set 22, 2017
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O sociólogo Émile Durkheim, um dos fundadores da sociologia moderna e um dos pilares dos estudos sociológicos atuais, considerava o crime como de certa forma inerente à comunidade humana, um fenômeno social normal, não constituindo, portanto, uma característica patológica. Ainda assim, percebia-o como “ruptura com a consciência coletiva”, em função do que sofre punição pela lei penal.

É preciso lembrar que durante muito tempo a justiça foi ministrada por grupos, tribos, famílias, sendo pouco mais do que simples vingança; porém, com a concentração da função de vigiar e punir nas mãos do poder estatal, houve tendência forte de redução da violência descontrolada.

No entanto, um dos sintomas da falência do Estado é a ocorrência de linchamentos, quando os cidadãos voltam a “tomar a justiça nas próprias mãos” e punem pessoalmente quem cometeu, ou é suspeito de cometer, crimes como roubo, estupro, assassinato, violência, assédio, que deveriam ser investigados, julgados e punidos pelos sistemas policial e judiciário; infelizmente, parte da sociedade parece ter perdido a confiança de que isso acontecerá de fato.

No calor de momentos dolorosos ou situações revoltantes, pessoas normalmente tranquilas deixam-se conduzir por um sentimento de “manada”, basta que alguém grite que o acusado deve apanhar para que a multidão comece o espancamento, e até a morte. É evidente que mesmo os culpados não devem ser tratados desta maneira, e muito menos os inocentes como é comum acontecer, bastando a semelhança com quem supostamente cometeu o delito, o azar de estar próximo ao local do crime e, mais absurdamente ainda, não ter a aparência ou o comportamento que o grupo atribui aos inocentes.

Na Idade Média, parteiras, viúvas ou mulheres menos conformistas foram queimadas como “bruxas”, passados seis séculos do fim daquele período histórico é mais do que hora de pararmos com esse procedimento bárbaro.

Além destes episódios mais localizados, temos assistido também àquilo que podemos chamar de violência difusa nas sociedades do século XXI. Violência que tem sido legitimada precisamente por uma consciência coletiva, e justificada de várias maneiras, quase que constituindo uma norma social, por mais controvertida que pareça aos estudiosos da área.

[caption id="attachment_1984" align="aligncenter" width="700"] Fonte: http://fundacaotelefonica.org.br/wp-content/uploads/2016/06/estudante-alvo-violencia-700-carlos-latuff.jpg[/caption]

Por representar uma inversão do que poderíamos chamar de processo civilizatório, tem sido difícil ao Estado contemporâneo o enfrentamento desta questão, que modifica as interações sociais para formas violentas de sociabilidade, já que representa a perda do monopólio da violência legalizada, que desde o final do século dezenove parecia seu atributo exclusivo.

A fragmentação social, o desprestígio da possibilidade de soluções institucionais, a perda da solidariedade, a certeza de que certos problemas não têm solução, nos trazem o acirramento da pobreza, exclusão, meio ambiente degradado, discriminações de gênero e raça, que, entre outras brutalidades generalizadas, destroem o vínculo social, não permitindo a visão do outro como sujeito de direitos.

Tais agressões constituem uma perda do conceito de cidadania, escapando da área jurídica ao consolidar padrões de conduta divergentes e incompatíveis, em contraponto às normas civilizadas, caracterizadas por autocontrole e controle social institucionalizado.

Em vários ambientes, mas particularmente nas escolas, que refletem todas as características de nossa sociedade, boas ou ruins, instala-se a prática da violência como busca de justiça, a ação punitiva individual e o fortalecimento da cultura de "ganhadores ou perdedores", que acentua o individualismo competitivo, o hedonismo e a ideia corrente do “tudo ao mesmo tempo, aqui e agora”.

O processo ensino-aprendizagem não é instantâneo, exige maturidade, reflexão e solidariedade, sendo, portanto, a antítese da selvageria e crueldade.

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A FEMINILIDADE: UMA CONSTRUÇÃO DO SER MULHER.
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A FEMINILIDADE: UMA CONSTRUÇÃO DO SER MULHER.

"A humanidade, assim como a psicanálise no decorrer da sua existência, demonstra ter um grande interesse no universo feminino. Como consequência desse interesse, surgiram muitos estudos científicos sobre a mulher, em diferentes campos de estudos. A psicanálise discute e estuda, desde sua origem até os dias de hoje, o tema da feminilidade. É, então, através da psicanálise, que este artigo pretende nos levar a entender algumas peculiaridades que ocorrem no desenvolvimento de uma menina e suas implicações na passagem pelo complexo de édipo."

