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OS EFEITOS DA PARTICIPAÇÃO ATIVA DA FAMÍLIA NA EDUCAÇÃO

Antonia Ivaneide Mourão

Vanisse Simone Alves Corrêa

 

INTRODUÇÃO 

O tema estudado trata dos efeitos da participação ativa da família na educação. A aprendizagem resulta da estimulação do ambiente, envolve o uso e o desenvolvimento de todos os poderes, capacidades e potencialidades do homem, tanto físicas quanto mentais e afetivas. Com isso a aprendizagem não pode ser considerada como um processo de memorização, conjunto de funções mentais ou unicamente os elementos físicos ou emocionais, todos os itens mencionado são necessários.

O reconhecimento da própria habilidade determina o encaminhamento da vida escolar, pois a autoconfiança do aluno o ajudará a avançar, expor ideias, hipóteses, representações e teorias. O professor com a família são peças-chave para ajudar os estudantes a se reconhecem como sujeitos e intelectualmente ativos.

A presente pesquisa se justifica por percebermos as dificuldades da parceria entre escola e família, é percebido no decorrer do trabalho realizado dentro e fora da sala de aula. Assim é necessário refletirmos como elaborar projetos e conseguirmos a parceria. A parceria entre família e escola, se seguirem juntas, com os mesmos princípios e critérios, os objetivos planejados serão atingidos. Cada membro empenhado com o propósito de fazer sua parte, para que no fim da jornada possam conduzir as crianças e jovens a um futuro melhor.

 

Para OLIVEIRA (2010):

A família sempre foi e contínua a ser a instituição chave onde se estreia a socialização: é nela que a criança se inicia como indivíduo social desde o seu nascimento. Depois, surge a escola, em parceria com a comunidade, onde o indivíduo se insere, num processo de socialização que se desenrola ao longo da vida. Portanto, a família, nunca pode abdicar da sua função socializadora, embora, na escola, a interação social se amplifique, ganha uma nova dimensão, diversificada e plural e se transforme num processo dinâmico que funciona ou deve funcionar, sempre, numa convergência de esforços com a família (OLIVEIRA, 2010, pág. 7).

 

Aspira-se que a família e a escola tracem as mesmas metas de forma simultânea, para que possam proporcionar ao aluno uma aprendizagem de qualidade e que venha fomentar cidadãos críticos e capazes de enfrentar as complexidades que surgirão na sociedade.

A metodologia deste trabalho pauta-se em revisão bibliográfica de autores que estudam a temática da relação família/escola.

Os conhecimentos adquiridos durante a história da educação, nos leva a perguntar que modelo de educação temos e o que queremos, que participação nossos pais tem a respeito da educação de seus filhos, e nós como pais, o que o que temos feito para sermos ativos na escola onde nossos filhos pertencem, daí a importância de refletirmos e por onde devemos começar, para que a educação de qualidade torne-se uma realidade. Como os pais percebem a escola? Que tipo de ambiente a família classifica a escola? Que tipo de relação a família tem com a escola?  Com que frequência vão à escola? Que tipo de participação a família tem com a escola? Qual a relação entre família-escola?

O presente trabalho tem como objetivo verificar e aprofundar a importância da participação da família no que se refere a aprendizagem dos alunos no seu processo de ensino aprendizagem, bem como identificar seus efeitos a fim de solucionar as dificuldades de aprendizagem no vida escolar dos mesmos. A realização desse trabalho visa verificar a importância da colaboração dos pais no processo de aprendizagem e desenvolvimento do aluno.

Ao analisarmos e vivenciarmos as dificuldades de aprendizagem escolar, percebemos que muitas de nossas crianças apresentam dificuldades em sua aprendizagem, seja por fator cognitivo, psicológico, afetivo. Sempre nos deparamos com essas barreiras e pensando nisso estudaremos os efeitos da participação dos pais no processo de ensino-aprendizagem de nossos crianças. Perante estudo, leituras e vivência, entende-se que família/escola são consideradas protagonistas no processo de progredir a ação humana. É necessário que haja na relação construída entre crianças/pais/escola, pois, para que possa alcançar sucesso, a criança precisa sentir-se segura e amparada, tanto no ambiente familiar, quanto no ambiente escolar. É de obrigação da família/escola juntas elaborar estratégias que assegure a melhoria das condições de estudos, para o melhor desenvolvimento da criança/adolescente.

