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Author: Izabel Liviski

A MULHER: UMA ARTICULAÇÃO ENTRE ARTE E PSICANÁLISE…

“O destino de uma mulher é ser uma mulher”
(Clarise Lispctor, a Hora da estrela, p.86, 1995)

 

Nesta última edição de 2017 da Coluna INcontros, trazemos novamente a contribuição do leitor Guilherme Silva dos Passos*, em mais uma pesquisa sobre a feminilidade, desta vez fazendo uma conexão entre Ciência e Arte:

“O que é a Mulher para a psicanálise? É essa pergunta que acendeu o desejo pelo saber. É visto que em toda a existência do mundo a mulher sempre foi uma incógnita, uma fígura mística, uma esfinge a (não) ser decifrada. Portanto este trabalho tem a intenção de entender o que é ser uma mulher, articulando com a análise de arte.

Uma obra de Sandro Botticelli (1486), “O Nascimento de Vênus”, inspirou a construção desse trabalho. Nesta obra, o ser que representa uma mulher, é coberta, por parte, mas não toda. Há algo que escapa, algo que vela e revela o ser de uma mulher. Faço essa articulação, com base na teoria psicanalítica, a partir de Lacan (1972/73).

O nascimento de Vênus, de Botticelli

E para compreender e entendermos mais essa questão, foi indispensável percorrer como se constrói a sexualidade feminina para a psicanálise. Onde, Freud (1931) pontua que o desenvolvimento de uma mulher e sua sexualidade nasce de uma relação de exclusividade da menina com sua mãe, que se rompe após a garota frustrar-se com a mesma (mãe), frente a diferença sexual anatômica (complexo de castração), resultando em três possibilidades da menina haver-se com sua feminilidade.

Adiante, Freud (1933) descreve que uma mulher só poderá possuir o falo através da maternidade, como uma possibilidade da mulher estar inserida no gozo fálico.

Freud (1937) reforça ao descrever que o desejo de ter um filho vem para uma mulher, suprir o desejo de ter um pênis. Porém, Freud (1937) no mesmo texto descreve, como típico da condição humana, uma dualidade mental (feminino e masculino) no sujeito biológico (fêmea e macho), apontando para a construção do feminino como algo não único da mulher. O que não exclui seu trabalho, que evidenciou o modo de desenvolvimento da feminilidade, e como raiz desta, a relação pré edípica com a mãe e com a castração.

Na vida mental, encontramos apenas reflexos desta grande antítese e sua interpretação torna-se mais difícil pelo fato, há muito suspeitado, de que ninguém se limita às modalidades de reação de um único sexo […] Para distinguir entre masculino e feminino na vida mental, usamos o que é, sem dúvida alguma, uma equação empírica, convencional e inadequada: chamamos de masculino tudo o que é forte e ativo, e de feminino tudo o que é fraco e passivo. Este fato da bissexualidade psicológica dificulta também todas as nossas investigações sobre o assunto e torna-as mais difíceis de descrever. (FREUD, 1937, p.121).

Freud (1937) ao pontuar o feminino como condição mental, presente em homens e mulheres, faz pensar que não é o pênis que se apresenta como falta, mas o modo que o sujeito vive a castração. Pois se a menina, por vezes, questiona ao se ver castrada, buscando na mãe e sequentemente no pai o objeto faltante (o pênis), logo, a menina não abandona de todo, a relação primária do objeto de amor (mãe), como o menino, que teme ser castrado.

É então, a relação pré-edípica com a mãe como pontua Freud (1931), a raiz da feminilidade. Não há algo que barre (castre) inteiramente, essa relação com a figura materna, que se mostra mais marcante no ser de uma mulher, e que se encontra para além do falo.

Zalcberg (2003) descreve que há um “resto” que fica dessa relação da menina com a mãe, Freud (1895) descreve o termo das Ding como um resto que escapa da lei. Lacan (1959/60) entende esse resto como algo do impossível de se inscrever que se apresenta de modo recorrente e permanece para sempre fora do sentido.

Nas  palavras de Lacan,  “O mundo freudiano, ou seja, o da nossa experiência, comporta que é esse objeto, das Ding, enquanto Outro absoluto do sujeito, que se trata de reencontrar.” (LACAN 1959/60, p.69). Sendo assim, há algo dessa relação da menina com a mãe que fica, um resto que escapa à significação ao tentar reencontrar o objeto perdido (pré-edipico), é também por isso que Miller descreve que “as mulheres parecem, às vezes e na medida do possível, mais amigas do real…De qualquer forma, isso se explica pelo fato de elas não terem necessariamente a mesma relação com a castração que os homens.” ( 2010, p.2)

É então a partir de Lacan (1972-1973) que pontuo que na maternidade, a mulher se identifica como mãe e não como mulher, algo lhe falta para ser mulher, que não o falo. Trazendo à luz o que apresenta como feminino na mulher, que Lacan (1972-1973) nomeou de não todo, como o gozo da mulher, que se referencia ao gozo fálico, mas não todo, algo que escapa deste, o que coloca o feminino no lugar ilimitado,  mantendo a mulher para além do gozo fálico.

Que tudo gira ao redor do gozo fálico, é precisamente o que dá testemunho a experiência analítica, e testemunho de que a mulher se define por uma posição que apontei com o não todo no que se refere ao gozo fálico […] Vou um pouco mais longe – o gozo fálico é o obstáculo pelo qual o homem não chega, eu diria, a gozar do corpo da mulher, precisamente porque o de que ele goza é do gozo do órgão. (LACAN, 1972/73, p. 15).

Ao descrever que “A mulher não existe” (1972/73, p.78) Lacan diz da inexistência do feminino como falta de um significante que represente e que lhe dê o lugar de mulher. Adiante na teoria lacaniana é possível entender que uma mulher que busca identificar-se a um significante como mulher (significante esse que não existe) pode se deparar com a devastação.