A Coluna INcontros recebe nesta semana, a contribuição de Guilherme Silva dos Passos* e Ana Suy Sesarino Kuss**, sobre um tema debatido em várias áreas do conhecimento, que é o da feminilidade e a construção do ser mulher, mas o enfoque dos autores aqui é aprofundado através da Psicanálise. Vamos ao texto:

"Com base na leitura de alguns textos de Freud, tomando em especial três deles, Sexualidade Feminina (1931), Feminilidade (1933) e o Tabu da Virgindade (1918), foi possível notar fatos interessantes que ajudam a entender a constituição da feminilidade. Um dos fatos mais importantes que se fez notar nessa construção, é a enorme importância que tem para uma menina a relação entre mãe e filha, sobre a qual discorreremos aqui.

Inicialmente, Freud tentou entender a feminilidade em paralelo à masculinidade, atribuindo uma equivalência da passagem da menina à passagem do menino pelo complexo de édipo. Entretanto, em certo ponto do desenvolvimento de sua teoria, Freud anuncia uma diferença radical entre o modo feminino e o modo masculino de passar pelos tempos edípicos.

No texto “Sexualidade feminina” (1931/96) ele anuncia que a menina, diferentemente do menino, passa por um tempo anterior à sua entrada no complexo de édipo, tempo este, onde, tal como o menino, ela toma a mãe como objeto. Assim, a entrada da menina no édipo (diferentemente da do menino, que se dá ao tomar a mãe como objeto) implica em um movimento duplo: no abandono da mãe enquanto objeto e na tomada do pai como tal.

Assim, nesse artigo, Freud relata sobre a dificuldade da menina em abandonar e trocar o seu objeto original (que, no caso, seria trocar a mãe pelo pai), dificuldade esta que está vinculada com o abandono de sua principal zona genital, o clitóris, por uma nova zona, que seria a vagina. É importante destacar que, para a menina, esse primeiro objeto de amor, que é a mãe, vem de uma relação pré-edipica.

Neste mesmo texto, Freud (1931/1936) discorre sobre a possibilidade do imenso apego posterior que uma menina terá com o pai, poder vir a ser herança de uma relação anterior com a mãe. Segundo Freud (1931/1936), o complexo de castração para a mulher, muitas vezes, gera um sentimento de inferioridade em relação ao homem, que leva a garota a se posicionar de três maneiras possíveis:

Na primeira saída há uma inibição da sexualidade, causada por uma revolta geral com a sua sexualidade, devido à insatisfação da menina em relação ao seu clitóris, que é entendido por ela como um pequeno pênis.

Assim, abandona a fase fálica, prejudicando a sua sexualidade.Nas palavras de Freud (1931):

...a menina, assustada pela comparação com os meninos, cresce insatisfeita com seu clitóris, abandona sua atividade fálica e, com ela, sua sexualidade em geral, bem como boa parte de sua masculinidade em outros campos. (FREUD,1931/1996,p.141) Já na segunda saída, a menina, ao se deparar com a castração do falo, cria a esperança de um dia ter um falo. Sustenta-se pela fantasia de ser um homem um dia. Como Freud (1931) cita:

...a segunda linha a leva a se aferrar com desafiadora auto-afirmatividade à sua masculinidade ameaçada. Até uma idade inacreditavelmente tardia, aferra-se à esperança de conseguir um pênis em alguma ocasião. Essa esperança se torna o objetivo de sua vida e a fantasia de ser um homem, apesar de tudo, freqüentemente persiste como fator formativo por longos períodos. Esse ‘complexo de masculinidade’ nas mulheres pode também resultar numa escolha de objeto homossexual manifesta. (FREUD, 1931/1996, p.141)

A terceira saída acontece quando a menina consegue fazer a troca de objeto, tomando o pai como objeto, o que Freud considera como uma atitude feminina normal. Sobre isso, diz Freud (1931): ...só se seu desenvolvimento seguir o terceiro caminho, muito indireto, ela atingirá a atitude feminina normal final, em que toma o pai como objeto, encontrando assim o caminho para a forma feminina do complexo de Édipo. (FREUD, 1931/1996, p.141)

Foto e Arte Digital: Monika Serkowska

 

Freud (1933), após toda sua construção teórica a respeito da feminilidade, coloca a maternidade como uma possível saída edípica para a mulher, consequência da tomada do pai como objeto. Pode-se entender a maternidade como uma saída para a feminilidade na medida em que seria uma forma da mulher restabelecer seu narcisismo, abalado diante da falta fálica que a feminilidade lhe causou, diferentemente do menino, que tampona essa falta através da identificação fálica que ele faz através do “ter” um pênis.

