contemplando a rua, não fez sucesso em sua época. Entretanto, hoje é reverenciado no Musée D’Orsay. Concluímos então, que o tema – também presente na fotografia de seu tempo – veio se aprimorando tecnicamente, evoluindo nos caminhos mais conceituais, e hoje estamos propensos a abraçá-lo nos nossos meios imagéticos com todas as suas peculiaridades.

Entre as complicadas tomadas feitas nas ruas de Paris em meados do século XIX pelo francês Charles Nègre (1820-1880) e as modificações dos formatos fotográficos que trouxeram praticidade, permitindo snapshots como os feitos pelo norte-americano Garry Winogrand (1928-1984) nas ruas de Nova York dos anos 1960, podemos reconhecer a liberdade e agilidade de uma nova captura. Entretanto, em pleno século XXI, em que milhões de câmeras embutidas em telefones celulares ao redor do mundo registram diariamente tudo que acontece nas ruas, onde se enquadraria o trabalho do tal fotógrafo de rua?

(Foto: Glauco Tavares)

A resposta pode ser encontrada nesta compilação feita por Glauco Tavares. Mas não é só disso que trata o livro. O autor, fotógrafo e professor, que escolheu esse segmento para projetar sua própria obra, vai além e formata um manual que tanto pode servir para iniciantes e diletantes quanto para aqueles profissionais que desejam se aventurar pelas ruas.

Sua narrativa simples e direta nasceu da própria necessidade de entender o que seria exatamente esse perfil da fotografia, seus pressupostos e complexidades. E, como sabemos que experiência e informação são fundamentais para o sucesso de qualquer empreendimento, nada melhor do que uma boa leitura nas mãos.

Junto com a franqueza da narrativa em primeira pessoa, encontramos tanto observações técnicas acessíveis quanto suas afinidades eletivas, frutos do aprimoramento profissional e de suas dúvidas relacionadas à criação – coisas que necessariamente andam juntas na construção de um bom fotógrafo e que, ao mesmo tempo, desprovidas da linguagem mais erudita ou de informações labirínticas, acabam por auxiliar aqueles cujo prazer é flanar pelas ruas empunhando uma câmera ou simplesmente um smartphone.

(Foto: Glauco Tavares)

Glauco Tavares se revela um autêntico raconteur, o que também engrandece a publicação. Indo além das informações obrigatórias e relevantes para a boa prática fotográfica, suas histórias por certo estabelecerão uma cumplicidade com o leitor, que compartilhará com o autor sua trajetória, incluindo aqui seus tropeços e acertos.

Depois, é só sair por aí em busca de suas próprias imagens. Afinal, como disse certa vez Garry Winogrand: “Nenhum momento é o mais importante. Qualquer momento pode ser algo.”  (Juan Esteves, Fotógrafo, crítico e curador)

(Glauco e Marcela)

*Glauco Tavares é empresário e fotógrafo. Ele tem mais de trinta exposições em seu curriculum, individuais e coletivas, dez viagens à Índia e ao Nepal – lugares pelos quais nutre grande afeição e tem inúmeras exposições sobre o tema, com prêmios. Também atuou como jurado em concursos de fotografia, além de organizador de exposições coletivas e curadoria de livros. Tudo isso é feito por meio de seu espaço idealizado há anos, chamado Rua 33, sem sede física, pois ele se materializa onde as fotografias acontecem, ou seja, está em todos os lugares.

www.glaucotavares.com

 

Para conhecer um pouco mais:

Sumário

Prefácio

Capítulo 1
A carta
Por que escolhi a fotografia de rua
Toda fotografia tem a sua história

Capítulo 2
Fotografia de rua, fotojornalismo e fotografia documental
O que é fotografia de rua
Escolhas de um fotógrafo de rua
O melhor equipamento
A melhor configuração
O momento decisivo de Henri Cartier-Bresson

Capítulo 3
Alguns questionamentos sobre a fotografia de rua
Atitude ao fotografar nas ruas
O que fotografar
Sair do comum
O poder de escolha

Capítulo 4
O que é considerado rua
Introdução a direito de imagem e direito de autor
Qualquer pessoa em local público torna-se uma pessoa pública?
Conceitos básicos de direito de imagem e direito à privacidade
Como fotografar pessoas nas ruas
O retrato de rua
Autorretrato e selfie

Capítulo 5
A importância do vocabulário fotográfico
Referência é diferente de cópia
A assinatura na fotografia de rua
Como montar um projeto de fotografia de rua
Fotógrafos para referência

Glossário
Bibliografia
Índice
Agradecimentos

Descrição técnica do livro:

Editorial Gustavo Gili SL
16 x 23 cm
140 páginas
Português
ISBN/EAN: 9788584521418
Brochura
2018

https://ggili.com.br/media/catalog/product/9/7/9788584521418_inside.pdf

 

RETROSPECTIVA DA SEMANA FASHION REVOLUTION CURITIBA

A Semana Fashion Revolution faz parte de um movimento mundial que celebra os trabalhadores da indústria da moda e relembra o desastre da queda do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que aconteceu no dia 24 de abril de 2013. Presente em mais de 100 países, o movimento Fashion Revolution luta para promover a ética e a sustentabilidade na moda, através de palestras, oficinas e painéis de discussão.Em Curitiba, a Semana aconteceu de 22 a 27 de abril com cerca de 49 atividades, em sua grande maioria, gratuitas.

