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Literatura de Cordel: possibilidades e potencialidades no ensino de História

Fonte: Gente de opinião (Disponível em https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/lucio-flavio-pinto/chico-mendes-30-anos-do-assassinato-do-lider-seringueiro, acesso 01/04/2018).

Monalisa Pavonne Oliveira

 A introdução de diferentes fontes na sala de aula pode colaborar para uma nova maneira de aprender história, a partir da construção do conhecimento histórico em detrimento do método de memorização, que consiste na acumulação e justaposição de informações de conteúdos da disciplina de História.

Nesse sentido, para trabalhar em sala as novas linguagens e abordagens historiográficas é necessário primeiramente, que o professor conheça os procedimentos teórico-metodológicos da pesquisa em história, para operacionalizar diferentes estratégias de ensino e aprendizagem contextualizadas e significativas para os educandos.

Significativas, no sentido de que se faz necessário que os professores conheçam os seus interlocutores em sala de aula, partindo de suas representações sociais, fruto de suas experiências vivenciais e dos contextos socioeconômicos e culturais dos quais os estudantes são oriundos. Além de atentar para as diferenças cognitivas de cada faixa etária (CAIMI: 2007).

Sendo assim, tencionamos chamar a atenção para as novas linguagens em sala de aula como possibilidades de produção do conhecimento histórico a nível escolar, não um conhecimento a ser validado pelos pares, porém nem por isso menos significativo. Desse modo, não se intenta formar pequenos historiadores, mas contribuir para a formação de cidadãos críticos e intelectualmente autônomos.

Nessa direção, aliar as novas linguagens às representações sociais dos estudantes torna-se uma maneira muito interessante de construção do conhecimento histórico, pois ao não estabelecer uma hierarquia entre as fontes é possível trazer para a sala de aula variados meios com os quais os estudantes estão em contato constante, como: TV, cinema, jornais, revistas, canções, objetos da cultura material, mapas, dentre uma infinidade de outras possibilidades.

Essa prática pedagógica pode ser enriquecida com metodologias que oportunizem o diálogo e o compartilhamento de saberes. Circe Bittencourt (2008), cita o método dialógico proposto por Paulo Freire, no qual o professor é detentor do conhecimento que trabalhará, porém muito possivelmente, como a história e a relações socioeconômicas e culturais fazem parte do nosso cotidiano, os estudantes já têm formuladas em suas cabeças conceitos, opiniões e definições sobre uma série de temas e conceitos trabalhados na história, como poder, sociedade, família, trabalho, etc., que são as representações sociais, apontadas por Circe Bittencourt (2008).

Dessa forma, é fundamental que o professor faça emergirem as representações sociais que os alunos possuem sobre o tema a ser estudado, a fim de identificá-las, e assim melhor organizar os conteúdos a serem apresentados, ampliar informações, explicitar com maior cuidado estudos comparativos, e estabelecer com maior segurança os critérios para a escolha de materiais didáticos adequados.

Essas representações são em grande medida constituídas na vivência entre a família, amigos, trabalho, meio escolar e, o que nos interessa especificamente aqui, pelas diferentes linguagens com as quais os estudantes tem acesso: a mídia televisiva, a internet, jornais nas suas mais variadas formas, filmes e documentários. Partindo desse pressuposto, pensamos que as novas linguagens trabalhadas em sala de aula a partir de diferentes recursos didáticos, são fulcrais para a formação do cidadão crítico e intelectualmente autônomo.

Em primeiro lugar ao emergirem as representações sociais dos estudantes em sala de aula, partindo do seu conhecimento prévio sobre algum tema; e colocadas em discussão entre a turma, o aluno reflete sobre a própria representação, além de conhecer a de seus companheiros. Assim, há uma primeira desconstrução do pensamento a partir da discussão de ideias opostas ou complementares, que em outro momento deve ser problematizada pelo professor, mostrando outras conformações do conceito elaborados academicamente para que haja um novo processo de reflexão, sistematização e reconstrução do conhecimento.

