• Home
  • JEAN GENET E A PESQUISA SOCIAL…

JEAN GENET E A PESQUISA SOCIAL…

O texto que publico nesta semana é uma adaptação para a Revista ContemporArtes da introdução à tese de doutorado em Sociologia que defendí em abril de 2016 na UFPR, e que tem o título de “Retratos de Detentas na Etnografia do Espaço Prisional: Trajetórias, Imagens e Representações”.

“Negando as virtudes do mundo de vocês, os criminosos desesperadamente aceitam organizar um universo proibido. Aceitam viver nele. O seu ar é nauseabundo: eles sabem respirá-lo. Mas – os criminosos estão longe de vocês – como no amor eles se afastam e me afastam do mundo e das suas leis” (Jean Genet)

A escolha do tema da minha pesquisa de doutorado não foi imediata e até chegar a ele foi percorrido um longo caminho, mas ao fim e ao cabo, mostrou-se a escolha mais acertada. Havia outros temas prioritariamente escolhidos, mas que em função das circunstâncias, foram sendo modificados, adaptados até chegar ao âmago daquilo que eu pretendia realmente trabalhar.  Há um ditado que propugna “que se pode fugir de qualquer coisa, menos de si mesmo…”

Assim na vida acadêmica, jamais consegui me desligar da trajetória percorrida na fotografia, da qual participei desde o “chão de fábrica” nas pautas diárias do Jornal Gazeta do Povo como fotojornalista, registrando todo tipo de evento como invasões de sem terra, protestos de moradores, passeatas e apresentação de traficantes à imprensa nas delegacias, e que me proporcionou um doloroso – devido principalmente às condições insalubres de trabalho – porém importante aprendizado.

Assim como também participei da “redoma de vidro” no período de quase dez anos em que fui fotógrafa exclusiva no suplemento feminino Viver Bem do mesmo jornal, onde as pautas consistiam em desfiles e produções de moda, vernissages artísticas, degustação de vinhos e pratos gourmet, além de inovações na decoração e arquitetura.

Portfólio “Luz e Sombra”

Posso dizer que vivi o céu e o inferno no fotojornalismo: a consagração que me rendeu homenagens como Pioneira na Comunicação (como a primeira mulher a ser admitida como fotógrafa no jornal), e uma bolsa para a Polônia em 1994 concedida pelo Consulado da Polônia no Paraná – em convênio com o Ministério da Cultura e das Relações Exteriores daquele país – para artistas e intelectuais descendentes de poloneses que se destacam em áreas da comunicação  fora da Polônia.

Essa viagem a cidades polonesas resultou em um ensaio fotográfico e a Exposição “Alma Polaca”, um emocionado encontro com minhas raízes ancestrais e uma fotoetnografia do país dos meus avós. Assim, o tema desta pesquisa não poderia ser outro a não ser algo relacionado às imagens, mas não somente. Eu queria trabalhar com as imagens em um contexto de “fato social”, fazendo uso das imagens para mostrar uma realidade, ou um aspecto da realidade social, mas com um olhar diferenciado.

Durkheim afirmava ser necessário livrar-se de preconceitos, ou de paixões sobre os fenômenos, porque só assim, o sociólogo seria capaz de fazer a verdadeira observação e buscar a exterioridade e a objetividade dos fatos sociais. No entanto, outros cientistas sociais, mesmo reverenciando um dos pais fundadores da Sociologia e seu trabalho basilar, afirmaram a quase impossibilidade de separar-se inteiramente do habitus que desenvolvemos ao longo dos anos.

Portfólio “Cabelos…

 

Fazer-se um trabalho isento, neutro e incontaminado pelos sentimentos, apesar da contínua vigilância epistemológica exige um esforço hercúleo, e eu nem mesmo tentei. Sinto-me na incapacidade de abraçar qualquer trabalho ou tarefa se não estiver apaixonada pelo seu conteúdo. E assim é com esta pesquisa, acreditando como Bernard Lahire de que: “A sociologia, da forma como a vejo e imagino, pode nos ajudar a progredir no conhecimento de nós mesmos e dos outros”.

