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Author: Izabel Liviski

O SOL AMARELO, EXPERIÊNCIAS DE GRAFITISMO NA PRISÃO

“A obscura cena do corredor de um presídio. Emana daí uma representação oprimida da degradação e corrupção humana. O ambiente infestado da nefasta brutalidade. Paredes sujas e marcadas pela fuligem de uma rebelião histórica. Paredes que grafam em si as memórias do cárcere calabouço, o fundo do poço.”

Robson Costa é o chefe de segurança da Penitenciaria Estadual do Paraná, um dos presídios mais violentos do brasil. Ele é quem nos atualiza a cena inicial. Porém, esta cena, cotidiana para muitos agentes penitenciários, técnicos, policiais, presos e seus familiares, visivelmente reforçava a representação monstrualizada do ambiente prisional.

Por meio de uma intervenção artística essa cena começou a mudar. Robson liderou um projeto que aliava arte do grafite como transformação local e pessoal. Inicialmente, o projeto contou com a inspiração da galera do projeto 180 graus – Congrega Church*, que levou para dentro do presídio alguns “grafiteiros” e jovens com seus skates. Eles propuseram uma vivência com atividades de grafite e arte nas paredes do pátio da PCE.

O grupo deixou uma mensagem de esperança nas paredes do ambiente prisional. Uma esperança na forma de um sol amarelo que invade todo o ambiente com sua luz. A partir daí, foram selecionados presos que demonstravam afinidade com a arte do grafitismo.

O resultado foi surpreendente. Essa semente se disseminou pelos corredores e a arte agora envolve e alivia o pesado caminho entre a entrada e a saída da penitenciária. Este corredor imerso em arte foi totalmente pintado pelos próprios presos.

O corredor antes marcado pela histórica mancha, recebeu uma intervenção que o transformou em uma cena de catedral. O grafite tem essa força, de atuar no contexto social e se coloca como uma possibilidade de expressar uma dimensão crítica sobre o mundo e sobre a condição de si.

O grafite mostra, por meio de um discurso, as várias dimensões dos sujeitos, suas ideologias, suas aflições e esperanças. Emanam daí uma polifonia de imagens que se expandem em uma cena resignificada.

O corredor começa sua cena com tímidas imagens da infância, seus heróis borrados e marcados por um traçado trêmulo. Aos poucos a seiva da arte ganha notoriedade quando passa a expressar a dimensão crítica do mundo mesclado pela penitência e esperança. Cena que invade as paredes e o teto do imenso corredor.

A escuridão e a luz. A treva vencida pelo iluminado sol da justiça. O dentro e fora. Quem fica e quem vai. A luz no fundo do poço que resgada a alma purgada e atormentada no limbo da solidão.

Tudo isso mesclado em uma tela que manifesta um discurso coletivo de sujeitos que narram sua história pelo ponto de vista dos que foram vencidos pela delinquência e que buscam uma significação de si próprios, de suas identidades e da necessidade de dar sentido à experiência vivida.

A cena nos conta que o fundo do poço pode ser vencido. Não é o fim. Pode bem significar um recomeço, como a cena da fênix que renasce das cinzas. Que quem anuncia isso, na boca do poço, são miríades de anjos com a eloquência de suas trombetas.

Clamam para que, no fundo do poço se olhe para o alto e veja que as mão divinas estão estendidas para o resgate. São as mãos de Deus que atuam por meio de diversas mãos, como as de Robson por exemplo.

Juvanira Mendes, assistente social do presídio, reforça que, para os presos que participaram da vivência educativa, a atividade representa uma oportunidade lúdica para produzir conhecimento e se relacionar com pessoas diferentes do seu cotidiano carcerário. Esse convívio é profundamente educativo e inspirador.
O reflexo disso pode ser constatado na forma de expressão artística, em formas e cores, que falam de vida, de esperança, de personagens da infância, representações religiosas, da família e do próprio desafio da vida.

Texto e Fotos: Julio Cesar Ponciano** e Mike Rodrigo Vieira***

Julio e Mike, coordenadores (e participantes) do projeto 180 Graus-Congrega Church, de Grafitismo na Prisão, saboreando “blindadas” no intervalo das intervenções no Presídio Central Estadual em Piraquara, Paraná.

*Para saber mais sobre a Congrega Church e seus projetos sociais:

E-Mail: mikervieira@gmail.com
Facebook: @congregachurch

**Julio Cesar Ponciano é antropólogo e sócio- ambientalista, Mestre em Antropologia Social e Especialista em Economia e Meio Ambiente pela Universidade Federal do Paraná. Coordenador pedagógico da Organização Marista em Guaraqueçaba/Pr.
***Mike Rodrigo Vieira é Jornalista e Músico. Atua com jovens, e questões ligadas a comunidades socialmente vulnerabilizadas.