Então, por não existir um significante para se basear, é que mulher deve se tornar Outra, ou Outras a partir dela mesma. O que faz com que a mulher não possa ser dita como artigo definido, mas sim, ser dita uma a uma, na sua singularidade. Assim, podemos de algum modo articular a teoria com a obra “Demoiselles d’Avignon”, de Pablo Picasso (1907), onde cada mulher é única, a seu modo.

Les demoiselles d’Avignon, de Picasso.

O que me levou a concluir, que ser mulher, é um vir a ser, uma construção singular de cada mulher. E que se quisermos saber mais sobre a feminilidade, devemos retornar às orientações de Freud (1933): “Se desejarem saber mais a respeito da feminilidade, indaguem da própria experiência de vida dos senhores, ou consultem os poetas” (Freud, 1933, p.92), onde se reconhece na arte e na feminilidade uma relação de intimidade com o real, do impossível de ser dito.”

*Guilherme Silva dos Passos é Psicólogo, graduado pelo Centro Universitário Autônomo do Brasil – UniBrasil. Interessado sobre a feminilidade, Guilherme vem estudando a temática, através da psicanálise, desde o ínicio da graduação. Frequentou programas de iniciação científica, monitoria e grupos de estudos todos voltados a diversidade de gênero; sexualidade e loucura feminina. Atualmente, segue sua formação em Psicanálise.

REFERÊNCIAS:
BOTTICELLI S. (1486), O nascimento de Venus. Localização: Galeria degli Uffizi, Florença.
FREUD, S. (1895), “Projeto para uma Psicologia Científica”. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; (1950).
FREUD, S. (1931), Sexualidade feminina. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; (1996).
FREUD, S. (1933) Feminilidade. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago.
FREUD, S. (1937). Análise terminável e interminável (Obras Completas, Vol. 23). Rio de Janeiro: Imago.
LACAN, J. O seminário, livro 7: a ética da psicanálise, Jacques Lacan; texto estabelecido por Jacques-Alain Miller; [versão brasileira Antonio Quinet]’ – Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed.,1959-60.
LACAN, J. (1972-1973/1982). O seminário, livro 20: mais, ainda. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
LISPECTOR, C. (1998). A Hora da Estrela. Rio de Janeiro: Rocco
MILLER, J.-A. Mulheres e semblantes. Opção Lacaniana online nova série Ano 1 • Número 1 • Março 2010 • ISSN 2177-2673. 2010. Disponível em: http://opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_1/Mulheres_e_semblantes_I.pdf
PICASSO, P. (1907). Les demoiselles d’Avignon. Localização: Museu de Arte Moderna, Nova York.
ZALCBERG, M. (2003) A relação mãe e filha. Rio de Janeiro/São Paulo: Campus.

AFINAL, QUEM SÃO AS SOROPTIMISTS?

Apesar de existir internacionalmente desde 1921 e até contar com uma praça em Curitiba em homenagem à Associação Soroptimist, esta ainda é pouco conhecida do público em geral. Para diremir dúvidas e tornar mais claras as proposições deste importante movimento voluntário de mulheres em favor de outras mulheres, Dirce Clève* descreve em dez pontos quem são, o que fazem, quais os objetivos e realizações das Soroptimists no Brasil e no mundo.


1. Soroptimists são mulheres muito ativas, determinadas, lutadoras que, juntas, compõem um clube decidido a romper barreiras, tão frequentes, em relação à mulher. Esse clube reúne líderes de todas as idades, culturas e grupos étnicos, que se destacaram em suas áreas de atuação e acreditam que podem tornar o mundo um lugar melhor para outras mulheres e meninas. Trabalho, assiduidade e respeito às demais companheiras são qualidades a considerar em uma Soroptimist. Elas são mulheres muito diferentes, dedicando seu tempo e conhecimento ao trabalho voluntário, excelente exemplo de cidadania, desenvolvido em grupo para atingir um número maior de pessoas necessitadas.

Robert F. Kennedy, político norte-americano, ensina: ”Poucos terão a grandiosidade de dobrar a história propriamente dita, mas cada um de nós pode trabalhar para mudar uma pequena parte dos acontecimentos … é através de inúmeros atos de coragem e fé que a história é formada”.

Reunião de trabalho do SI Curitiba Glória em sua sede, no Centro Paranaense Feminino de Cultura

2 – Soroptimist é uma organização internacional para mulheres empresárias e profissionais que trabalham para  melhorar a vida de mulheres e meninas. Fundada em 03 de outubro de 1921, em Oakland, Califórnia, USA, por oitenta mulheres das mais variadas áreas de atuação, lideradas por Violet Richardson, participaram da instalação do primeiro clube Soroptimist, que teve como integrantes 14 médicas, 8 estilistas de moda, 7 ligadas à gastronomia, 6 economistas, 6 educadoras e empresárias de diversos ramos. A primeira Constituição, elaborada sob a responsabilidade da advogada Eloise Gusing, oficializou a organização tornando-a reconhecida no país e adotada por todos os clubes que foram sendo instalados no decorrer do tempo.

O nome Soroptimist significa “O Melhor para Mulheres” e isto é o que a organização procura alcançar. No mundo, são aproximadamente 75.000 Soroptimistas, em 122 países. A organização Soroptimist tem, desde 1951, vínculos oficiais com o Conselho Econômico e Social das Nações Unidas – ECOSOC, sendo  uma autoridade reconhecida em questões que valorizem a mulher. O status Consultivo Geral foi concedido em 1984 e a Federação Soroptimist of the Americas está representada em Nova York, Paris, Gênova, Genebra e Viena.

 

3 – Soroptimist  é uma organização não-governamental – ONG, com sede em Cambridge, Inglaterra, constituída por quatro Federações:

– Soroptimist International of the Americas – SIA

– Soroptimist International  of Great Britain and Ireland – SIBI

– Soroptimist International of Europe – SIE

– Soroptimist International of South West Pacific – SISWP

A Federação das Américas conta com 19 Regiões que são administradas por uma Diretoria Regional  composta por uma governadora, uma governadora eleita, secretária e tesoureira.

