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dez 14, 2018

Ensino de Artes: A abordagem Triagular de Ana Mae Barbosa

Eliane dos Santos de Oliveira

Vanisse Simone Alves Corrêa

O surgimento da abordagem triangular objetivava a  melhoria do ensino da arte, na busca pelo entendimento da mesma e também uma buscava uma mais aprendizagem significativa. Preocupou-se pela busca de um conhecimento critico não somente para os aluno, mas também para os professores. Nos anos 90 a abordagem Triangular passou a ser colocada em prática. Inicialmente foi chamada de Projeto Arte na escola.  Mais tarde, ficou conhecida como  Triangular e/ou Abordagem Triangular. Entre essas duas nomenclaturas foi escolhido o nome de Abordagem Triangular (Barbosa, 2010, p.11). É fundamental ressaltar que a Abordagem Triangular não se refere a um modelo ou método, mas tem o objetivo de focar na metodologia adotada pelo professor nas suas aulas práticas,  sem vinculo teórico padronizado, a fim de não engessar o processo. Fica evidente portanto, que  a abordagem Triangular não se enquadra para quem quer seguir um método padronizado, ele  requer a  liberdade de obter conhecimento critico  reflexível  no processo de ensino [...], ajustando-se ao contexto em que se encontra (Machado, 20010, p.79). A Abordagem Triangular é uma abordagem diálogica. A imagem do Triângulo abre caminhos para o professor na sua prática docente. Ele pode fazer suas escolhas metodológicas,  é permitido mudanças e adequações, não é um  modelo fechado, que não aceita alterações. Não é necessário seguir um passo a passo. Para Barbosa ” (...)  refere-se à uma abordagem eclética. Requer transformações enfatizando o contexto” (Barbosa, 2010, p. 10).  

Fonte: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/337/AE%2010%20-%20DF.pdf?sequence=1&isAllowed=y

  Segundo Novaes (2005),  a Abordagem Triangular aponta que é importante pensar, questiona  o que é  a imagem, o uso da imagem, a imagem do cotidiano  da história da arte e da cultura na sala de aula. É necessário fazer uma leitura crítica da produção da imagem das coisas e de nós mesmos.  Não depende só do sujeito a maneira como se vê uma imagem. É necessário também interpretar a mesma. A imagem visível aguarda uma leitura invisível que é revelada a cada deslocamento que ela faz. Para  Dewey e Freire (2010),  uma boa leitura de mundo artístico ocorre a partir do contexto em que se vive. Porém isso não significa focar só no ensino cotidiano do aluno, mas contribuir para que eles consigam fazer uma leitura crítica e contextualizar a imagem multicultural, podendo identificar  e não apenas apreciar, mas também comentar a beleza das imagens em uma sociedade em desenvolvimento sociocultural cumprindo o papel político de transformação social partindo do pressuposto das imagens artística (Dewey e Freire, 2011). Sobre a prática educativa do professor do ensino básico,  a Abordagem Triangular mostra seu valor nas artes visuais. Para o professor contemporâneo/artista, pode possibilitar uma análise crítica do seu próprio fazer, quando atuam como artistas e professores de artes visuais. É também interessante fazer uma análise no processo de expressão do professor artístico e do aluno artista que experimenta. Quando é algo mecânico e sem causa poética, não passa a singularidade do trabalho artístico produzido. O trabalho artístico passa sensibilidade e emoção. A Proposta Triangular da Prof.ª Ana Mae Barbosa possui estruturantes, a seguir descritos:  a contextualização, a apreciação e a produção.  