 

 

EM DEFESA DOS DIREITOS HUMANOS: B’NAI B’RITH

Perguntamos a Szyja Ber Lorber * o que é, e o que faz a B’nai B’rith?

Segundo ele, a B’nai B’rith, que em hebraico significa “Filhos da Aliança”, é a mais antiga organização de defesa dos direitos humanos em todo o mundo. Fundada em 1.843 (há 176 anos) em Nova York, a instituição judaica tem caráter universalista e atua em 54 países promovendo a Educação, campanhas humanitárias em favor de vítimas de guerras e desastres naturais, serviços sociais de assistência médico-hospitalar a pessoas carentes, combate ao racismo e à discriminação de todas as espécies.

É reconhecida como ONG e possui assento na ONU e em outros foros internacionais. Presta serviços comunitários de acordo com os mais elevados princípios da humanidade e do judaísmo, entre os quais o conceito de Tikun Olam, segundo o qual, cabe a cada um de nós fazer deste um mundo melhor para todos. Assim, a B’nai B’rith Internacional já fundou hospitais, orfanatos, lares para idosos, bibliotecas e realizado incontáveis iniciativas e programas de interesse público.

Na América Latina existem cinco Distritos da entidade na América Latina: Norte da América Latina e Caribe; Brasil; Argentina; Chile, Bolívia e Peru; Paraguai e Uruguai. A presidência é rotativa, e muda a cada dois anos. Tem como função representar a instituição no âmbito latino–americano ante a B’nai B’rith Internacional na coordenação de projetos e ações conjuntas nas áreas política, comunitária, educacional e emitir declarações públicas sobre os temas tratados por toda a instituição. Seu escritório central está situado no Uruguai.

No Brasil, a organização está presente há 86 anos. Banida durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945), voltou às atividades com a redemocratização, e desde então tem contribuído para o aperfeiçoamento de leis nacionais contra o racismo. Disso decorre o incentivo à fraternidade, ao diálogo inter-religioso, promovendo a inclusão social, a cultura da paz, a educação democrática e ao trabalho social, atuando em parcerias com outros setores da sociedade.

Teve especial participação, junto com a CNBB, na proteção de pessoas perseguidas pela ditadura. A B’nai B’rith mantém lojas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul e representantes em alguns outros Estados.

No Paraná, em sucessivas gestões, a BB desenvolveu um trabalho específico contra a intolerância, através da disseminação do Ensino Sobre o Holocausto, concursos para a Rede Pública de Ensino, Jornadas Interdisciplinares para Educadores e palestras com sobreviventes sobre o Holocausto.

Com a OAB-PR, realizou desde o Projeto Direitos Humanos: Diálogos com a Sociedade, que teve conferências do arquiteto Jaime Lerner, ex-prefeito de Curitiba e ex-governador do Estado, sobre Mobilidade Urbana, e do então embaixador de Israel no Brasil, o árabe druso Reda Mansour, sobre “Direitos Humanos e Políticas de imigração no Estado de Israel”.

Com a Secretaria de Educação do Estado do Paraná realizou um projeto para combater o bullying nas escolas. Com o UniBrasil – Centro Universitário e o Graciosa Country Club, tem coparticipado do evento “Pensando o Brasil”, que tem trazido a Curitiba grandes expressões da atualidade como Demétrio Magnoli e Luiz Felipe Pondé entre outros.

No Hospital Pequeno Príncipe, promove desde agosto de 2015 uma ação conjunta de integração humana e desenvolvimento social denominado Projeto Tikun Olam Ismar Strachman, em homenagem ao médico e irmão da B’nai B’rith do Paraná, já falecido e que era pediatra no hospital. O objetivo é incentivar jovens e adultos a fazer um trabalho voluntário com as crianças em convalescença.

 

Rabino Nilton Bonder, Szyja Lorber, presidente da B’nai B’rith Paraná e Wanda Camargo do UniBrasil Centro Universitário. Fonte: http://glorinhacohen.com.br/?p=46102

 

*Szyja Ber LORBER, jornalista, escritor com diversos livros publicados, professor de Geografia e História, especialista no conflito do Oriente Médio, é presidente da B’nai B’rith Paraná. Licenciado em Geografia e Estudos Sociais (Ponta Grossa) e bacharel em Comunicação Social – jornalismo pela Universidade Federal do Paraná. Especialização na ESMP – Escola Superior de Marketing e Propaganda. (O nome Szyja é polonês e o “sz” se pronuncia como “ch” ou “x” e a tradução é Josué).

Obs. Imagens retiradas da Internet, com a finalidade meramente ilustrativa da matéria.