Essa postura de trazer à tona as representações sociais, e debater em sala é, ao mesmo, tempo interessante e necessária, caso contrário o contato com a fonte não será transformador. O aluno não terá novas perspectivas de análise acerca da enxurrada de informações que nos chegam a todo momento. Em outros termos, não terá uma postura crítica e problematizadora, por exemplo, com o que é veiculado nos telejornais.

Portanto, a utilização de recursos didáticos insere-se no processo de ensino e aprendizagem de maneira complexa, já que envolve diferentes perspectivas para a sua consecução, que vai desde a busca da fonte adequada ao tema, sua contextualização, descrição, levantamento de hipóteses, problematização e, finalmente, sistematização.

Nessa direção, trazemos para reflexão e debate um cordel de 1988 de autoria de Manoel Santamaria em homenagem a Chico Mendes, que em 2019, se ainda estivesse vivo completaria 75 anos. Chico Mendes foi assassinado em 22 de dezembro de 1988, em sua casa na cidade de Xapuri/ AC.

 

Como trabalhar as fontes históricas em sala de aula? Como introduzir o aluno na leitura de documentos variados?

 O uso de documentos/fontes em sala de aula requerem importantes indicações metodológicas que preconizam o papel ativo do estudante nos procedimentos de compreensão e interpretação.

De acordo com Schimidt e Cainelli (2009), as fontes são mais do que objetos ilustrativos, e devem ser trabalhadas no sentido de desenvolver habilidades de observação, problematização, análise, comparação, formulação de hipóteses, crítica, produção de sínteses, reconhecimento de diferenças e semelhanças, enfim, capacidades que favorecem a construção do conhecimento histórico numa perspectiva autônoma e crítica.

Schmidt e Cainelli (2009) no livro Ensinar História, no Capítulo 6, mostram como devemos proceder na prática pedagógica de trabalhar com as fontes. De partida, é fundamental estimular o aluno a formular questões como estas:

“O que esta fonte me informa?”, “O que posso deduzir dessas informações?”, “Até que ponto posso acreditar no que ela diz?” e “De que ponto posso acreditar no que ela diz?” e “De que outra fonte preciso para complementá-la ou confirmar o que está sendo apresentado?”.

Em um segundo momento o estudante deve tentar identificar a natureza do documento, por exemplo no caso de um documento escrito, se é uma fonte oficial, literária, dentre outras possibilidades. Em seguida, é necessário compreender como datar um documento e localizá-lo em uma temporalidade histórica identificando seu contexto.

O próximo passo é proceder a identificação da autoria do documento. Porém, nem sempre é possível reconhecer a autoria de um documento. No caso de o autor poder ser identificado, é importante que o aluno o pesquise, procurando obter dados sobre sua personalidade, sua história pessoal e suas prováveis intenções quando produziu o documento.

Finalmente, chegamos a crítica ao documento. Nesse momento, um dos mais complexos, Schimidt e Cainelli (2009) alertam que:

O aluno precisa aprender a relacionar os fatos estabelecidos pelos historiadores, os apresentados pelo professor em classe, os pesquisados em livros ou outras fontes, como a internet, e o conteúdo do documento. Cada documento exige um instrumento crítico particular, mas a crítica de qualquer documento deve começar pela identificação dos temas e dos argumentos.

Para colocar esses procedimentos em prática, selecionamos a literatura de cordel. Nascida no século XIX no sertão nordestino, teve sua disseminação pelo país, principalmente na segunda metade do século XX a partir das ondas migratórias de nordestinos para diferentes centros como Rio de Janeiro e São Paulo. A introdução desta fonte em sala de aula pode constituir um meio interessante para a reflexão e debate de alguns momentos específicos da história. No entanto, isto não lhe furta a possibilidade de ser utilizada de forma analógica, sempre com cuidado no que se refere ao anacronismo, para outras situações semelhantes ocorridas em outros tempos e espaços. Assim, é possível pensar em mudanças e permanências no que concerne à temática abordada.