Nos tempos de Freud, em que as mulheres passeavam pouco pela cultura, a maternidade seria, talvez, a única saída a ser pensada. Entretanto, com os avanços dos lugares e espaços que as mulheres ocupam na cultura, podemos entender que nos dias de hoje há outras saídas que as mulheres encontram para a feminilidade. O trabalho e o reconhecimento social, por exemplo, podem ser pensados como substitutos fálicos.

Entretanto, apesar de conseguir conquistar reconhecimento social e/ou mesmo a maternidade, isso não resolve toda a questão da feminilidade. Há, na mulher, algo que a torna misteriosa, incompreensível, “o continente negro” como descreve Freud (1926/1988, p. 242).

Sobre isso, o enigma da feminilidade, que comumente se apresenta como queixa no discurso de algumas mulheres, Freud (1931) relacionava ao obscuro, como algo que ele mesmo não conseguia dizer sobre uma mulher. Norteada pelos estudos de Freud sobre a feminilidade, Valdivia (1997) descreve que em uma mulher sempre há “algo de verdadeiro e falso, luz e sombra, escuridão e rutilância” (VALDIVIA 1997, p.27).

Lacan (1973) cunha ao feminino o conceito de não-todo, que implica a mulher a algo de ordem indizível, a algo que não pode ser dito. Segundo Lacan (1973), é um gozo a mais, presente nas mulheres, que ele nomeia de gozo místico ou gozo feminino, o que lhes dá um ar enigmático.

É preciso destacar que quando Lacan diz desse gozo a mais, ele diz de um gozo do sujeito feminino enquanto modo de gozar, e não enquanto sujeito da anatomia, por isso o gozo feminino pode ser atribuído tanto a algumas mulheres quanto a alguns homens. Aliás, desde Freud, sabemos que ser menino ou ser menina é a consequência de uma posição em relação à castração, e não algo que seja determinado pela biologia do corpo.

Se, por um lado, os sujeitos masculinos se identificam como aqueles que têm o falo, e por esse atributo fazem conjunto, por outro lado, os sujeitos femininos não encontram uma identificação que dê conta de seu ser, apresentando impasses para a formação de um grupo homogêneo.

As mulheres são únicas e só podem ser contadas uma a uma. Não ha mulher “artigo definido” para designar o universal, pois não há nela um significante que lhe seja específico (VALDIVIA,1997, p.23)

Ainda para a autora, não há algo que referencie ou identifique o feminino, que possa apresentá-lo como um conjunto fechado. Com isso, há uma singularidade especificamente feminina - por isso, as mulheres, ou melhor dizendo, os sujeitos femininos, só podem ser contados no um a um. Lacan (1972) explica essa singularidade feminina dizendo que “A Mulher não existe” (p.109), e seria o fato de não existir que se dá a sua existência como ideal, pois Lacan (1974-1975) descreve que o que não existe, é um conjunto que faça a mulher se identificar.

Para que fique claro, Freud (1925) pontua que, ao se diferenciar frente ao corpo de um menino, a menina vai se sentir frustrada, sem algo para se referenciar/identificar-se. Miller (2010), também, atribui e essa fase (castração), o fato das mulheres terem uma maior intimidade com o Real (inconsciente/ilimitado). Assim, Miller (2010) atribui ao sujeito feminino, uma castração de origem, que teria vindo de um tempo pré-edípico, em termos freudianos.

Portanto, o feminino coloca-se no lugar daquele que não tem algo, que se vê faltante, e simboliza essa falta, tão primitiva, como uma falta fálica. Mas, Lacan nos alerta, ao dizer “não é porque ela é não-toda na função fálica que ela deixa de estar nela de todo”. (LACAN, 1972, p.100). Com isso Lacan (1972), mostra que o feminino está para além do gozo fálico, mas regido pelo mesmo.