4 – Visão: “Ser a organização de serviços voluntários escolhida pelas mulheres profissionais e de negócios comprometidas com a melhoria de vida de mulheres e meninas.

 Nossa Missão:  “Melhorar a vida de mulheres e meninas em suas comunidades e no mundo todo”.

O caminho para realizar esta missão são os programas e  projetos e, para tanto, precisamos trabalhar para aumentar nossas rendas para atender os programas, receber atenção da mídia pelos bons programas realizados e o mais importante, mantermos as sócias pelo envolvimento em programas. Deste modo, a Soroptimist International administra vários programas e projetos internacionais e a Federação, à qual pertencemos, tem como principal foco o “Viva Seu Sonho: Prêmio de Educação e Habilitação para Mulheres”. O segundo programa destaque é o “Sonhe. Realize: Apoio Profissional para Meninas”, considerando que, ao longo da história, as mulheres e as meninas enfrentam obstáculos e discriminações, apenas por questão de  gênero.

Como uma organização de empresas e mulheres profissionais, as Soroptimists sentem-se qualificadas para ajudar mulheres e meninas a realizar  seus sonhos.

5 – O ingresso é feito por convite ou a interessada pode entrar em contato com um dos clubes Soroptimists e solicitar informações sobre a organização. Este contato pode ser feito pelos sites: www.soroptimist.org  e  www.soroptimistbrasil.com.br.

6 – A Região Brasil, afeta à Federação das Américas, tem como diretriz incentivar a participação dos clubes nos programas da Soroptimist  International e da Soroptimist International  of  the  Americas, promovendo a conscientização pública de suas realizações, com base nos quatro Pilares instituídos a partir da Campanha Renascença, lançada na Convenção de Calgari/CA, em agosto de 2004, que são:

– Pilar Associadas: Propondo estratégias para novos clubes, para novas sócias, para retenção de sócias e, também, para que as sócias sintam orgulho em pertencer à organização e tenham satisfação em ser presidente de um clube soroptimista.

– Pilar Programas: Aqui, concentração de nosso trabalho na missão de nossa organização com o foco único “Mulheres e Meninas”, seja na luta contra a violência doméstica, contra o abuso e assédio sexual, na prevenção ao tráfico de mulheres e meninas, na batalha pela isonomia salarial ou na discussão sobre a questão de gênero.

– Pilar Angariação de Fundos: Infelizmente, sem verbas nenhum projeto pode ser realizado e, para obter patrocínio, é de suma importância a divulgação de nossos trabalhos pois, somente quando ele for conhecido e nós fizermos parte da comunidade, conseguiremos as verbas necessárias.

– Pilar Conscientização Pública: A meta é tornar nossa organização conhecida do grande público, fazendo com que o nome Soroptimist  tenha  expressão na comunidade e, para que isso aconteça, devemos relatar  o que fazemos, citar as pessoas beneficiadas e contar histórias de sucesso.

7 – As Soroptimists precisam conhecer o compromisso que assumem formalmente na cerimônia de entrada das novas sócias:

Prometo lealdade ao Soroptimismo e aos ideais que representa:

  • Sinceridade na amizade;

  • Alegria na realização;

  • Dignidade de servir;

  • Integridade profissional; e

  • Amor à Pátria.

Empregarei meus melhores esforços no sentido de promover e defender esses ideais, para maior alegria no lar, na sociedade, no trabalho, pela Pátria e por Deus.”

8 – O protocolo Soroptimist consta de um conjunto de procedimentos adotados por todos os clubes durante eventos formais, cerimônias diversas e reuniões sociais. Para padronizar os procedimentos do protocolo e da etiqueta Soroptimista em cerimônias oficiais, a organização disponibiliza às sócias noções essenciais de gestão do comportamento social. Ao ser instalado o primeiro Clube Soroptimista, o protocolo  era mais rígido, mas com o decorrer do tempo e os avanços globais, ele foi se atualizando e sendo menos formal.

Cerimônia de posse de diretoria em 2016

9 – Até o ano de 2004, a Soroptimist  desenvolvia suas ações atendendo às necessidades das pessoas e das comunidades com os Programas de Serviço adotados passo a passo, nesta ordem:

– Desenvolvimento Econômico e Social, Meio Ambiente, Educação, Saúde, Direitos Humanos e Compreensão e Boa Vontade Internacional. A Campanha Renascença,  apresentada oficialmente na Convenção de Calgari, Canadá, em agosto de 2004, com o slogan “Você é uma Mulher Renascença?”  propôs, como primeiros  passos,  a dinamização da organização  para torná-la mais competitiva, sabendo que renascimento pressupõe renovação. Neste trabalho de revitalização e simplificação, a Soroptimist enfatiza o foco único: Mulheres e Meninas. E nossa missão é: Melhorar a vida de mulheres e Meninas em suas comunidades e no mundo todo. E eu reforço: Nossa missão é forte, ela dá equilíbrio, apoio para uma grande organização internacional com muitas línguas e culturas diferentes.

Dentro deste contexto, atualmente, temos como destaque, dois programas:

– “Prêmio Viva Seu Sonho: Educação e Habilitação para Mulheres.”

– “Sonhe. Realize: Apoio Profissional para Meninas.”

A seguir, vem uma relação de projetos, os quais são submetidos à apreciação das sócias, para que elas definam  aqueles  que vão ser realizados pelo clube:

– Soroptimists Celebrando Sucessos – Prêmio de Reconhecimento aos clubes que desenvolverem projetos em um ou nos quatro Pilares Básicos da Campanha Renascença.

– Subsídio de Clube Soroptimist para Mulheres e Meninas – São projetos próprios dos clubes realizados com auxílio financeiro da Federação.