O cordel, como ressalta Maria Ângela de F. Grillo,

Através da sua narrativa conta os acontecimentos de um dado período e de um dado lugar, se transforma em memória, documento e registro da história brasileira. Tais acontecimentos recordados e reportados pelo cordelista, que além de autor se coloca como conselheiro do povo e historiador popular, dão origem a uma crônica de sua época.

A literatura de cordel, apesar de escrita, traz consigo elementos da cultura popular oral por ser elaborada em versos com rima para que seja lida para um público, que no seu nascedouro era, em grande medida, não letrado, facilitando a compreensão e memorização do texto. Desse modo, o cordel pode ser percebido e estudado em diferentes facetas como para além do texto literário, como: a política, social, simbólica, econômica e histórica.

Passemos, então, à reflexão, análise e discussão da fonte a seguir:

Disponível em http://www.ablc.com.br/a-morte-de-chico-mendes-deixou-triste-a-natureza/, acesso 01/04/2019.

 

A Morte de Chico Mendes Deixou Triste a Natureza.

(Manoel Santamaria, dezembro de 1988).

O poeta não descansa
seu pensamento um instante.
Muitos o julgam presente,
sem o saberem distante.
A matéria: residente…
o espírito: renitente,
preocupado e vagante!

A poesia desempenha
um papel primordial,
neste país atolado
no terrível lamaçal
do crime e corrupção,
e paternal proteção
às duras forças do mal.

A Poesia de Cordel
também presta seu tributo
ao nosso mártir da mata,
sindicalista astuto,
ecólogo destemido,
que fez o mundo sentido
e a natureza de luto.

Xapuri foi o seu berço
e a morada final.
O reinado de terror
em Marabá foi fatal
a esse herói seringueiro,
mas o grito do guerreiro
teve eco mundial!

Francisco Mendes pediu
trégua na destruição
criminosa da Amazônia,
nosso sagrado pulmão,
que o mundo todo venera
guardiã da atmosfera,
exposta à devastação.

Valente e humano escudo
protetor das nossas terras.
Combateu contra os tratores,
machados e moto-serras.
Sua batalha exemplar
há de se multiplicar
noutras batalhas e guerras!

A natureza chorosa,
no nosso peito esse nó.
Ecoam dentro da mata
gemidos de fazer dó.
Choram cascatas e rios
prantos sentidos e frios…
o uirapuru canta só.

Na solidão da floresta,
aves, plantas e animais,
órfãos, fracos, indefesos,
exalam seus tristes ais,
pedem o fim da matança
e a destruição que avança,
mutilando os matagais!

Do Oiapoque ao Chuí
tevês, revistas, jornais,
estampam a nossa dor
em manchetes garrafais.
Fauna e flora sem defesa…
foi-se o “Nossa Natureza”
o “Ghandi dos Seringais”!

Se até no estrangeiro
a grande perda é sentida;
se até a ONU se importa,
vou cutucar a ferida
dos fominhas fazendeiros,
e os carrascos pistoleiros
que pensam mandar na vida.

Depois que o “New York Times”
mostrou, em primeira mão,
o brutal assassinato,
foi tal a repercussão,
que até a nossa justiça,
cheia de inércia e preguiça
resolveu mostrar ação.

É só cascata e farol
do Governo brasileiro,
que deseja mais ajuda
das potências do estrangeiro,
para investir no nojento
pseudodesenvolvimento,
e escândalo financeiro.

Se Chico Mendes não fosse
mundialmente famoso,
a justiça ignoraria
esse podre e pantanoso
faroeste brasileiro,
onde o rico fazendeiro
desfila impune e garboso.

No Brasil, a realidade
do faroeste é voraz.
Já na ficção esse filme
fajuto perdeu cartaz.
Caducou, perdeu a graça,
e há muito tempo, só passa
nos corujões matinais.