Lacan (1972) ao dizer da inexistência da mulher, compreende que a feminilidade se relaciona com a falta de um significante que a represente, que lhe dê o lugar de mulher. Miller (1988), ao falar sobre a possibilidade de pensar que a mulher possui um lugar - mesmo não existindo como significante num vazio - discorre sobre o os semblantes, como algo que lhe auxiliará na busca para ser “toda”.

Zalcberg (2012) descreve que uma mulher, ao buscar identificar-se a um significante que lhe dê consistência em termos de sexualidade, (significante esse que não existe), ao invés de se encontrar, irá se tornar dual, se deparando com o que não há, com um vazio, que pode vir a devastá-la. Por não existir um modelo único para se basear, uma mulher irá se tornar Outra, ou Outras, a partir dela mesma.

Alguns fatores podem levar a mulher à devastação, um desses, é a demanda de amor que uma mulher pode vir a cobrar de seu parceiro no amor. Lacan (1975) descreve que uma mulher para um homem é um sintoma, porém, o homem para a mulher é pior do que um sintoma, é uma devastação para a mesma - atribuindo a devastação ao modo de amar de uma mulher. Zalcberg (2013) acentua que essa devastação ocorre, pois a mulher, na relação com o homem, espera ser amada e desejada por aquilo que não é, buscando ocupar lugar do falo, na intenção de ser causa do desejo de seu amante.

É então, enquanto aquilo que Lacan descreve como “inexistência da relação sexual propriamente dita” (LACAN, 1972-1973, p. 94), que pode-se dizer que tanto o homem quanto a mulher não se relacionam entre si, mas sim, através do falo.

Há então uma forma de o homem lidar com essa questão da não existência da relação sexual e uma forma de a mulher lidar com ela. Entre essas formas diferentes, há a considerar o que um parceiro exige do outro. O homem, em sua forma fetichista de amar, faz da mulher um objeto fetiche, um objeto a, causa do seu desejo, enquanto a mulher, em sua forma erotomaníaca de amar, faz do homem um Outro que fala, que lhe fala. (ZALCBERG, 2013. p. 472)

Zalcberg (2003) descreve que homens e mulheres se posicionam de maneiras diferentes diante do amor. O homem se relaciona sexualmente com a amada pela imagem dela, pelo recorte que tem de uma mulher, inconscientemente colocando a mesma como seu objeto fetiche. Já a mulher, busca no homem, aquele que fale dela, na intenção de encontrar no corpo do homem o significante de seu desejo.

Descreve Lacan (1972/2001), que a relação entre mãe e filha, onde a menina espera da mãe a transmissão de um significante da feminilidade, pode se tornar devastadora, quando a mãe se mostra impossibilitada de transmitir a chave que falta para a menina se sentir completa. Lacan (1972) nos diz sobre uma relação de devastação da menina com a mãe, que se promove por uma frustração da filha, ao esperar da mãe o que é impossível de ser transferido, atribuindo à mãe não ter passado para ela o que falta para poder se sentir completa.

A construção teórica feita até aqui, permite-nos entender que isso que se apresenta como falta na feminilidade, está ligado à relação da menina com a mãe no pré-édipo. Zalcberg (2003) descreve o quão difícil é para uma menina separar-se da mãe no pré-édipo e que as dificuldades nessa separação podem direcioná-la, de alguma maneira, para a devastação, dificultando o processo de construção da feminilidade de uma mulher.

O impasse na construção a feminilidade é que esse deslocamento da menina, da mãe para o pai, nunca se faz por completo. Mesmo que a intervenção do pai seja importante para a construção da menina como sujeito, essa função paterna não fornece o que a menina busca como uma identificação feminina, esta identificação terá de ser percorrida em sua relação com sua mãe e consigo mesma.

É nessa relação pré-edípica com a mãe, da qual a menina nunca chega a sair completamente, que Zalcberg (2003) nos aponta que há algo - um resto não elaborado. Este, só se faz existente pela presença do significante paterno (castração) e pelo modo e como a menina vivencia isso. Na menina existe uma nostalgia em relação à mãe, o que nos faz pensar que esse corte simbólico introduzido pelo pai, deixa um resto daquela que se apresenta como mãe, fazendo com que a mulher fique ainda intimamente conectada a essa mãe.