– Soroptimists Contra a Violência Doméstica e familiar – São campanhas realizadas em vários momentos na prevenção deste crime que destrói famílias, tentando preparar a mulher para ser sua própria defensora. Orange Day: Em julho de 2012, as Nações Unidas lançaram a campanha “Una-se pelo fim da Violência contra as Mulheres”, proclamando o dia 25 de cada mês como  o Orange Day, para nós, o Dia Laranja.

– Soroptimists Contra o Tráfico de Mulheres e Meninas. Nossa campanha “Tráfico de Mulheres, Não Deixe Acontecer”, reconhecida internacionalmente, tem como base  a prevenção a esse crime horrendo.

10 – Soroptimists

Considerando que somos de lugares diferentes, temos na bagagem história, cultura, prontas para construir nossa própria história e juntas, misturando nossas buscas, nossas incertezas, nossos talentos, traçamos um só caminho e nossa força vai se firmando, com a certeza de que a cada dia, um todo se constrói, podemos sim, prestar serviços para a melhoria de vida de mulheres e meninas.

Com esta confiança, podemos citar nossa contribuição à sociedade e, em particular, à comunidade em que vivemos e trabalhamos. Temos em mente as oportunidades oferecidas aos Jovens Talentos, um violonista e outro pianista, de serem conhecidos do público e hoje, fazendo sucesso na Europa; as inúmeras mulheres que conseguiram, depois de vencedoras do Prêmio Oportunidade para Mulheres, hoje com a denominação de Viva Seu Sonho: Educação e Habilitação para Mulheres, melhorar sua vida e a vida de seus dependentes.

Na  década de noventa, casas doadas para mulheres vítimas de enchentes e de violência  familiar;  a vitória do Projeto REVIVI  – Retina/Visão/Vida, nome geral Retinoblastoma, com a Lei Estadual nº 15.360, promulgada em 27 de dezembro de2006; a construção da Pousada de Maria, hoje, com outro nome, para abrigar mulheres vítimas de violência familiar; Projeto Novo Tempo: Terceiro Grande Concerto, parceria entre o SI Rio Negro e o SI São Bento do Sul, facilitando exames de mamografia, vasectomia e qualificação profissional para mulheres; Escola de Culinária Glacy Tramujas, preparando para a vida profissional.

Reunião preparatória Inter-Clubes

Despertou grande interesse, após palestras sobre a Violência Doméstica, quando uma jovem, cursando a faculdade pediu autorização e apoio para que este tema fosse utilizado em sua dissertação de final de curso; ainda, em relação às variadas palestras sobre Tráfico de Mulheres, autorização para que os textos  base do material da palestra e também do livro Descobrindo Novos Horizontes fossem citados em teses de faculdade.

Fica patente que o serviço voluntário não substitui o Estado nem se choca com o trabalho remunerado, porém mostra a capacidade da sociedade de assumir responsabilidades e de agir por si mesma.

Em reconhecimento às mulheres do Soroptimist Internacional, foi inaugurada a Praça Soroptimista, em 20 de abril de 1991, na Avenida Nossa Senhora da Luz, 1148, no Jardim Social, onde se encontra, hoje, a escultura Memorial à Mulher, obra de Nádia Nastás Kanawate. (Curitiba-Pr.)

Fotos: Luiz Carlos Betenheuser Júnior

*Dirce Doroti Merlin Clève nasceu em Canoinhas, SC, estudou no Instituto de Educação do Paraná e depois na Faculdade Católica de Curitiba. Casada com o Des. Jeorling Joely Cordeiro Clève, tendo o casal quatro filhos e nove netos. Iniciou sua carreira no magistério, em Pitanga, foi diretora e professora fundadora da Escola Normal Secundária Prof. Brandão e do Ginásio Estadual de Pitanga, trabalho reconhecido pela comunidade que a homenageou dando seu nome à Biblioteca das Faculdades do Centro do Paraná – UCP, em 2003, e o título de Cidadão Honorária da cidade, em 2004. É voluntária da Organização Soroptimist International, desenvolvendo suas atividades em prol dos Direitos Humanos das Mulheres e Meninas. Toda sua luta culminou com a eleição para o Conselho de Diretoras da Soroptimist International of thr Americas, em 2004 e a publicação do livro “Direitos Humanos para Mulheres e Meninas”, em 2007. É integrante do Centro Paranaense Feminino de Cultura e da Academia Feminina de Letras do Paraná. Recebeu diversos prêmios, entre eles, o de Soroptimista Destaque da Região Brasil (1997),  Reconhecida Dedicação Soroptimista (2010), nome do Complexo Esportivo do Centro Universitário – UniBrasil,  em abril de 2011, ocasião em que Dirce Clève representou todas as mulheres homenageadas pela instituição em seus dez anos de atividade, lançamento  do livro “Descobrindo Novos Horizontes”, em 2013 e  Outorga do Título de Cidadã Honorária de Guarapuava, em 07 de dezembro de 2017.

CONCURSO DE CONTOS PROMOVIDO PELO UNIBRASIL, ABRE SUAS INSCRIÇÕES EM JANEIRO:

 

      

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

      

 

THEORIA, POIESIS e PRAXIS: A UNIVERSIDADE de AVEIRO COMEMORA 44 ANOS….

A Universidade de Aveiro (UA), em Portugal, está completando 44 anos de existência. Criada no ano de 1973, em um contexto de expansão e renovação do ensino superior em Portugal, a UA rapidamente se transformou em uma universidade de referência devido à alta qualidade da sua investigação, do seu corpo docente e das suas infraestruturas.

Além dos diversos cursos de licenciatura a UA possui um vasto leque de cursos de formação especializada (CFEs), cursos de especialização tecnológica (CETs), de mestrado e doutorado. Em 2011, a UA foi considerada uma das melhores universidades da Europa e a melhor de Portugal, segundo o ranking da revista britânica Times Higher Education.