Final do século vinte,
e o país mergulhado
no caldeirão da mamata,
cultivando o que é errado:
falcatruas, pistolagem,
política da malandragem,
regime podre e safado!

Esse atraso milenar
podia ser corrigido,
mas a Constituição
ainda afaga bandido.
Impunidade que assusta,
justiça cega e injusta,
e de moral corroída!

Mas um país que faz tanto
alarde em torno de quem
matou quem numa novela
e anda tratando tão bem
os assassinos reais,
bem que merece demais
os governantes que tem!

Mas o mundo anda de olhos
e ouvidos bem aguçados
para tantas agressões,
tantos pobres massacrados.
Atos imundos, insanos,
contra os Direitos Humanos
e Prêmios para os culpados!

Os direitos dos indígenas
sendo desobedecidos.
Mais de vinte mil da tribo
dos Macuxis, perseguidos.
A polícia trava guerras
só para entregar suas terras
aos fazendeiros bandidos!

Os ricos pecuaristas
assassinaram a natureza.
Espécies insubstituíveis,
rara e milenar beleza
das florestais paisagens
cedem lugar as pastagens,
À ganância e à riqueza!

O gado disputa a água
e a alimentação
com os animais silvestres,
naturais da região,
a nossa fauna nativa.
O IBDF se esquiva,
não faz fiscalização.

A malversação das verbas
dos incentivos fiscais.
Investimentos furados,
estradas descomunais,
falsa colonização
e cruel destruição
das reservas naturais!

Também os tecnocratas
e as multinacionais
que visam os lucros fáceis,
sem retornos sociais.
Porcos imediatistas
que têm cifrões nas vistas
e miolos irracionais!

A UDR, União
“Democrática” Ruralista,
em defesa aos latifúndios
e o grande pecuarista
comanda os assassinatos
dos lavradores pacatos,
padres e sindicalistas.

A UDR utilizou
sua nefasta influência
durante a Constituinte;
cometeu tal violência
brecando a Reforma Agrária,
à qual sempre foi contrária,
a qual levou à falência.

“Ainda posso respirar,
a água jorra abundante;
eu vivo aqui e agora,
e o futuro é tão distante!”
Assim pensa o egoísta,
de visão curta e simplista
bucéfalo, ignorante!

Que inteligência curta,
que egoísmo brutal,
caráter devastador,
criminoso, irracional!
Pensarmos em nós somente,
e espalharmos a semente
do irremediável mal!

Ocorre que as consequências
estão aqui e agora:
o índio pede socorro,
a Mata Atlântica chora,
a Amazônia agoniza,
e uma malcheirosa brisa
nos sufoca e apavora!

Desequilíbrios climáticos,
confusão nas Estações.
São resposta e consequência
das grandes devastações
nas florestas tropicais.
Seca no Sul é demais…
no Nordeste, inundações!

O holocausto biológico
se torna mais evidente,
a cada dia que passa;
e assim, cada ser vivente
pensante há que se tocar
e começar a plantar
o futuro no presente!

A morte de Chico Mendes
não há de ter sido em vão.
O nobre sangue do herói
há de regar esse chão.
E seu clamor por justiça
há de aplacar a cobiça
que impera nesta nação!

E surgirão outros Chicos,
atrás de serra vem serra.
A luta, a honra de um homem
não se extingue, não se enterra.
A natureza reclama
e a todos nós conclama
a prosseguir nesta guerra!

Fonte: Sítio Eletrônico da Associação Brasileira de Literatura de Cordel. (Disponível em http://www.ablc.com.br/a-morte-de-chico-mendes-deixou-triste-a-natureza/, acesso 30/11/2016).

Documento digitalizado disponível em http://docvirt.com/docreader.net/DocReader.aspx?bib=Cordel&PagFis=65929&Pesq= , acesso 30/11/2016.