Assim, a menina deve endereçar ao pai uma saída que a liberte de sua relação exclusiva com a mãe. A função do pai tem uma participação importante nesta relação entre mãe e filha, pois caberá a tornar essa relação possível. Sem a mediação do pai, enquanto função, a menina fica condenada à mãe.

Winnicott (1988) descreve que a feminilidade de uma mulher passa pela existência de duas outras: da sua mãe e da mãe de sua própria mãe. Evidencia, assim, como se mostra importante a relação de uma menina com sua mãe para se construir enquanto uma mulher e também enquanto mãe.

Conclui-se que, no decorrer desse estudo, foi possível entender que a construção da feminilidade de uma mulher só pode ser pensada a partir da relação pré-edipiana de uma menina com sua mãe, e que há algo dessa mãe, que não se desvincula da menina-mulher, um resto não elaborado que marca um sentimento nostálgico dessa relação que se manterá presente.

Na construção da feminilidade, é disso que se trata, disso que escapa, por não se sustentar apenas pela identificação fálica, em termos freudianos – e pelo gozo fálico, em termos lacanianos. É por meio daquilo que lhe escapa, então, que uma mulher só pode encontrar como possível saída, a construção singular do que é ser uma mulher, na possibilidade de tornar-se única – para si mesma."

*Guilherme Silva dos Passos é Psicólogo, graduado pelo Centro Universitário Autônomo do Brasil - UniBrasil. Interessado sobre a feminilidade, Guilherme vem estudando a temática, através da psicanálise, desde ínicio da graduação. Frequentou programas de iniciação científica, monitória e grupos de estudos todos voltados a diversidade de gênero; sexualidade e loucura feminina. Atualmente, segue sua formação em psicanálise.

**Ana Suy Sesarino Kuss, psicóloga formada pela Puc-Pr, especialista em Psicologia Clínica: abordagem psicanalítica pela Puc-Pr, mestre em Psicologia pela Ufpr, Doutoranda em Pesquisa e Clínica em Psicanálise pela Uerj, professora do curso de Psicologia do Centro Universitário Unibrasil, autora do livro "Amor, desejo e psicanálise" (Ed: Juruá, 2015).

REFERÊNCIAS

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Freud, S., Sobre o narcisismo: uma introdução, (1914), In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago;(1996).

Freud, S., Sexualidade feminina. (1931), In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; (1996).

Freud, S., Tabu da virgindade., (1976 ?),In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud Rio de Janeiro: Imago; (1996).

Freud, s. (1925). Algumas Consequências Psíquicas Da Diferença Anatômica Entre Os Sexos. (Obras Completas). Rio de Janeiro: Imago.

Freud, S. Análise leiga , (1926)., In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, Vol. 20). Rio de Janeiro: Imago. (1988).

Lacan, J., A significação do falo. (1958), Escritos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; (1998).

Lacan, J., L'Étourdie. Autresécrits,. (1972), Paris: Editions du Seuil; (2001)

Lacan, J.,Seminário XX-Mais, ainda,. Rio de Janeiro: Jorge Zahar;(1973).

Lacan, J. (1975-1976/2007). O seminário, livro 23: o sinthoma. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.

Lacan, J., Le séminaire, livre XXII: RSI,( 1974/1975) Ornicar.

Lacan, J.,O seminário, livro 23: o sinthoma, (1975/1976), Rio de Janeiro: Jorge Zahar; (2007).

Miller, J.-A,.Unrépartitoiresexuel: maladies d´amour. (1988), La Cause freudienne.

Miller, J. Mulher e Semblentes I, Opção Lacaniana online nova série/ Tradução: Maria Angela Maia. (2010). Obtido. Disponível em: http://opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_1/Mulheres_e_semblantes_I.pdf Obtido em: 15 de agosto de 2014.

Valdivia, O. B., Psicanálise e feminilidade: algumas considerações. Brasília. (1997). Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1414-98932011000300009&script=sci_arttext>. Obtidoem: 30 de maio de 2014.

Zalcberg, M., A relação mãe e filha. (2003), Rio de Janeiro/São Paulo: Campus.

Zalcberg, M., A Devastação: Uma Singularidade Feminina. Rio de Janeiro: Tempo Psicanalítico. (2012). Disponível em :http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-48382012000200013&lng=pt&nrm=iso&tlng=PT. Obtido em: 11 de abril de 2014.

Winnicott, D.W., Conversations ordinaires. (1988), Gallimard.

   
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