Fonte:  PÓVOA, M. A. M., 2012

  O eixo contextualização abrange os aspectos contextuais que envolvem a produção artística como manifestação simbólica histórica e cultural. nesse eixo, observa-se o que se transforma e como se revelam as representações que os grupos fazem de si e dos outros. Ele abrange, também, a análise das relações de poder que criam certas representações, diferenciando e classificando hierarquicamente pessoas, gêneros, minorias (PEREIRA, 2013, p. 22) A contextualização da obra permite entender em que condições a mesma foi produzida, bem como as relações de poder que estão implícitas nessa produção. Já Pereira (2018) define o eixo da apreciação da seguinte maneira: O eixo de apreciação está organizado diante de aspectos que lidam com as interações entre o sujeito e os artefatos da arte. Nesse eixo são mobilizadas competências de leitura que requerem do sujeito o domínio dos códigos estruturantes e suas relações formais. na apreciação também estão entrelaçados os aspectos simbólicos da produção artística e como a pessoa que dialoga com o artefato atribui a ele determinados significados. Aqui se operam uma série de relações provocadas pela interação entre sujeito e objeto. No eixo de produção, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas. Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica. O sujeito mobiliza conhecimentos tanto conceituais quanto procedimentais, inventando tecnologias, adaptando materiais, articulando ideias (PEREIRA, 2013, p. 22). Esse eixo possibilita a percepção das interações entre os componentes dos objetos artísticos, na relação que ocorre entre o sujeito e a própria obra de arte. Sobre o eixo da produção, Pereira (2103), esclarece: No eixo de produção, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas. Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica. O sujeito mobiliza conhecimentos tanto conceituais quanto procedimentais, inventando tecnologias, adaptando materiais, articulando ideias (PEREIRA, 2013, p. 22).   É nesse eixo que o aluno já tem condições de produzir. Todas as etapas que ele já percorreu permitem que ele se lance na produção artística, de modo qualificado, crítico e sensível.   Eliane dos Santos de Oliveira é graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR, campus Paranaguá.   REFERÊNCIAS: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 27. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. IAVELBERG, R. Para gostar de aprender sala de formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003. PARANÁ.  Diretrizes Curriculares para o Ensino de Artes. Disponível em http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_arte.pdf Acesso em 12 MAI. 2018. SALGADO, E. de C. V. de C.  Desenvolvimento e Inclusão Social de Pessoas com Deficiência. Universidade de Taubaté. (2013.) Dissertação de Mestrado. SANTOS, Santa Marli Pires dos. Educação, arte e jogo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2007. SILVA, Luis Eron da. Reestruturação Curricular: novos mapas culturais, novas perspectivas educacionais. Porto Alegre: sulina, 1996. In://www.bdtd.unitau.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=65Acesso em 20.08.18
TROJAN, R. M .A arte e a humanização do homem: afinal de contas, para que serve a arte? In: Educar em Revista. no.12 Curitiba Jan./Dez. 1996.
 
Resenha Crítica de "A Ilha" (The Island)
dez 03, 2017

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Um grande laboratório situado em uma plataforma marítima produz clones humanos que nada mais são que uma apólice de seguros para seus clonados e fonte de riqueza para seus produtores.
A FEMINILIDADE: UMA CONSTRUÇÃO DO SER MULHER.
ago 25, 2017

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A Coluna INcontros recebe nesta semana, a contribuição de Guilherme Silva dos Passos* e Ana Suy Sesarino Kuss**, sobre um tema debatido em várias áreas do conhecimento, que é o da feminilidade e a construção do ser mulher, mas o enfoque dos autores aqui é aprofundado através da Psicanálise.