Fonte: https://slowly.com.br/semana-fashion-revolution/

Envolveu artistas, criadores, designers, costureiras, consultoras de estilo, estudantes, empresários, jornalistas, professores e interessados. Com o tema “por uma moda que conserva e restaura o meio ambiente e escuta as pessoas”, a campanha de 2019 buscou conscientizar o público para promover mudanças culturais, industriais e políticas na moda, estimulando práticas sustentáveis e responsáveis nos processos de produção, compra e descarte de roupas.

No Centro Europeu foram realizados workshops e talks com criadores, designers e empresários da moda local com o apoio e organização da supervisora do Núcleo de Moda Nicolle Gora e Aline Bussi, professora e coordenadora do movimento em Curitiba. No talk com Francesca Córdova, Heloisa Strobel Jorge e Fabianna Pescara, professora do curso Design de Moda do Centro Europeu, os assuntos abordados foram sustentabilidade, o valor do vestir, estratégias de venda e a homogeneidade da indústria. Lucas Bettin e Yasmin Lapolli, da marca Transmuta contaram sua trajetória e realizaram uma oficina de upcycling.

“Você não precisa ir para Bangladesh para ver condições desumanas de trabalho. É só olhar na sua vizinhança”, disse Yasmin Lapolli, ex-aluna do curso de Design de Moda na escola. A dupla lembrou do desastre de 2013 na abertura da oficina. Os estilistas explicaram como o upcycling trouxe uma prática que antes nos era quase intuitiva: “Nossas mães e avós sempre transformavam as roupas delas, mas a indústria tornou o consumo muito fácil e rápido. O problema é que perdemos a mão.”

Luanna Toniolo e Henrique Domakoski, criadores da TROC, também estiveram no Centro Europeu na palestra sobre moda second hand. Quando a TROC nasceu, em 2016, o casal se questionou se a marca realmente era consciente, uma vez que a loja vendia produtos usados de grandes redes de fast fashion. Mas depois de pensar no tema, os empreendedores perceberam que além da preocupação com a origem das peças, é interessante pensar no destino daquilo que já está no mercado.

“Essas roupas estão no mundo, nós queremos tornar a vida útil delas mais longa e diminuir o impacto negativo da indústria”, explicou Luanna. Três anos depois, a startup é o maior brechó online do Brasil. “Tudo o que é verdadeiro e genuíno, vende. Nós definimos nosso propósito e seguimos. O mundo não aguenta mais o estilo de vida e consumo dos nossos pais”, explicou Henrique.

O saldo do evento foi muito positivo. Tivemos a oportunidade de repensar, recriar, reciclar, ressignificar valores e produtos de moda. E terminamos a semana com a sensação de que sim, podemos fazer diferente, concluiu Nicolle Gora, supervisora do núcleo de Moda do Centro Europeu. Com certeza uma semana que vai deixar saudades…

Sobre o Fashion Revolution

O Fashion Revolution nasceu como uma reação ao status quo da indústria da moda. O movimento foi idealizado em 2013, após o desastre do Edifício Rana Plaza, em Bangladesh, no dia 24 de abril do mesmo ano. O desmoronamento do prédio, que na época abrigava confecções ilegais de marcas de fast fashion, deixou 1.133 mortos e 2.500 feridos.

Fashion Revolution Bangladesh-Fonte: https://www.fashionrevolution.org/tag/bangladesh/

Desde então, o Fashion Revolution promove atividades para estimular a reflexão crítica dos consumidores quanto às marcas que consomem e exigir políticas socialmente responsáveis e sustentáveis por parte da indústria da moda. As atividades sempre acontecem entre os dias 22 e 28 de abril, marcando o dia 24 – data do desmoronamento – como ponto alto da programação em homenagem às vítimas da tragédia.

Grupo de organizadores e participantes do Fashion Revolution no Centro Europeu, 2019, Curitiba.

 

Fonte / Textos:
Ana Letícia Branco Sowinski
Mariana Alves da Silva Rosa
Aline Bussi
Nicolle Gora
SemanaFashion Revolution Curitiba 2019

Fonte: https://www.fashionrevolution.org/garment-worker-diaries/

 

Colaborou nesta Matéria:

NICOLLE GORA – Consultoria e Gestão em Negócios de Moda
Supervisora Pedagógica
Núcleo de Moda Centro Europeu
@modacentroeuropeu

Mais informações sobre Eventos e Cursos:
http://centroeuropeu.com.br
Endereço: R. Benjamin Lins, 999 – Batel, Curitiba – PR.

CEP: 80420-100
Telefone: (41) 3233-6669