Esta união deve estar pautada na cultura democrática e a gestão democrática está pautada no trabalho coletivo, onde seus membros realizam juntos a tomada de decisão, pela qual estão em prol do mesmo objetivo, que é a educação de qualidade, onde toda a comunidade  buscar caminhos para torná-la cada vez mais competente e capaz de cumprir seu papel, que é de acolher as diversidades presentes na sala de aula, com a finalidade de oferecer uma educação de qualidade para todos os alunos, explorando suas potencialidades para que possa facilitar e promover mudanças em toda organização escolar.

 

De acordo com Marcondes (2012):

Assim, tanto a pessoa que está em desenvolvimento se modifica ao entrar em contato com um meio que lhe ofereça possibilidades, como também este ambiente é modificado por meio por meio da interação com a pessoa, ou seja, é um processo bidirecional (MARCONDES, 2012, p. 92).

Nesse sentido, a escola para desenvolver a parceria com a família, precisa ser democrática. Portanto é necessário que se instaure e fortaleça a gestão democrática na escola.

Analisaremos nesse estudo algumas possibilidades de maior abrangência na relação complexa entre família/escola com o objetivo de verificar as possibilidades dessa interação, cuja união possibilita o progresso de uma educação continuada, que tem mais chances de dar certo com a influência da família. Ao estabelecer o elo de comunicação entre família/escola, é possível desenvolver junto com os mesmos um trabalho de grande expressividade, onde os sujeitos são capazes de colaborar para o melhor rendimento dos educandos. Para que os pais possam colaborar é necessário que a escola ouça o que eles tem a dizer, que os mesmos sejam instruídos como auxiliar os alunos no procedimento das atividades escolares, pois nem sempre os pais conseguem organizar um roteiro de estudos com os filhos, para que essa parceria possa dar certo e a aprendizagem dos educandos possa fluir.

 

 

 

Imagem extraída de:   http://www.webquestfacil.com.br/webquest.php?wq=19523

 

 

  1. A FORMAÇÃO FAMÍLIAR QUE TEMOS HOJE

A formação familiar está diversificada. As vêm se transformando. Isso não quer dizer que as crianças/adolescentes que fazem parte dos diferentes tipos de família devem ser tratadas de maneira diferenciada em relação ao processo de ensino-aprendizagem. Todos têm direito a educação e a família é um referencial importante.

Segundo VELOSO (2014),

É no sistema familiar que são expressas as inquietações, as conquistas, os medos e as metas pessoais. Para tanto, é necessário preservar a individualidade dos seus membros e ao mesmo tempo preservar o sentimento coletivo (VELOSO, 2014, pág. 13).

Diante da diversidade da formação familiar que nos deparamos no dia-a-dia da sala de aula, há diversidade na maneira como os pais atuam. Percebemos que muitos pais deixam de ser autoritário e mais liberais, deixam os filhos mandarem em se mesmo, como frequentar a escola quando estiverem dispostos e realizar as atividades quando desejam. Mas vale ressaltar que os pais devem estabelecer vínculo afetivo, sem deixar seus filhos à mercê de suas próprias vontades. Deve haver limites, que poderão influenciar no processo de aprendizagem. A educação traz consigo hábitos, costumes e valores, que influenciará de maneira satisfatória na aprendizagem. Com o apoio da família todo o processo de desenvolvimento escolar, agregará pontos positivos ao longo da vida escolar. Segundo algumas pesquisas, foi constatado que fatores socioeconômicos e familiares podem interferir no desenvolvimento escolar, mas se a família tem uma relação de proximidade com a escola, esses efeitos se reduzem de forma substancial pois os pais se comprometem e acompanham a vida escolar seja presente na escola ou com as atividades extraclasse. Por mais difícil que seja contar com a ajuda dos pais, o corpo diretivo, Direção, Coordenação Pedagógica e Conselho Escolar precisam encontrar meios para atrair os pais à escola e torna-los parceiros no processo da aprendizagem dos educandos.