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jul 17, 2019

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Quando nasci em 1959, meu pai tinha 50 anos. Ser filho de pai velho, no entanto, acrescenta algumas variantes em nossas personalidades, transformando-nos em pessoas um pouco diferentes. Contaram-me, certa vez, que quando eu era ainda um bebê e não parava de chorar por algum motivo, meu pai me enrolava em uma manta e me deitava no tapete da sala, sob a radiola. Ligava o aparelho e esperava as válvulas se aquecerem. Logo depois, sacava de sua coleção um pesado disco de vinil, regulava para 48 ou 33 rotações por minuto e colocava a agulha no começo daquela bolacha preta, que já estava girando na velocidade adequada – eu dormia melhor ao som dos tangos. Naquele tempo era assim mesmo. Especialmente em Santo Antônio da Platina, cidadezinha do norte do Paraná, próxima da fronteira com São Paulo. Eu cresci ouvindo, reconhecendo e, depois, cantando no chuveiro todos os principais tangos, decorando as letras e os nomes de alguns compositores, como Gardel, Discepolo, Cadícamo. Le Pera, amigo de Gardel e seu parceiro em tangos como Mi Buenos Aires Querido, Melodia de Arrabal, Por Una Cabeza, na verdade se chamava Alfredo Pereira, um brasileiro natural de São Paulo, que mudou-se para Buenos Aires no começo do século XX, transformando-se num dos maiores compositores do gênero, até sua morte, juntamente com Gardel, no famoso desastre aéreo em 1935, em Medellin, Colômbia. Anos depois, já na faculdade, ousei comentar com um aluno argentino, sobre sua herança cultural, que o mundo todo já havia cantado. Mas ele, talvez porque à época do golpe militar na Argentina, estava bronqueado com seu país, me devolveu a gentileza com um ríspido argumento (típico?): “Tango é coisa de corno. Só se fala de traição, abandono, amor não correspondido e nostalgia. É muito passional”. – disse aquilo e calou-se sobre o assunto. Ora, pensei comigo tempos depois, quais seriam os ingredientes da paixão, senão fossem a traição, o abandono, o amor não correspondido e a nostalgia (saudade)?  Mas, naquela época nós não confiávamos em quem tinha mais de trinta anos, portanto, deixei o tango de lado por algum tempo. Recentemente, depois da chegada do pós-modernismo e do retorno do brega-chique, a patrulha ideológica da inteligenztia  arrefeceu. O preconceito estético contra o tango foi se esvaindo, deixando revelar a superioridade de seus arranjos, os acordes impossíveis do bandoneón, o ritmo carregado, bem definido. Redescobriram a universalidade do tango, agora elevado ao mesmo patamar do blues, jazz e bossa nova. E as letras? Bem, as letras... são de tango. O blues é um lamento caipira de negros americanos, mas em inglês parece vip. Brega somos nós, latinos, quando expomos impudicamente nossa cultura por aí afora, ao invés de nos alinharmos à estética dominante. Em tempos de Mercosul, basta conhecer um pouco de espanhol para se compreender a maior parte das histórias que são narradas pelos tangos. Mas não é só espanhol, há o lunfardo, um dialeto portenho do começo do século XX, falado pelos malandros dos arrabaldes e pela prostituição no cais, especialmente para fugir ao controle social e da polícia. Todo aquele linguajar buscava nominar coisas, personagens, ações, que eram do cotidiano da malandragem, como a palavra malevo/maleva que significava, ao mesmo tempo: malandro, malicioso, esperto, vivaldino.  O lunfardo está muito presente em alguns dos tangos mais famosos, como no Mano a Mano (Gardel – Flores - Razzano). Em determinada parte da música, a letra segue assim: ...Se dio el juego de remanye,/quando vos, pobre percanta,/gambeteabas la pobreza/ en la casa de pensión/... O termo “percanta” é lunfardo e significava “per quanto”, expressão originalmente italiana, que fazia parte da pergunta a uma prostituta. Por quanto ela faria o serviço. A história se resume ao caso de um gigolô que perde sua amante para um ricaço. Como se vê, não é só no Brasil que os gigolôs se apaixonam. A Media Luz (Lenzi – Donato) é outro tango famoso, que descreve o interior de dois prostíbulos, um deles na Calle Corrientes, 348, segundo andar, sem porteiro nem vizinho. Certamente um antigo e imenso apartamento, chique, com piso de madeira instalado por Maple, como diz a letra. O tango quase sempre evoca uma época passada, onde tudo parece mais vívido, mais apaixonante, querendo dizer que a virtude e o amor só eram verdadeiros naquele passado mítico. A letra de Volver (Gardel – Le Pera) é bastante reveladora dessa “utopia pelo avesso”, quando descreve o retorno de um homem a um endereço de sua juventude, envergonhado de seus cabelos brancos e suas rugas pela face, mas com a remota esperança de encontrar sua amada, que ele abandonara no passado. Cuesta Abajo (Gardel – Le Pera) também é um clássico do abandono. Sua história é mais ou menos assim: “Se arrastei por esse mundo/ a vergonha de haver sido/ e a dor de já não ser,/sob a aba do chapéu/quantas vezes empoçada/uma lágrima assomada/eu não pude conter./Se cruzei pelos os caminhos/como um pária a quem o destino/ se empenhou em destruir,/se fui frouxo, se fui cego,/ só quero que compreendam/ o valor que representa a coragem de querer...”. Seria possível discorrer por toda a literatura de folhetim dos tangos, sem desviar daqueles ingredientes catalogados pelo estudante argentino (traição, abandono, amor não correspondido e saudade).  O tango também é especial, por se tratar de uma música com endereço. Não é possível pensar o tango sem Buenos Aires, seus caminitos, seus bairros populares, da primeira metade do século XX. As imagens da Buenos Aires dos tangos são tão impressionantes, que ainda me fazem evitar uma visita à real Buenos Aires. Minha recusa de ir a Buenos Aires, especialmente agora quando os pacotes turísticos estão bem mais acessíveis, representa uma heresia imperdoável para um amante do tango. Mas talvez compreensível. Pois tal como os tangos, que mitificam o passado glorioso daquela cidade, ao mesmo tempo que cantam sua impossibilidade, ir à verdadeira Buenos Aires pode quebrar um encanto que ainda acalento, quando oigo la queja de un bandoneón, [e] dentro del pecho pide rienda el corazón. (Mi Buenos Aires Querido [Gardel – Le Pera]).
set 29, 2017

A beleza e a força na estética da imagem do Arcanjo Miguel

Significado da imagem do Arcanjo Miguel.
ORGULHO DE SER IGNORANTE
abr 11, 2019

ORGULHO DE SER IGNORANTE

Dentre os pecados capitais, a soberba que engloba o orgulho excessivo, a arrogância e a vaidade, mereceu atenção especial do filósofo São Tomás de Aquino: um pecado tão grave e amplo que deveria ser destacado dos demais e, na verdade, estaria na raiz de todos eles.