A UA concentra-se quase integralmente em Aveiro no Campus Universitário de Santiago, uma vasta área situada entre a zona lagunar das salinas e o centro da cidade. As exceções são a Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Águeda, a Escola Superior de Design, Gestão e Tecnologias da Produção Aveiro Norte, com sede em Oliveira de Azeméis, e algumas residências dispersas pelo distrito.

Chegada à linda cidade de Aveiro por trem, ou comboio como se diz em Portugal.

O campus se constitui como uma “pequena cidade”, com os seus espaços naturais e os cerca de 40 edifícios que o compõem: edifícios de ensino, de pesquisas, de apoio administrativo e técnico, residências, cantinas, bares, farmácia, banco, agência de viagens (Top Atlântico), correios, bibliotecas, livraria, papelaria, reprografia, centro de saúde universitário, loja do Cidadão Universitário, loja da Universidade, complexo desportivo (com pista de atletismo), salas para espetáculos e conferências, galerias para exposições, jardim infantil e creche. Além disso, o hospital fica muito próximo, ao lado da universidade.

Vista panorâmica do campus principal da Universidade

Os edifícios foram projetados por alguns dos melhores arquitetos portugueses, e portanto, o Campus Universitário de Santiago pode ser considerado uma sala de exposições da moderna arquitetura portuguesa, visitada todos os anos por arquitetos e estudantes de arquitetura de todo o mundo. Todas as infraestruturas de estudo, pesquisa, de apoio, culturais, desportivas e lazer encontram-se reunidas num único espaço, oferecendo excelentes condições de vida aos estudantes e todos os que fazem parte da comunidade acadêmica, sem necessidade de deslocamentos.

Vista parcial do Campus de Santiago.

Em fevereiro deste ano em visita à Universidade, eu conversei com a professora Graça Magalhães*, diretora do 2º ciclo de Estudos de Arte do Mestrado em Criação Artística Contemporânea do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro, que gentilmente me mostrou seu departamento e outros locais da universidade, e a quem posteriormente enviei questões para saber mais a respeito do setor que ela dirige e como está se desenvolvendo a pesquisa em artes e poéticas visuais, em uma das mais conceituadas universidades da Europa.

Como está situado o Mestrado em Criação Artística Contemporânea, em relação ao conjunto dos cursos que a UA oferece aos seus estudantes?

A UA é uma instituição pública que produz, difunde e transfere conhecimento e cultura centrado no desenvolvimento nacional e internacional, reforçando a ligação com os países de língua oficial portuguesa. Dispõe de uma oferta formativa diversificada, transversal aos seus departamentos, adotando perspetivas multidisciplinares e eticamente orientadas.

O Mestrado em Criação Artística Contemporânea (MCAC) instalado no Departamento de Comunicação e Arte (DeCA), enquadra-se nos princípios gerais do projeto educativo, científico e cultural da Universidade de Aveiro (UA), na medida em que procura ir ao encontro do tecido sociocultural que a UA procura servir, através de um plano curricular centrado no potencial artístico e criativo dos mestrandos, alicerçando a aprendizagem na experimentação de diversos meios e tecnologias numa inter-atuação com outras áreas científicas e recursos humanos e técnicos, potencializando a transdisciplinaridade e interatuando com a oferta cultural da região.

Apresentação CreART 2017.

O curso está inserido num campus que integra diversificadas áreas do saber facilitador da experimentação artística em variados formatos e meios e assim providenciando diversificados recursos técnicos e aprendizagens práticas, individuais e coletivas, que desenvolvem competências de investigação especializada e transdisciplinar que sustentem o trabalho de concepção e debate artístico. Do ponto de vista da praxis artística poder interagir com outros departamentos com especificidades muito variadas, científicas e humanísticas que se revelam um uma fonte de estímulo e desenvolvimento artístico.

Workshop de Fotografia Analógica.

A política intrainstitucional da UA têm-se refletido em M CAC nas colaborações com outros ciclos de estudos e iniciativas da UA, na partilha de unidades curriculares e docentes. Outras colaborações têm surgido ao nível da expansão e dinamização das competências dos alunos de M CAC, que com os docentes, colaboram ativamente em atividades extracurriculares/produções criativas no/do DeCA.

Quais as metas e objetivos do curso?

A construção do perfil do criador, pela sua amplitude, compreensão e profundidade, é desenvolvida de forma holística, integrando metodologias e práticas de investigação em arte, basilares na formação em Estudos de Arte. O curso está alicerçado numa formação transversal resultado do cruzamento de várias áreas científicas instaladas formal e conceptualmente no DeCA.

Trabalho resultante de Residência Artística.

Pretende-se fortalecer a experimentação artística em variados formatos e meios, providenciando diversificados recursos técnicos e aprendizagens práticas; questionar o significado da criação na contemporaneidade, estimulando a reflexão critica dos processos sociais e culturais em arte; desenvolver competências, aptidões e métodos de investigação especializada e transdisciplinar que sustentem o trabalho necessário à conceção, desenvolvimento e debate de projetos artísticos; formar artistas/mediadores culturais no âmbito da Criação Artística Contemporânea capazes de operar individual e coletivamente.

Quais as perscpectivas no mercado de trabalho para os estudantes que obtém essa formação?

Na UA existem vários mecanismos de aconselhamento, em particular, o Gabinete de Estágios e Saídas Profissionais (GESP), que promove ações de preparação para entrada no mercado de trabalho. Todos os estudantes da UA podem participar em experiências de mobilidade. Estas podem ser concretizadas através de um período de estudos, um estágio curricular ou um estágio profissionalizante, numa instituição parceira, no âmbito de projetos europeus de cooperação e mobilidade, ou no âmbito do conjunto alargado de redes e grupos de cooperação internacional com universidades de todos os continentes.

Atividade em Aula.