 

Segundo ESTEVÃO (2012)

É preciso trazer o mais rápido possível a família para dentro da escola e que ela possa colaborar de forma mais precisa com o processo de educar, portanto compartilhar responsabilidades e não transfere-las para outros (ESTEVÃO, 2012, pág. 2).

 

Neste sentido, percebemos diariamente, que tanto por parte dos pais, quanto das escolas, ambos passam o bastão da responsabilidade da educação dos filhos/alunos um para o outro. Na verdade, ambos têm que tomar ciência todos somos responsáveis, que temos muito a contribuir para que a qualidade da educação seja real, que os números das avaliações externas e internas não se resumam em apenas números, mas devem traduzir aprendizagem real. É primordial que família/escola determinem metas que sejam realizadas ao mesmo tempo, que possam oferecer aos alunos meios para que tenham segurança na aprendizagem, para que se tornem cidadãos capazes de enfrentar as dificuldades que possam surgir em agremiações, associações ou qualquer outro grupo que participem. Família/escola, quando entrarem em harmonia serão engrenagens fundamentais para o desenvolvimento da criança/adolescente, tornando-se suportes indispensáveis no rendimento escolar.

 

Segundo ESTEVÃO (2012):

E dentro dessa conjuntura está a família e a escola, a família deve se esforçar em estar presente em todos os momentos da vida de seus filhos, presença que implica envolvimento, comprometimento e colaboração, deve atentar para as dificuldades, não só cognitivas, mas também comportamentais (ESTEVÃO, 2012, pág. 4).

 

Todos os envolvidos, seja família/escola, devem criar e manter vínculos para que possa manter as funções que lhes são incumbidas. No dia-a-dia percebemos que tais vínculos perderam-se com o tempo, com o avanço da tecnologia, onde cada um cria seu mundo e isola-se do que é essencial e do outro que está ao seu lado, que espera um pouco de atenção, afeto ou até mesmo que o cative diariamente para que possa superar as dificuldades encontradas no ambiente escolar.

De acordo com LIMA (2009):

É importante destacar que a participação da família é algo inerente ao processo ensino-aprendizagem e não o único. Necessitamos aproximarmos do estudo da família sem prejuízos morais, sem determinismo, com uma atitude aberta que permita entender em que medida as experiências de seus membros favorecem o desenvolvimento (LIMA, 2009, pág. 7).

A família tem papel fundamental na vivência escolar dos alunos. Família/escola são parceiros primordiais na relação e construção da afetividade. A família por si só constrói vínculos no convívio diário através de conversas que possam conduzir as crianças/adolescentes por caminhos que os levem à socialização dos conhecimentos e às relações, interpessoais. A escola com o papel de unir o conhecimento e a vinculação com o meio deverá propiciar espaços educativos convenientes para o melhor desenvolvimento da aprendizagem, onde os alunos poderão levantar hipóteses, considerar, refletir e expor seus pensamentos e ideias. A escola deve se configurar como um espaço de troca de experiências, junto com o coletivo.

 

Imagem extraída de: http://mundodapsi.com/familia-configuracao-de-suas-composicoes/

De acordo com LIMA (2009)

O que organiza as relações são os limites, as fronteiras relacionais que estabelecemos com as pessoas. Fronteiras nítidas desenvolverão relações adequadas e respeitosa (LIMA, 2009, pág. 9).

Família/escola mesmo com pensamentos diferentes sobre educação, deverá unir-se para socializarem na construção do conhecimento e na busca de melhor convivência com as diferenças do outro, já que a escola tem um papel de grande importância na socialização da criança-adolescente, na promoção do conhecimento, das suas capacidades cognitivas.

 

 

  1. RELAÇÃO FAMÍLIA/ESCOLA. COMO APROXIMÁ-LOS?

Ao pensar no desenvolvimento social e cognitivo do aluno, com relação a participação da família nesse processo de aprendizagem entende-se que a família tem um papel primordial para construir uma educação de qualidade, mas a escola precisa da família. Juntas poderão procurar os melhores métodos, para melhorar, aperfeiçoar e maximizar o aprendizado das crianças.

Na ideia central de Polonia e Dessen(2005):

A escola deve reconhecer a importância da colaboração dos pais na história e no projeto escolar dos alunos e auxiliar as famílias a exercer o seu papel na educação, na evolução e no sucesso profissional dos filhos e, concomitantemente, na transformação da sociedade (Polonia e Dessen, 2005, pág. 304).