Essa cópia digitaliza traz informações de quem foi o autor, além de trazer a ficha catalográfica do documento, onde estão indicadas as características da fonte.

 

Sugestão de questões para o debate

 A partir do documento apresentado discuta as questões a seguir, e elabore outras que possam contribuir para a identificação do documento, contextualização e compreensão.

  1. O que é um Cordel? Qual é o suporte? Papel, digital, etc.?
  2. Como o texto e as imagens são impressos?
  3. Quem é o autor?
  4. Quando foi publicado?
  5. Do que trata o documento?
  6. Existe alguma padronização literária no que se refere aos versos, sílabas dos versos, estrofes, rimas, dentre outras características?
  7. Qual o meio comumente utilizado para publicar esse tipo de texto literário?
  8. Discuta o contexto em que foi publicado o texto?
  9. Quem foi Chico Mendes?
  10. De onde é o povo Macuxi?
  11. O autor fala em ONU e Direitos Humanos, busque informações sobre o que é esse órgão, e informações sobre a promulgação dos Direitos Humanos.
  12. O que foi a União Democrática Ruralista (UDR)?
  13. De posse dessas informações contextualize a figura de Ghandi, e explique o porquê o autor relaciona Chico Mendes à essa figura.
  14. Podemos em alguma medida relacionar o que ocorreu em 1988, com o que ocorre na atualidade no que se refere às políticas de preservação do meio ambiente?

 

A partir das questões levantadas, sugerimos que o professor (a) utilize notícias de desastres e desrespeito ao meio ambiente atuais. A imprensa noticiou largamente diferentes crimes contra o meio ambiente nos últimos quatro anos, os quais se desdobraram em um grande número de perdas de vidas humanas e danos irreversíveis. Desde o rompimento da barragem em Mariana/ MG em novembro de 2015 (G1, 25/01/2019); passando pelo vazamento de rejeitos de bauxita em Barcarena/ PA, em fevereiro de 2018 (G1, 26/02/2018); culminando em uma das maiores tragédias do país: o crime ambiental protagonizado pela empresa Vale S.A. em Brumadinho/MG, em janeiro de 2019.

No mês de março de 2019, outras três barragens da Vale no estado de Minas Gerais entraram em alerta máximo de rompimento nas cidades de Nova Lima, Barão de Cocais e em Ouro Preto/ MG (G1, 27/03/2019), esta última reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO.

Em outubro de 2018, viaturas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA, que fariam a fiscalização do desmatamento ilegal em Rondônia foram incendiadas. Ainda no mesmo mês, cinco agentes do posto do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMbio, sofreram uma tentativa de emboscada na cidade de Trairão/ PA, ao fiscalizarem a retirada ilegal de madeira e palmito (Folha – UOL, 21/10/2018).

Em janeiro de 2019, no segundo dia de mandato, o então presidente Jair Bolsonaro (PSL), reforça a intenção já declarada nos idos da campanha presidencial de abrir as terras indígenas localizadas na Amazônia para a exploração da mineração e agropecuária, neste caso tendo como menina dos olhos o estado de Roraima, considerado também como a última fronteira agrícola do país. Embora especialistas e ambientalistas tenham alertado para os danos permanentes a níveis local e global para o meio ambiente. A demarcação das terras indígenas foram, então, colocadas a cargo do Ministério da Agricultura, dominado pela bancada ruralista, demonstrando, assim, desprezo pelo meio ambiente e os povos tradicionais que habitam a região.  (Notícias UOL, 06/01/2019).

A proposta de atividade visa refletir e discutir acerca dos ataques ao meio ambiente e aqueles que trabalham ou lutam pela sua preservação, principalmente pelas atuais demandas em “afrouxar” a legislação ambiental, para além de buscar rupturas e permanências com relação à discussão da preservação do meio ambiente.

