nov 21, 2017
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Quanto do seu dia você reserva para aquele livro que continua solteiro na estante? para aquela receita de ceviche que você viu no "Masterchef"? para aquelas fotos de mil novecentos e balão mágico que prometeu digitalizar? para aquele sol na varanda rico em vitamina D?

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maio 03, 2017

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Neste momento me pergunto se as notícias de horror de outros países, que são apresentadas aos europeus, não serviriam também como uma forma de propaganda, como uma forma de construção da sua própria identidade.
A FEMINILIDADE: UMA CONSTRUÇÃO DO SER MULHER.
ago 25, 2017

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A Coluna INcontros recebe nesta semana, a contribuição de Guilherme Silva dos Passos* e Ana Suy Sesarino Kuss**, sobre um tema debatido em várias áreas do conhecimento, que é o da feminilidade e a construção do ser mulher, mas o enfoque dos autores aqui é aprofundado através da Psicanálise.
Direitos da pessoa humana e as violências no Brasil
abr 18, 2017

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CHEGAMOS AO LIMITE?
out 26, 2017

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Numa visão simplista, a escravidão no Brasil foi apenas aquela monstruosidade que se cometeu por séculos contra índios e negros, e que teria sido “abolida” em 1888; isso é uma face dolorosa e vergonhosa de parte da verdade, mas está longe de ser toda a verdade. A pessoa escravizada não é somente aquela privada de liberdade e submetida a trabalhos forçados, é todo ser humano de quem se rouba a dignidade e os direitos fundamentais.

Adultos analfabetos, crianças fora do sistema escolar, moradores de rua, violência, ausência de saneamento e inúmeras outras mazelas, aderidas ao horror diário que chega de Brasília, com negociações imundas para a manutenção da imunidade/impunidade de figurões abaixo de qualquer suspeita, deveriam ter nos habituado aos absurdos que se pode cometer no exercício do poder.

Benesses, afagos, cargos, indulgências tributárias e plenárias, fatos antigos, embora tenham chegado a um paroxismo sem qualquer pudor, não nos levariam à suposição de que se fosse ao ponto de tentar restaurar formalmente a escravidão.

Foto1: Sebastião Salgado

No entanto o Ministério do Trabalho e Emprego baixou portaria que “flexibiliza” o conceito de trabalho escravo em nosso país, segundo a qual o trabalho em condição degradante, as jornadas exageradas e o trabalho forçado podem ser tolerados em uma sociedade civilizada desde que a vítima (o trabalhador) tenha concordado com isso.

Certo que grandes áreas do Brasil não são exatamente civilizadas, e pensemos no imenso poder de pressão que empresários mal-intencionados têm frente a trabalhadores pouco esclarecidos, até mesmo analfabetos, em situação de penúria – que labutarão anos a fio apenas para pagar sua própria comida e abrigo, embora estes estejam muito abaixo do que se concederia aos animais, e que mesmo neste caso caracterizariam desumanidade contra aqueles mais vulneráveis.

Agora, aquelas condições análogas à escravidão apenas se caracterizam dessa forma se os trabalhadores forem mantidos presos no local de trabalho; como se a impossibilidade de sair dele ou procurar outro emprego, sem ressarcir passagens e alimentação a preços extorsivos, já não fossem prisão não declarada. Simplificando: não havendo senzala não é escravidão, os grilhões econômicos, financeiros e o uso da brutalidade passam a não ter a mínima importância.

Outro dado absurdo: a lista das empresas envolvidas com trabalho escravo, que deveria ser levada a público no mínimo duas vezes ao ano e por determinação da área técnica do Ministério, passará a depender da “determinação expressa do ministro”. É desafiador imaginar como o ministro conseguirá tempo e competência, dentre as suas inúmeras atribuições (supomos), para filtrar as informações incômodas e determinar “expressamente” a publicação das restantes, o que provavelmente ocorrerá apenas em anos bissextos.

Foto2: Sebastião Salgado

Num país onde proliferam favorecimentos aos amigos, onde se compram votos a peso de ouro – com verbas públicas, evidentemente -, em que flagrantes explícitos de malversação do erário são apenas perseguições da mídia golpista, é fácil ver onde usamos o nariz vermelho do palhaço. Sem ofensas ao palhaço, trabalhador honesto e dedicado.

O setor agropecuário é essencial para o país, além de produzir alimentos gera divisas importantes com a exportação, e é um dos segmentos da economia que mais cria e mantém empregos formais distantes da degradação do trabalho escravo. É lamentável que alguns de seus representantes, talvez espúrios, valham-se da fragilidade de um governo pouco legítimo e em situação de pânico para tentar impor condições de trabalho indefensáveis para brasileiros.

Em meio a tanta infâmia é um consolo que possamos nos orgulhar do Ministério Público do Trabalho, dos auditores responsáveis pela área, por muitos representantes da sociedade civil e até pela Organização Internacional do Trabalho, que não dobraram a espinha e fazem o possível para evitar uma catástrofe humanitária e legal. Tudo tem limites.

A ciência e a bola
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Como os avanços da fisiologia e da preparação física tornaram possível a revolução tática da seleção holandesa na Copa de 74.
Poesias, imagens...
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Poesia não é fórmula matemática, e a ciência não é capaz de explicá-la...

Também por estes motivos, quando se cria uma imagem a partir de um poema, ou vice-versa, o resultado sempre sairá diferente. Uma pessoa que de forma livre desenha, pinta ou fotografa inspirada por uma poesia, obterá um resultado único. Da mesma maneira, cada um de nós que escrever inspirado em imagens, tanto reais, quanto fictícias ou imaginárias, escreverá algo singular, e isto porque o elemento "humano" não é exato, ele se conecta com a Poesia das coisas (igualmente inexata), e seus frutos são sempre novos e muitas vezes inesperados... Esta foi somente uma breve explanação para mostrar a vocês os resultados de algumas experiências envolvendo Poesia e imagem. Abaixo estão poemas de minha autoria (Victor Canti) que serviram de inspiração para as ilustrações da artista Júlia Niero Páfaro:

Flor, imagem e essência Paciência em vida Existência visível da esperança

Flor - Ilustração 1

Flor - Ilustração 2

 

O Grande Ditador

Pólvora, sinto seu gosto e sua fúria Ao meu irmão e a mim feriu no peito Um rio sedento de ambição e de lamúria Conduziu a nação ao mesmo leito

No coração de ferro pulsa óleo Comprado à custa de sangue humano É o ouro negro das misérias Entupindo-nos em ambiente urbano

Ruas mortas, acinzentadas Hora do toque de recolher A estupidez está armada Em busca de glória e poder

Precisamos de força renovada Não a mesma que faz sofrer O amor é a evolução da estrada Unindo-nos para verdadeiramente Ser

O Grande Ditador 1

O Grande Ditador 2

 

É feito na causa

O efeito é a causa Do efeito da causa Efeito que causa Causa efeito causa Causa que causa Efeito causa causa Efeito na causa

É feito na causa

  Este é um outro exemplo, em que uma fotografia que tirei serviu de inspiração para a escrita de um amigo de longa data, Mateus Rosa:

Das partes que deixamos passar...

Espaços... Vãos... Inválidos? Ou válidos? (...) Como saber? (reticências novamente)

E por fim, uma fotografia feita pelo Mateus que também me serviu de inspiração para escrita:

Foto: Mateus Rosa

O fato que alimenta o fado é fardo Pesadelo

aglomerado de cinzas na glória dos pulmões petrificados...

"A complexidade da Poesia é a mesma da existência / bem maior do que se pensa..."