 

 

Imagem extraída de:http://www.faxinal.sc.gov.br/noticias/index/ver/codMapaItem/13655/codNoticia/417159

 

Quando escola e família se relacionam bem trazem muitos benefícios, especialmente para a consolidação do Projeto Político Pedagógico, onde é possível flexibilizar ações que antes não deram certo e com isto, reformular para que se possa complementar o que foi falho. Com as ações conjuntas entre ambas é possível perceber transformações, onde a família transfere valores e crenças e a escola amplia o conhecimento científico. Esse momento pode influenciar a aprendizagem e o desenvolvimento da criança e adolescente.

Neste contexto, escola/família, sem dúvida, são parceiros indispensáveis na construção do saber. Com participação ativa dos pais na escola e com o entendimento da responsabilidade de todos, é possível desenvolver capacidades e despertar para o trabalho coletivo e necessário, buscando a parceria entre família e escola.

Apesar de diversos autores defenderem a parceria família/escola, ainda encontramos resistência por parte da equipe diretiva, com relação a maior participação da família nas decisões da escola, seja no setor pedagógico ou financeiro. Muitos não desejam sair de sua zona de conforto para proporcionar às famílias momentos de visita, a não ser para falar sobre o bom ou mau desempenho dos alunos. Por outro lado, percebemos a falta de interesse dos pais com relação à aprendizagem das crianças/adolescentes, a maioria dos pais não têm tempo para os filhos, para irem na escola para saber como estão. A convivência familiar está cada dia mais distante do que é para ser, em que os pais precisam decidir se trabalham ou ficam com os filhos e optam por trabalhar e não ter convivência com os filhos, até por uma necessidade financeira. Infelizmente nosso sistema educacional está enraizado numa cultura que os pais são convidados à escola, somente para ouvir que seu(a) filho(a) não vai bem e isso os desmotiva até de abrir exceção de um dia de trabalho para ir à escola. Em contrapartida a escola não lhes proporciona momentos de lazer e descontração, nem como a participação ativa na construção do Projeto Pedagógico.

 

Segundo Polonia e Dessen, 2005:

Mas, tais limitações também podem estar diretamente ligadas ao corpo docente, com o receio dos professores de serem fiscalizados pelos pais, a percepção de que os pais não têm capacidade ou condições de auxiliar os filhos e a ausência de um programa ou projeto que integre pais e professores (Polonia e Dessem, 2005, pág. 306).

 

No espaço escolar é possível lidar e superar as diferenças, pois essas similaridades não devem ser obstáculo para o envolvimento e a construção da relação entre ambas, para que haja evolução no processo de ensino-aprendizagem, através desta relação é possível perceber mudanças na qualidade da educação, ao se envolverem e se sentirem parte da educação os pais serão capazes de proporcionar um melhor acompanhamento dos estudos de seus filhos.

 

 

Imagem extraída de:
https://gestaoescolar.org.br/conteudo/751/a-escola-da-familia

 

  1. A RELAÇÃO DA FAMÍLIA NA GESTÃO DEMOCRÁTICA DA ESCOLA

 

Uma escola democrática caracteriza-se como emancipadora dos sujeitos, para que os mesmos possam ser capazes de ultrapassarem suas realidades materiais e pessoais. Na Constituição Federal de 2008, no artigo 205(Brasil, 1988) diz:

 

Art. 205: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (C.F Artigo 205, pág. 121).

A educação é um direito reconhecido, mas ao mesmo tempo necessita urgentemente que seja garantido, principalmente no interior das escolas. Cabe ao gestor escolar assumir essa liderança para que os direitos sejam efetivados na realidade dos alunos. Todo direito deve ser declarado e assegurado (Cury, 2007). De fato na ideia central de Cury (2007),

[…] declarar e assegurar é mais do que uma proclamação solene. Declarar é retirar do esquecimento e proclamar ao que não sabem ou se esquecem que somos portadores de um direito importante. Declarar e assegurar, sob esse enfoque, resultam na necessária cobrança de quem de direito (dever) e na indispensável assunção de responsabilidade por quem de dever (direito) em especial quando ele não é respeitado (Cury, 2007, pág. 485).