No desenrolar da pesquisa, e mais especificamente nas entrevistas com as detentas do presídio feminino uma problematização veio à tona fortemente: o que levou, ou melhor, quais os motivos e circunstâncias que levaram essas mulheres ao chamado mundo do crime? Algumas dessas presidiárias, revelaram de maneira explícita ou sutil uma atração por esse mundo, uma estranha excitação pelo perigo, pela adrenalina que andar sobre o fio da navalha provoca.

As vantagens, recompensas materiais advindas do crime, a hierarquia que se adivinha nas relações entre elas, com origem no lugar que ocuparam ou ainda ocupam nas atividades criminosas e um certo glamour em levar ‘a vida louca’, estão presentes nos depoimentos, mas não explicavam satisfatoriamente a pergunta.

Portfólio “A Natureza..

 

Esta constatação me acompanhou por vários meses, suscitando algumas questões de outra natureza, pois razões para estar em um presídio potencialmente não faltam à maioria das pessoas, e o que separa a vida intramuros da chamada „vida em sociedade‟, é uma linha muito tênue. Pensando sobre isso, comecei a lembrar que quando tinha quatorze ou quinze anos, após ter lido tudo que encontrei de Monteiro Lobato e de Érico Veríssimo na biblioteca do Colégio Estadual do Paraná, onde fiz minha formação básica, descobri lá mesmo a obra do escritor Jean Genet¹ (1910-1986) que comecei a ler vorazmente.

O primeiro livro foi O Diário de um Ladrão, misto de memórias e de ficção, seguindo-se de Pompas Fúnebres. Algum tempo depois, em 1981, assisti a uma montagem teatral da peça As Criadas, realizada pelo diretor paranaense Oraci Gemba (1934-1994), no pequeno auditório do teatro Guaira. Ainda nos anos 80, assisti ao filme Querelle, adaptação do romance de Genet para o cinema, do diretor Werner Fassbinder, mas então, já era curiosidade intelectual, diferente do período da descoberta dos livros daquele autor, na fase da adolescência.

Qual a relação entre esses fatos? Ocorre que naquele momento em que lia Genet, no auge da adolescência e, portanto, na idade em que se convencionou a chamar de “fase da rebeldia” (na verdade, quando se está em busca de modelos alternativos de comportamento), me identifiquei de maneira imediata com o autor. Se ele odiava todos os valores burgueses, desprezava o status quo, e escolhera livremente ir contra eles e todos os princípios que regiam a sociedade ‘de bem’, era alguém a se admirar, me pareceu à época.

Portfólio “Portraits, o que não se vê por trás das grades”

 

Ele era um outsider autêntico, pois optara conscientemente por uma ética ao avesso. Então eu também procuraria, à minha maneira, ir ‘contra a corrente’, e durante algum tempo cultivei esse mito, esse fascínio pela transgressão, pela marginalidade, admirando como na letra de Chico Buarque, os “bandidos e desvalidos”, com Genet no alto do meu panteão de anti-heróis da juventude. Ainda que, a bem da verdade, tal fascínio nunca passou de uma adesão platônica a qualquer projeto de vida tão radicalmente alternativo.

Essa sedução pela vida marginal e no seu limite, a fascinação pelo grande criminoso perpassa alguns estudos psicanalíticos, a ponto de se dizer que somos todos delinquentes ou pelo menos suspeitos de o sermos, já que em nossa subjetividade mais profunda e em nossos sonhos em particular, somos todos imorais. Analiticamente, o imoral é uma parte de nosso ser. Não existe em nós somente a “honra”, mas também o “horror” é o que a psicanálise agregou à idéia do ser humano.