 

 

 

BEER SOMMELIER & HOME BREWER NO CENTRO EUROPEU

“Um homem que só bebe água tem segredos a esconder de seus semelhantes.” (Charles Baudelaire)

Consumida desde antes da construção das pirâmides do Egito “a cerveja desperta paixões porque está ligada ao prazer, à amizade, ao conhecimento e à espiritualidade. Para o grego Plutarco, a finalidade da bebida é alimentar e aumentar a amizade. Jason Kawall acredita que, ao beber socialmente, a pessoa se expõe, compartilha seu dia a dia e as futuras atividades. Ao criar histórias e memórias com determinado grupo por meio de uma convivência que só a cerveja é capaz de oferecer, gera-se solidez para uma amizade rica e autêntica.”

Fonte: https://www.hominilupulo.com.br/universo-da-cerveja/cervejas-belgas/

Curitiba se tornou referência em produção de cerveja artesanal, e hoje temos várias cervejarias de excelente qualidade exportando para fora do país. Com tantas boas opções, aumentou a curiosidade sobre a produção, os estilos, sabores e possíveis harmonizações. O Curso de Beer Sommelier + Home Brewer foi desenvolvido para proporcionar esses entendimentos. De forma prática, os alunos ampliam seu repertório sensorial, refinam os sentidos e conhecem as principais escolas cervejeiras do mundo.

As harmonizações de cervejas com queijos, embutidos e diversos pratos são orientadas pelo Chef Guilhermo que também é Beer Sommelier. Nas aulas de Home Brewer, os alunos conhecem de malteação, as etapas da produção, fermentação e produzem sua própria cerveja. A vista técnica à Cervejaria Way Beer é conduzida pelo mestre cervejeiro e proprietário Alessandro Oliveira, que divide sua experiência com nossos alunos. Todas as degustações são orientadas por uma Ficha de Análise Sensorial desenvolvida pelo Centro Europeu, proporcionando um melhor aprendizado.

O curso de Beer Sommelier + Home Brewer do Centro Europeu foi criado para os amantes de cervejas artesanais, que desejam se especializar e ampliar seus conhecimentos. O aluno será capacitado a conhecer mais sobre os processos produtivos da cerveja artesanal e harmonizações, desenvolvendo habilidades para debater com clareza e segurança sobre o assunto.

Visita guiada

FORMATO DO CURSO
>Aulas com degustações técnicas;

>Visita à fábrica da Way Beer, com degustação guiada;

>Aula com a convidada Gabriele Rizental – Sommelier de Cerveja da AMBEV falando sobre curiosidades  dos rótulos da empresa e sobre as tendências do mercado;

CONTEÚDO
História da Cerveja;
Ingredientes da Cerveja;
Aromas e Sabores;
Famílias cervejeiras;
Fichas de degustação;
Processos de fabricação.
Análise sensorial;
Cerveja no método champenoise;
Serviço e Glassware;
Técnicas de harmonização;
Cerveja na receita;
Harmonização de queijos e doces com cerveja;
On e Off Flavors;
Escolas cervejeiras:
Alemanha e República Tcheca;
Reino Unido, Irlanda e Bélgica;
Brasil e E.U.A.

Ingredientes (insumos e matérias-primas)
Malteação;

Etapas da produção (moagem, brassagem, filtração, fervura, resfriamento, fermentação, maturação e envase);
Reconhecimento de equipamentos, brassagem, filtração, fervura, resfriamento e início da fermentação.
Cálculos e testes relacionados ao processo produtivo.
Preparo do primming, limpeza e sanitização das garrafas e envase.
Cálculos relacionados ao processo fermentativo e produto final.

* Conteúdo Programático de referência, sujeito a atualização a qualquer momento.

PROFESSORES

GABRIEL SANT’ANNA VASQUES

Profissional com formação em comunicação social e especialização em marketing. Passou pela cervejaria artesanal Way Beer e pela Adega Boulevard na parte de vendas e sommelier de cervejas. Vencedor da Medalha de Ouro no II Campeonato Sul Brasileiro de Cervejas Caseiras na categoria Wood Aged Beers. Atualmente trabalha na Cervejaria Bodebrown na área de marketing de relacionamento e atuando como sommelier de cervejas.

GUILHERMO SOUZA SPINDOLA

Formado em Gestão em Marketing, Pós Graduado em Gastronomia e em Tecnologia da Cerveja. Chef de Cuisine e Restaurateur pelo Centro Europeu estagiou com o Chef Celso Freire e trabalhou em renomados restaurantes como: Forneria Copacabana e Cantina do Délio. Atualmente é consultor e promove eventos.

 

PARCERIA HOSKO

LOCAL:

Sede Gourmet
Alameda Princesa Izabel, 1300 – Curitiba / PR
+55 41 3324-6669
www.centroeuropeu.com.br

 

 

Venham conhecer mais sobre o universo da cerveja, ainda dá tempo de se matricular!

Referências:

Cerveja e Filosofia – Leia, Pense e Consuma sem Moderação.
Organizador: HALES, Stevem D., Tradutor: HERRMANN, Marina.
Tinta Negra Editorial, R.Janeiro: 2010.