A qualidade do ensino necessita que enfrentemos um longo processo de mudança que deve começar a partir do Projeto Político Pedagógico, onde os membros da escola democrática, envolvam-se neste processo para proporcionar um ensino de qualidade.

Para que esse processo ocorra é necessário que as políticas públicas tomem consciência de seu papel e dos demais. Para que a educação de qualidade torne-se realidade com a participação dos pais neste processo é preciso que todos sintam-se envolvidos e responsáveis, onde todos tenham igualdade de condições e de educação. Para que a escola democrática possa ter qualidade, necessita de mudanças, ao começar pela presença dos pais na escola e no processo de construção do Projeto Pedagógico.

Também deve ser lavada em consideração a flexibilidade do plano do professor, que procurará recuperar os alunos que não foram bem sucedidos, isto é, com baixo rendimento procurará estratégias que subsidiarão esse processo e consequentemente o sucesso escolar.

 

 

Imagem extraída de:https://blogdocape.wordpress.com/2017/05/12/familia-e-escola-uma-aproximacao-nece

 

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A aprendizagem resulta do estímulo da família tanto afetivo como emocional. Isso ajudará o educando a ser um agente ativo e participativo no seu processo de aprendizagem. Foi possível constar a partir das leituras realizadas que os alunos cuja a família tem participação ativa na sua vida escolar, se sobressaem nos estudos, como também na vida profissional e sentem-se motivados e confiantes para realizarem suas atividades, ir à escola todos os dias. Para que isso ocorra é necessário que a gestão democrática viva está democracia, pois ao se pautar na democracia a escola proporcionará meios que possa atrair os pais a terem uma participação ativa, com isso sentirão responsáveis pelas decisões da escola, e favorecer um melhor encaminhamento para uma educação de qualidade.

De acordo com Estevão, 2012, assim quando a participação da família é ativa esse aluno melhora no rendimento na escola, de ruim passa para ser bom tornando-o mais participativo e motivado.

Lima, 2009, organizou diversas atividades com a participação dos pais. A primeira foi um café matinal para o dia das mães, foi trabalhado alguns aspectos referentes às funções que elas desempenham na educação de seus filhos, juntamente com a escola. O segundo encontro foi apresentado um texto do jornal de Londrina com o título “Aula da dada, Aula Estudada”; os pais concluíram que precisam auxiliar a organização de estudos em casa e dar um monitoramento, mesmo que seja depois do horário de trabalho, isto é, depois que chegarem em casa. O terceiro encontro, como acompanhar os filhos na aprendizagem escolar, priorizou que a família deve dar apoio, criar hábitos de estudos, estabelecendo rotinas, dando suporte material e emocional, para que o filho/aluno aprenda a pensar e a resolver problemas. O quarto encontro foi Bullying Escolar que pode ter origem em casa. Após os relatos os pais se posicionaram, refletindo sobre o assunto tratado e alguns não tinham noção da gravidade da palavra BULLYING. O quinto encontro teve como tema: “Por que os filhos precisam dos pais”, e nele foi feita uma reflexão sobre o saber, já que a família é o berço da educação, pois nesta “célula” família que a criança aprende os primeiros conceitos na vivencia com seus familiares. Concluiu-se que as crianças precisam encontrar na família segurança para seu desenvolvimento, precisam estar cercadas de amor e estabelecer no convívio com o adulto, os limites necessários para uma vida em sociedade.

Essas experiências demonstram o quanto aproximar a família da escola pode agregar na construção de uma educação de qualidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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OLIIVEIRA, M. C. G. L. Dissertação de Mestrado em Educação, Área de Especialização de Administração Educacional. Porto, setembro, 2010. Disponível em:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S141385572003000200007&ng=pt&nrm=iso. Acesso em 27 de nov. 2015.

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  • Este artigo foi inicialmente apresentado como requisito  à obtenção do grau de Especialista no Curso de Especialização em Coordenação Pedagógica, Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná e foi orientado pela Profª Dra. Vanisse Simone Alves Corrêa.
  • Imagens retiradas da Internet, sem fins lucrativos .

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vanisse Simone Alves Corrêa é Doutora em Educação pela UFPR, professora adjunta da UNESPAR e estudante de Artes Visuais.

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