A interpretação dos sonhos proposta por Freud (1925) modificou a idéia que tínhamos sobre nós mesmos, e ele escreve todo um capítulo de sua obra a respeito da responsabilidade moral pelo conteúdo dos sonhos, “a psicanálise mostrou inclusive que essa parte desconhecida, o inconsciente recalcado, que está dentro de mim, que me move e atua habitualmente através de mim – ainda que Freud a chame de ‘isso’ – está em continuidade com o meu ‘eu’.” 

Portfólio “Tatuagens”

 

Visto de outra forma, também o sentimento de culpa, seja ele expurgado conscientemente pela realização do crime ou pela confissão, identifica o quão criminosos somos inconscientemente, de certa forma isso explica que: […] em parte, o „fascínio‟ que temos pelo crime e pelo criminoso: de certa forma, o criminoso realiza nossos desejos reprimidos. […] Mas o espetáculo da condenação, e principalmente da execução, faz eclodir o paradoxo desse fascínio: o ato legal de matar. O Estado que mata, no caso do cumprimento de pena de morte, também é aplaudido na praça pública da história, da mesma maneira que as penitenciárias fétidas e os sanguinolentos jornais e programas de TV com máxima audiência.

Portfólio “Detalhes do meu Cotidiano”

 

O imaginário social e as Artes também foram inundados a partir da modernidade, pelas representações de “mocinhos e bandidos”, e aqui não seria o espaço para entrar nessa seara, apenas ressaltar as mudanças ocorridas na literatura, notadas por Foucault a partir do desaparecimento dos folhetins e o surgimento de uma nova literatura no século XX, retratando uma certa elitização do crime:

[…] à medida que se desenvolveu uma literatura do crime totalmente diferente: uma literatura em que o crime é glorificado, mas porque é uma das belas-artes, porque só pode ser obra de seres de exceção, porque revela a monstruosidade dos fortes e dos poderosos, porque a perversidade ainda uma maneira de ser privilegiado (…) há toda uma reescrita estética do crime, que é também a apropriação da criminalidade sob formas aceitáveis. É aparentemente a descoberta da beleza e da grandeza do crime; na realidade é a afirmação de que a grandeza também tem direito ao crime e se torna mesmo privilégio dos que são realmente grandes. Os belos assassinatos não são para os pobres coitados da ilegalidade.

A escolha do tema de pesquisa surgiu a partir de vários questionamentos de natureza sociológica, e também subjetiva. Mesmo não sabendo ao certo se conseguiria responder a todas as questões, partí do pressuposto da ciência social de que o “importante é perguntar”, muitas vezes em detrimento das respostas que se possa obter. Assim, durante seis meses ao longo da tomada de contato com o “campo”, nas idas semanais à Penitenciária de Piraquara, estive ouvindo e gravando, mas principalmente observando e escrevendo aquilo que as detentas expressavam a cada momento, instigadas pelas propostas que eram apresentadas a elas pelos professores³.

Portfólio “Vivian Maier, uma Releitura…”

 

Muito se tem escrito atualmente sobre a mulher presidiária: livros, artigos e teses….Contudo, não encontrei trabalhos que vinculassem o tema com a questão das representações imagéticas realizadas pelas próprias presidiárias. Há trabalhos de fotógrafos que registraram mulheres na prisão, como o excepcional ensaio de Adriana Lestido (2007), Mujeres Presas, onde a fotógrafa argentina traça uma narrativa imagética enfocando, sobretudo a problemática de classe entre presidiárias em Buenos Aires. São imagens dramáticas em preto e branco, mostrando rostos sombrios de mulheres ante a realidade dos presídios que é a mesma em quase toda a parte: um ambiente hostil, decadente, sujo e miserável sob todos os aspectos.

Após uma longa pesquisa sobre o estado da arte me veio a consciência de que não queria repetir a ideia do pesquisador tendo ascendência sobre seu ‘objeto’ de pesquisa mas sim transformá-lo realmente em sujeito da pesquisa, promovendo seu protagonismo visual, invertendo o sentido habitual do fotógrafo – “dono do olhar”,  dos bens materiais e simbólicos – e de seus fotografados, passivos ante a câmera, se prestando a ser objeto de representação, apenas. Sem direito a voz, e principalmente sem direito a dizer do seu olhar, surgindo daí  também o nome para a exposição resultante da oficina, “Olhares e Vozes do Cárcere”.