Com o objectivo da integração dos estudantes de MCAC no mercado de trabalho é promovida a participação interdisciplinar em projetos e atividades artísticas em parceria com fundações e associações culturais bem como a organização de exposições em museus e galerias locais e regionais. Essas atividades de desenvolvimento tecnológico e artístico, tem expressão através de projetos e ações de criação artística nacionais e internacionais de especificidade variada tais como: participação em workshops e residências artísticas desenvolvidos com as instituições locais; participação em conferências nacionais e internacionais abertas à comunidade; exposições a partir da colaboração com museus e instituições locais; criação e montagem de projetos artísticos.

O contributo real destas atividades possibilita a valorização da prática individual e coletiva artística que serve de instrumento para a consolidação e sucesso no âmbito económico e cultural de organizações, instituições e empresas com as quais os estudante individual ou colectivamente virão a estar ligados.

Exposição no Museu de Aveiro.

Quais as disciplinas que os estudantes têm ao longo do curso?

Os estudantes têm ao longo do ciclo de estudos uma formação alicerçada num conhecimento transdisciplinar abarcando diferentes competências. Ao nível das competências transversais salientam-se a capacidade de reflexão crítica sobre os processos sociais e culturais em arte, manualidade e proficiência técnica nos diferentes media, assim como em várias tipologias de apoio computacional.

As primeiras deduzem-se do facto de as Unidades de Crédito (UCs) de maior índole teórica requererem, normalmente a realização de trabalhos de síntese; já em relação ao segundo grupo, de competências mais práticas, são abordados diversos sistemas computacionais e novas tecnologias, com aplicações que vão desde as instalações audiovisuais aos sistemas interativos, passando pela realidade virtual (arduíno, Processing, M axmsp), com o objectivo de fortalecer a experimentação artística.

Instalação na Residência Artística.

Estas valências são trabalhadas quer no âmbito das unidades curriculares de projecto (LECA I e II, PIA e UCs opcionais: Vídeo Arte, Estudos de Fotografia, Expressão Gráfica e Plástica), quer através de workshops não curriculares e atividades complementares de formação, com especial destaque para a participação numa residência artística anual em parceria com uma associação cultural da região (Associação Binaural/Nodar).

As competências de investigação especializada, são igualmente desenvolvidas na exposição final de trabalhos (projectos artísticos) que tem lugar no Museu de Aveiro | Santa Joana Princesa e ainda, pontualmente, nas galerias locais. As competências interpessoais como o trabalho em grupo e capacidade de relacionamento interpessoal, necessárias ao trabalho de equipa pluridisciplinar são desenvolvidas em várias UCs, e consolidadas no grande projecto conjunto da exposição anual no Museu de Aveiro.

Exposição dos trabalhos de estudantes no Museu de Aveiro.

Que avaliação faz dos trabalhos resultantes do curso?

O Mestrado em Criação Artística Contemporânea (MCAC) conta com mais de uma década de existência tornando-se já uma referência no panorama cultural da cidade de Aveiro à qual a UA pertence. Valorizando as questões inerentes à investigação no domínio da arte contemporânea, o trabalho dos estudantes de MCAC procura instaurar uma reflexão sobre o discurso e sobre a materialidade da produção artística, integrando metodologias e práticas de investigação basilares na formação em Estudos de Arte.

Estudantes realizando um projeto na Residência Artística.

Os projectos artísticos individuais e colectivos realizadas pelos alunos no âmbito da sua formação académica permitem-lhes questionar o significado da criação na contemporaneidade e consequentemente promove a diversidade de abordagens no contexto artístico em que estarão inseridos como poderá ser verificado pelos projectos aqui divulgados.

*Graça Magalhães nasceu na cidade do Porto, em Portugal, 1960. Atualmente é diretora do 2º ciclo de Estudos de Arte do Mestrado em Criação Artística Contemporânea do Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro e membro integrado do Instituto de Investigação em Design, Media e Cultura (ID+). No âmbito da sua formação académica foi bolseira do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português e da Fundação Calouste Gulbenkian em Roma e Florença onde estudou conservação e restauro (1987-90), do Ministério da Educação Japonês (Monbusho) durante o mestrado em Técnicas de Impressão, na Tama Bijutsu Daigaku, Tóquio, (1990-1993) e da Fundação para a Ciência e Tecnologia durante o doutoramento com a Tese  A frágil totalidade. O significado do desenho no projecto de design. Poética e técnica: estudo de desenhos portugueses realizados a partir da 2ª metade do séc. XX, 2012.  Publicou em diversas revistas nacionais e internacionais bem como participou em vários congressos nacionais e internacionais sobre desenho e imagem. Trabalhou como artista plástica em Portugal e em países estrangeiros. Entre 1977-79 estudou e colaborou com a companhia de Teatro Seiva Trupe, Porto.

Profa. Graça Magalhães e eu, em fevereiro de 2017.

Fotos: Acervo da UA (MCAC) e Izabel Liviski.

Fonte: https://www.ua.pt/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

‘FLANANDO’ EM LISBOA…

O tema desta edição é bastante polêmico, e suas origens são proveniente de  tradições tão antigas que se perdem na noite da História. Seu costume está ligado a civilizações bem remotas, e encontra-se associado a sacrifícios e a mitos religiosos. Desenvolveu-se principalmente na Península Ibérica, mas não somente, enquanto em Portugal e Espanha vem perdendo espaço está se desenvolvendo em outros países, impensáveis, como a China. O foco do relato que trago aqui, se estabelece mais no encontro de um local inusitado e no conhecimento que proporcionou, do que no aprofundamento do  tema em si, o que demandaria muito mais pesquisas e discussões.