Ambos os contextos, evidenciam inclusive as relações de poder e interesses que se estabelecem em níveis micro e macro, ou seja, aqueles presentes nas cidades em que ocorreram os desastres, estendendo-se à níveis maiores do Estado e sociedade civil. Para tanto, consideramos trazer à tona a memória de Chico Mendes bastante oportuno para o momento.

 

Referências Bibliográficas

 BITTENCOURT. Circe Maria Fernandes. Ensino de História: Fundamentos e métodos. São Paulo: Cortez, 2008.

CAIMI, Flávia Eloísa. Por que os alunos (não) aprendem História? Reflexões sobre Ensino, aprendizagem e formação de professores de História. In: Tempo, v. 11, n. 21, 2007, pp. 17-32.

GRILLO, Maria Ângela de Faria. Literatura de Cordel na sala de aula. In: ABREU, Martha; SOIHET, Rachel (Orgs.). Ensino de História: conceitos, temáticas e metodologia. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.

SCHMIDT; CAINELLI. Ensinar História. Pensamento e ação na sala de aula. São Paulo: Scipione, 2009.

Fonte: Cordel

Manoel Santamaria. A Morte de Chico Mendes Deixou Triste a Natureza. Dezembro de 1988 (Disponível em http://www.ablc.com.br/a-morte-de-chico-mendes-deixou-triste-a-natureza/, acesso 31/03/2019).

Portais eletrônicos de notícias

 Folha – UOL

MAISONNAVE, Fabiano. Alvos de Bolsonaro, equipes de Ibama e Chico Mendes sofrem ataques na Amazônia, 21/10/2018. (https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2018/10/alvos-de-bolsonaro-equipes-de-ibama-e-chico-mendes-sofrem-ataques-na-amazonia.shtml, acesso 31/03/2019).

 G1

Há 3 anos, rompimento de barragem de Mariana causou maior desastre ambiental do país e matou 19 pessoas, 25/01/2019. (Disponível: https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/01/25/ha-3-anos-rompimento-de-barragem-de-mariana-causou-maior-desastre-ambiental-do-pais-e-matou-19-pessoas.ghtml, acesso 31/03/2019).

Vazamento de rejeitos em Barcarena é destaque na imprensa da Noruega, 26/02/2018. (Disponível em https://g1.globo.com/pa/para/noticia/vazamento-de-rejeitos-em-barcarena-e-destaque-na-imprensa-da-noruega.ghtml, acesso 31/03/2019).

Barragens da Vale em Macacos e Ouro Preto entram em alerta máximo para risco de rompimento, 27/03/2019. (https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/03/27/barragem-da-vale-em-macacos-entra-em-alerta-maximo-para-risco-de-rompimento-e-sirenes-serao-acionadas.ghtml, acesso 31/03/2019).

Barragem da Vale em Barão de Cocais entra em alerta máximo para risco de rompimento; sirenes são acionadas, 22/03/2019. (https://g1.globo.com/mg/minas-gerais/noticia/2019/03/22/sirene-toca-e-eleva-risco-de-rompimento-em-barragem-da-vale-em-barao-de-cocais.ghtml, acesso 31/03/2019).

 Gente de Opinião

Imagem de Chico Mende no início do texto: Gente de opinião (Disponível em https://www.gentedeopiniao.com.br/colunista/lucio-flavio-pinto/chico-mendes-30-anos-do-assassinato-do-lider-seringueiro, acesso 01/04/2018).

 Notícias UOL

 TAJRA, Alex.  Ideia de Bolsonaro de explorar terras indígenas preocupa estudiosos, 06/01/2019. (Disponível em https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2019/01/06/ideia-de-bolsonaro-de-explorar-terras-indigenas-preocupa-estudiosos.htm, acesso 01/04/2019).

Monalisa Pavonne Oliveira - Professora do curso de licenciatura em História da Universidade Federal de Roraima. Doutora em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2016), doutorado sanduíche na Universidade de Lisboa (2014-2015); mestre em História pela Universidade Federal de Ouro Preto (2010); Bacharel e Licenciada em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (2005).

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