Em nossa época secular, a psicanálise ocupou parte do espaço da teologia, mas da mesma forma, muitos psicanalistas encontram na base do sofrimento de seus pacientes a dificuldade de autoconhecimento, o que exige humildade, reconhecimento e aceitação de “fraquezas e pecados”, da própria humanidade enfim.

A reação mais comum às próprias deficiências em nosso tempo de vaidade explícita é negá-las, tentar descreve-las como vantagens, assim é que políticos em posição de destaque orgulham-se de nunca terem aberto um livro, empresários que obtém relativo sucesso afirmam que “aprenderam na vida” e que escola não é importante, tudo que possa parecer cultura é tido como ofensa aos menos “privilegiados”. A ignorância passou a ser motivo de orgulho ostensivo.

Nicolau de Cusa, filósofo e teólogo alemão, em meados dos anos 1440 escreveu uma obra até hoje atual, A Douta Ignorância, em que discorreu sobre saber daquilo que não sabemos; a relevância de saber aquilo que se ignora. Disse ele: “com efeito, nenhum outro saber mais perfeito pode advir ao homem, mesmo ao mais estudioso, do que descobrir-se sumamente douto na sua ignorância, que lhe é própria, e será tanto mais douto quanto mais ignorante se souber”. Ecoa Sócrates: “só sei que nada sei”.

Não parece ser disso que se trata, pois hoje aqueles que se orgulham de suas ignorâncias não parecem saber que não sabem, são vaidosos da ignorância em si, como se esta fosse uma qualidade de brilho próprio - ignorar doutamente exigiria um trabalhoso processo de obter conhecimento sobre as limitações que temos.

Já dizia Nicolau de Cusa que existiam dois tipos de ignorância, a ignorância ignorante, que sequer sabe que ignora, e a ignorância douta, que sabe que ignora e, principalmente, o que ignora. É do conceito de ignorância douta fundamental no paradigma da modernidade ocidental que, no afã de controlar o não sabido e superar todas as lacunas, advém o progresso e as bases de nossa civilização.

Navegando entre livros. Fonte da imagem: https://www.pololungro.edu.it/circolari-e-avvisi/356-nuovo-anno-scolastico-2018-2019.html

Assim, a douta ignorância não permite a arrogância, apenas a humildade de buscar a verdade mesmo sabendo que esta será impossível de atingir, pois aquilo além dos limites, a verdade, não nos impede o possível, ou seja, a veracidade.

A diversidade do mundo certamente nos causa incertezas e estranhezas, experiências sobre o mundo e os demais nos cobram seu preço, a moderna ciência não é passível de ser captada na sua totalidade, e a douta ignorância admite pluralidades, assimetrias, pois a diversidade das culturas humanas acarreta também uma questão política – alguns países ou regiões dentro de um mesmo país mostram-se aparentemente mais vocacionados às atividades da apreensão, seja por questões financeiras, de meio ambiente mais estável, de menor ou maior IDH.

Dominar símbolos, paradoxos, realizar conjecturas, perceber sinais, auxiliam sobremaneira o processo cognitivo, porém não eliminam o atingimento de novas fronteiras do desconhecido, todos os problemas que enfrentamos resultam em interpretar o presente com base no passado, para perguntas fortes temos apenas respostas fracas.

Assim como um saber só pode existir dentro de uma determinada variedade de saberes, também a ignorância é constituída por uma gama imensa de desconhecimentos, pois o limite da aprendizagem será sempre constituído pelo que é ignorado por nós, e quanto menos conhecemos de nossas limitações e potencialidades, menor será a consciência própria diante dos demais.

Uma novidade perturbadora nesta senda é a ressuscitada teoria da “Terra plana”, algo superado há séculos, mas a resiliência das pessoas não pode ser subestimada, quando algum prosélito for confrontado com uma das provas cabais da redondeza da Terra, o fato de que se pode chegar ao mesmo ponto viajando do ocidente para o oriente, provavelmente manterá sua sandice intacta mudando a teoria para a da “Terra cilíndrica”.