No início deste ano, minha amiga Vanisse Corrêa e eu estivemos participando de um encontro no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa, o AFIRSE, um dos mais destacados Congressos de Educação da Europa. Certo dia, em um intervalo das apresentações enquanto passeávamos a esmo por aquela encantadora cidade, nos deparamos com um enorme edifício em estilo árabe no centro da cidade. Sem saber bem do que se tratava, entramos e nos deparamos com a  Praça de Touros do Campo Pequeno, e mergulhando um pouco perplexas nesse universo, observando as peças e fotografias do Museu de Tauromaquia que lá se encontra.

Arquitetura do prédio que abriga a Praça de Touros, em Lisboa.

Ficamos sabendo que na origem da relação entre o homem e o touro, mais concretamente o seu antepassado Auroque, existe até mesmo uma questão metafísica, pois esse animal sempre foi visto como um animal místico, portanto objeto de cultos religiosos, como símbolo de fertilidade e de virilidade.  O enfrentamento do touro pelo homem era uma forma deste se apoderar das qualidades do animal e essa prática manifestou-se nas mais diversas sociedades mediterrâneas e do Oriente Médio, como narrado na Epopéia de Gilgamesh (Mesopotâmia, IIº milênio A.C.), e nos  afrescos do Palácio de Knossos  em Creta na Grécia, durante a civilização Minóica. Também nos mitos da antiguidade grega como o do Minotauro e o Rapto de Europa, que deu nome ao continente, e esta influência mantém-se até aos dias de hoje, na arte e cultura da civilização ocidental.

São Lucas, padroeiro dos médicos e dos pintores, e o Touro que aparece em suas representações, tem um significado místico.

Uma das surpresas desse local foi encontrar uma toureira entre os homenageados, Conchita Cintrón (1922-2009), também conhecida como a “Deusa Loira da Arena”. Ela foi uma toureira peruano-portuguesa, considerada ainda hoje como a mais famosa em Portugal e no mundo todo. Nascida no Chile, cresceu no Peru,  mas viveu  a maior parte da sua vida e faleceu aos 86 anos em Lisboa. Aos 16 anos já era uma “rejoneadora” profissional, isto é, toureava a cavalo. A partir de 1939, ela iniciou uma carreira internacional que a levou ao México, Portugal e França. Aposentou-se em 1951 após seu casamento, e em 1968 publicou um livro de memórias, com o prefácio escrito por Orson Welles que era um de seus admiradores.

Imagem que se encontra no Museu de Tauromaquia

 

Conchita Cintrón, fotografada por Robert Capa, em 1940.

 

A Praça de Touros, foi fundada em 1892, está localizada na Avenida da República em Lisboa, e é considerada a primeira Praça de Touros de Portugal. Esteve fechada por anos e após algumas reformas e restauros foi reaberta em 2006. Nesse local além das corridas de touros, acontecem concertos musicais, feiras, exposições e outros eventos, tem uma capacidade para cerca de dez mil pessoas, e o calendário de corridas acontece principalmente na primavera e no verão. Há uma galeria comercial no subsolo, conhecida como Centro Comercial do Campo Pequeno, e alguns outros espaços comerciais no piso térreo, principalmente bares e restaurantes.

Vista geral da Praça de Touros de Campo Pequeno

 

Detalhe de vitral do museu

Algumas lojas e restaurantes do Centro Comercial:

 

 

 

 

 

 

 

 

Retomando a questão das touradas, ela é tão polêmica que envolveu até mesmo a Igreja Católica, inicialmente com uma atitude positiva e benevolente: o Touro era o animal que se identificava tanto com São Lucas como com o Arcanjo Gabriel e São Miguel. A partir do século XIV a situação muda, quando a igreja começou a incluir nas orações aos seus santos padroeiros, oferendas de Novilhos ou Touros, que tinham como finalidade pedir ao santo da devoção de cada um, que intercedesse junto a Deus para pôr fim às muitas calamidades que assolavam as cidades. A situação chegou a um ponto em que o Papa Pio V (1504-1572) escreveu a bula “De salute gregis dominici”, condenando a prática das touradas, e que se encontra em vigor até os dias de hoje:
https://moimunanblog.com/2011/12/02/bula-salutis-gregis-dominici-de-san-pio-v/

Vista de uma das entradas da arena

Enfim, a tauromaquia divide opiniões apaixonadas, é considerada como patrimônio imaterial por alguns e espetáculo violento e degradante por outros, “não é de hoje que as touradas são condenadas por grupos que protegem e zelam pelos direitos dos animais. E atualmente, como a economia dos países europeus não apresentam um crescimento, e os movimentos contra esse tipo de esporte só crescem, já foram cogitadas, muitas vezes, pelo encerramento das touradas. Há locais na Espanha em que esse tipo de torneio já não ocorrem mais, por determinações judiciais.

Lateral do edifício da Praça dos Touros.

A primeira região a acatar a ordem foram as Ilhas Canárias, no começo da década de 90. As redes de televisão do país também já não exibem mais os torneios, por determinação da justiça de que eventos violentos envolvendo animais não possam ser transmitidos antes das 10 da noite. Há outros tipos de touradas, mas que não envolvem a morte do animal. Entretanto, os ativistas querem banir até mesmo esses eventos, argumentando que, embora o animal não sofra danos físicos, ele fica bastante atemorizado, o que pode prejudicá-lo”, segundo as entidades de defesa dos animais.

Para saber mais: http://www.falabicho.org.br/PDF/16.pdf

“Além de ser um triste espetáculo, o que torna difícil a abolição da tauromaquia é o dinheiro envolvido nessa indústria” (José Ignácio Giménez – ativista pelos direitos animais.)

Fotos: Izabel Liviski

Fonte: http://arcodealmedina.blogs.sapo.pt/a-verdadeira-origem-da-tauromaquia-710197

 

Eu e Vanisse Corrêa em um dia ensolarado e muito frio, ‘flanando’ em Lisboa.

