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“ROTAS LAIRIANAS” – NOVA OBRA FOTOPOÉTICA DE LAIR LEONI BERNARDONI

Lair Bernardoni, fotógrafa e escritora retorna às livrarias com uma nova obra, “Rotas Lairianas”, que reúne os traços mais marcantes da artista catarinense: suas viagens em torno do mundo e o seu lirismo que é passaporte da sua trajetória na vida e na arte. Um livro “cardiolairiano”, segundo seu editor, Joel Gehlen.

“A viagem essencial, é aquela em que levamos o corpo ao lugar onde esteja o coração”

“Nasci de pai Artista, menina de infância feliz e rara e a Arte nos habitava a casa como quem se adona de um lugar para ficar. Ficou. Minha obra na escrita difere pouco da fotografia. É imagética, olho que vê, sente, quase delira e escreve pela emoção e com ela.

Nesta quarta obra, ROTAS LAIRIANAS entram as viagens de ir e vir, mas está enriquecida com cruzamentos de gente que passa a povoar os dias nas lembranças únicas e privilegiadas de encontrosserendipityanos (sempre me envolvem), o que as tornam únicas porque vividas, de vez que não escrevo, (nem sei como) por ficção. Vivi todas elas e as imagens fartas no livro, que te levam ao desfrute de aldeias, lugares inusitados, gente da melhor essência que estavam no caminho.

Além da geografia mapeada pela diversidade, há um relicário de alguns momentos da infância, preciosos, porque além de reais, te levam a querer ser menina lairiana tão diferente de tantas outras. Não sofro dificuldade em fazer melhor ou diferente de quem escreve com emoção sobre viajar.

Isso explica como a mídia foi e está sendo generosa e o livro ganha o leitor que me devolve em palavras “eu quero ir lá “. Penso ainda que se houver tempo de vida saudável possa mostrar meu SÃO FRANCISCO DE SOL, onde nasci e meu marido e eu plantamos a beira mar um Farol visionário de ser feliz! Ele partiu antes, mas está como presença linda e forte de um homem ideal para fazer uma parceria com quem elegeu ser feliz e viver 60 anos juntos.

E como meus filhos enveredaram pela arte fotográfica, quem sabe, eu consiga fazer uma grande exposição e bem colocada de “Quatro clicks BERNARDONI” ?!  (L.L.B.)

Lair Bernardoni no Farol, São Francisco do Sul, SC.

Após 12 anos, Lair Bernardoni retorna às livrarias com uma nova obra, “Rotas Lairianas”, que reúne dois traços marcantes da artista catarinense: suas viagens em torno do mundo e o seu lirismo que é passaporte da sua trajetória na vida e na arte. O livro foi inicialmente apresentado ao público em um evento especial no espaço Compartilhe Livros, em Balneário Camboriú, Santa Catarina, em fevereiro deste ano. Além do lançamento do livro, uma mostra de imagens da artista presenteou os convidados.

A feliz parceria de Lair com a Editora Letradágua, trouxe a público um livro com refinado acabamento, impecável diagramação além é claro, de belíssimas imagens. Lair fez sua estreia literária com “Girassol-Giralua” (2000). Foram publicados depois, “Pinceladas de Luz” (Baumgarten, 2006) e “Azas Azuis” (Letradágua, 2007), obras de grande repercussão junto a especialistas e grande acolhimento por parte do público.

Carnevale di Venezia, As Máscaras, pág. 48

A obra fotográfica de Lair Bernardoni ganhou o mundo na década de 1980, quando ingressou no elenco do The Image Bank, sendo comercializada em países do Ocidente e Oriente, nas 76 sucursais que dispunha o Banco de Imagens mais famoso do mundo. No Brasil e no exterior, suas imagens espelharam capas de livros, perfumes, discos e peças publicitárias de grandes empresas.

“Collonge-la Rouge”, Vale de Dordogne, pág. 28.

Foi a única fotógrafa-mulher da América Latina nesse elenco criativo titulado com o The Best in The World. Sua criação integra também acervos museográficos como o Musée Français de  la Photographie, parte integrante do Museu do Louvre, na França.  Lair realizou inúmeras exposições individuais no Brasil, inclusive no MASP (Museu de Arte de São Paulo), e nas principais capitais do mundo como Roma, Paris, Whashington, Viena e Atenas.

“Alberobello”, Púglia- Itália, pág. 147

Em sua apresentação, o editor do livro, Joel Gehlen, define que a obra “é um cardiopassaporte que nos faz valsar entre terras e trilhos que não se deixam medir nas distâncias, mas pelas milhagens da indecifrável emoção. Em todas as idas e vindas, buscamos realizar a viagem essencial, aquela em que levamos o corpo ao lugar onde esteja o coração”.

 

SERVIÇO:

Capa do Livro (Foto: Divulgação)

Editora: Letradágua
R. Henrique Tamanini, 303, Iririú.
CEP: 89225-035
Joinville – SC
(47) 3278-6335
E-mail: letradagua@gmail.com

 

Fonte de informações adicionais: https://www.egonoticias.com/o-novo-livro-rotas-lairianas-e-composto-de-imagens-e-prosa-poetica/
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Izabel Liviski é professora e fotógrafa, doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Escreve a coluna INcontros desde 2009 e é também Co-Editora da Revista​ ContemporArtes.​ Contato: bel.photographia@gmail.com

2 Comments

  1. FRANCISCO CEZAR DE LUCA PUCCI disse:

    Se examinarmos de forma fenomenológica existencial as viagens, poderíamos dizer, entre tantas outras coisas, que vamos nos alimentar de beleza para parir uma eternidade que ansiamos, mas não possuímos. A beleza é o que há de mais próximo da eternidade, a meu ver, pois produz o encantamento, cala aquele tagarelar inútil do ego e coloca a alma completamente em paz. Esse livro deve retratar isso: a beleza que a viagem produz numa contradição que nos inquieta, pois está sempre eternizada na paisagem que fica retratada na fotografia, mas simultaneamente convida a ser buscada num outro lugar, convidando ao movimento incessante. A contradição fundante do humano.

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