 

MAKE UP DESIGN NO CENTRO EUROPEU…

O uso da maquiagem – por homens e mulheres – é quase tão antigo quanto a humanidade. Utilizada mesmo antes dos egípcios, gregos, romanos e outros povos, a maquiagem sempre esteve ligada de algum modo às diversas culturas ocidentais e orientais, seja por motivos ritualísticos, estéticos, assim como demarcador de status social e até com finalidades medicinais como no caso da legendária Cleópatra, rainha do Egito. Esta fazia uso de pesada maquiagem, com finalidade estética mas também  estratégica, para impressionar seus aliados e inimigos, assim como para proteger a pele e os olhos em função do clima, segundo uma pesquisa do Centro Nacional para Pesquisa Científica da França.

(https://i.pinimg.com/736x/98/35/bd/9835bd5703660c094f4fa540ac2e6872–cute-eye-makeup-beauty-makeup.jpg)

 

O hábito da maquiagem foi se sofisticando com o passar do tempo, ganhando proporções industriais e destacando os perfís de beleza de cada época. A busca hoje é por um tipo de beleza total que possa combinar estilo, atitude e estética, e o desafio é fugir dos estereótipos estabelecidos e encontrar as referências que possam refletir a imagem que cada um busca para si. E nesse sentido, o Make Up Design – Curso de Maquiagem Profissional do Centro Europeu é hoje o curso mais completo e inovador do mercado.

Produção de Modelo pelos alunos do curso

Os professores são profissionais atuantes e reconhecidos no mercado, e são instrutores com muitos anos de experiência na formação de maquiadores. O corpo docente é formado por Pablo Inísio, maquiador, cabeleireiro especialista em produção de noivas e pós-graduado em Visagismo- Harmonização da Imagem Pessoal Pela Universidade Anhembi Morumbi, SP. Olga Pellanda, com 26 anos de experiência no mercado e especialista em maquiagem de noivas, é uma das maquiadoras mais requisitadas deste segmento, e Patrícia Ferraz, maquiadora especialista em maquiagem social e de editorial e passarela, com participação nos maiores eventos de moda do país, como o São Paulo Fashion Week.

Modelo produzida pelos alunos, com supervisão dos professores.

A metodologia é inovadora, pois os alunos aprendem as técnicas de design de sobrancelhas, visagismo aplicado à maquiagem, utilização de materiais e pincéis e postura profissional nas primeiras aulas, depois é apresentado ao aluno inúmeras técnicas de maquiagens divididas entre os professores que possuem estilos distintos, o que enriquece o repertório dos alunos e possibilita que eles possam criar o seu proprio estilo criativo.  

Outra versão da modelo produzida pelos alunos.

Ao final do curso os alunos apresentam um Trabalho de Conclusão de Curso, com modelos profissionais disponibilizadas pelo Centro Europeu onde desenvolvem temas escolhidos pelos professores e devem compor todo o visual da modelo, desde a concepção da maquiagem, cabelo e figurino – este com ajuda dos alunos do curso de design e de consultoria de moda. A cada término de curso, há a exposição de trabalhos inovadores como os temas capas de revista e divas do cinema. A última turma teve alguns dos seus trabalhos divulgados na revista VOI.

Os alunos saem do curso aptos para atuarem em salões, editoriais, atendimentos de noivas e qualquer tipo de maquiagem social. É uma ótima opção para quem quer mudar de área, ou se especializar, pois o mercado da beleza no Brasil, e no mundo, só cresce a cada ano. 

Alunos e professores do curso de Make Up Design do Centro Europeu.

No mercado atual houve uma crescente demanda de indivíduos capacitados nas áreas da beleza e estética, em especial a maquiagem.  Segundo dados da Anabel, mensalmente são abertos sete mil novos salões de beleza no país. O número de salões de beleza cresceu 78% em cinco anos. Ainda de acordo com a junta comercial, são abertos mais negócios neste segmento que empreendimentos ligados a alimentação. Neste contexto, o curso de Make Up Design do Centro Europeu, promovido pelo Estúdio Imagem, visa capacitar pessoas para atuar nesse mercado que precisa cada vez mais de bons profissionais.

Para Pablo Inísio, coordenador do curso, “com o crescimento desenfreado do mercado da beleza, o profissional que se destaca é aquele que está em busca da formação continuada e que busca fidelizar suas clientes com atendimentos singulares buscando o diferencial na sua personalidade artística e criatividade. Um mercado crescente e dinâmico para profissionais criativos e que buscam fugir da rotina, afinal cada cliente é única. O mercado da beleza vive em contante expansão, e a cada dia temos novos produtos e tecnologias o que faz com que a profissão nunca seja vítima da monotonia”.

(https://thelonepanda.files.wordpress.com/2015/07/e86e64b3c6f7edbb4756a0d7f852a286.jpg?w=599)

 

Pablo acrescenta ainda que “o maquiador, como um verdadeiro artista, tem o extraordinário poder de embelezamento nas mãos e isso produz e estimula sobremaneira a auto-estima das pessoas, pois através de técnicas apuradas, consegue trazer à tona a melhor versão de suas clientes.”  

A capacitação no curso de MAKE UP DESIGN do Centro Europeu, visa entre outros objetivos:

*Reconhecer quais os recursos cosméticos utilizados na maquiagem profissional.
*Identificar os Tipos faciais e como embelezá-los utilizando as técnicas profissionais de maquiagem.
*Conhecer e analisar os diferentes recursos tecnológicos e cosméticos utilizados no contemporâneo.
*Estimular os alunos a aplicar os conhecimentos para obter qualidade de vida, bem estar e embelezamento de si próprio e/ou dos clientes.
*Trabalhar e estimular o ensino dos princípios éticos da profissão.

Para maiores informações sobre o curso:

Centro Europeu
R. Benjamin Lins, 999
Batel
(41) 3233-6669
Curitiba-Paraná.

http://centroeuropeu.com.br/portal/curso/make-up-design-estudio-imagem/

Fotos: Bini Fotografia.