Portfólio “Bocas”

 

Procurou-se então, no desenvolvimento do trabalho dar voz e visibilidade às detentas –  às suas formas de expressão e representação –  nossas interlocutoras e protagonistas principais. Porém, o corpus fotográfico resultante da oficina realizado na unidade feminina do complexo penal de Piraquara, passou por uma censura muito severa. O acervo de mais de 2.500 fotos precisou aguardar um bom tempo e foi crivado de restrições a fim de que pudesse vir a público, mesmo para uso restrito. Os critérios de interdição das imagens foram: não mostrar a estrutura física dos prédios como medida de segurança e não mostrar os rostos das presidiárias, a fim de preservar suas identidades. Além disso não foi permitido mostrar as condições físicas deterioradas do presídio…

A estruturação do trabalho foi baseada no tripé, Interações, Identidades e Sensibilidades, onde além da tomada de fotos, edição e leitura de imagens, fase que denominamos de Alfabetização Visual, utilizamos a estratégia de entrevistas para um melhor conhecimento das trajetórias de vida que forjaram a identidade de cada uma das detentas. Além disso, foram desenvolvidas dinâmicas de grupo e rodas de conversa, no sentido de desenvolver as inter-relações no modo de ver e falar do mundo de cada uma delas e promover diálogos entre o grupo a fim de traçar um primeiro retrato sócio-foto-biográfico. 

Portfólio “Onde os Sonhos se perdem…”

 

Uma das questões investigadas era a de que fatores e circunstâncias levaram essas mulheres a cometerem delitos pelos quais foram penalizadas, e de que maneira se constroem suas identidades no espaço prisional. Rupturas, se é que houve, em suas trajetórias de vida que as levaram ao “mundo do crime”. Ao tratar das sensibilidades expressas pelas detentas através da fotografia em suas auto-representações, nas representações do espaço prisional ou na manifestação de suas intersubjetividades. Assim, a oficina de fotografia que se disponibilizou às presas para o aprendizado e tomada de imagens, foi também uma forma de coletar material empírico para a pesquisa.

Ocorreu-me em certo momento, a ideia de ir até a biblioteca do Colégio Estadual do Paraná procurar o livro O Diário de um Ladrão de Genet, a que fiz referência no início. Retornei ao local onde passei vários anos da minha vida, a maior parte deles, felizes. Mas encontrei um colégio diferente daquele que havia conhecido, agora cheio de grades, portões, trancas e cadeados, lembrando em muito um presídio. Tive de apresentar documento de identidade e assinar uma ficha na portaria, além de explicar detalhadamente o que fui fazer lá para a recepcionista que me observava com um olhar austero e desconfiado. Como alerta Foucault, “devemos ainda nos admirar que a prisão se pareça com as fábricas, com as escolas, com os quartéis, com os hospitais, e todos se pareçam com as prisões?” 

O que aconteceu de fato, foi extremamente prosaico: o bibliotecário checou o acervo do colégio no computador, encontrou somente uma obra do autor, e não era a que eu procurava. Gostaria de falar da emoção de encontrar o mesmo livro, aquele que havia lido na adolescência, folhear, ler, cheirar esse livro, mas creio que esta cena é apenas a lembrança de um filme que assisti. Ao ver minha decepção estampada, o bibliotecário disse que muitas obras haviam sido doadas a outras instituições do estado. Sair do colégio foi ainda mais difícil, pois, me perdi através de labirintos, portas e muitas grades.

Portfólio “Olhos são o espelho da Alma”

 

Fui encontrar o diário na Biblioteca Pública do Paraná, em uma edição de 2005, com apresentação de Ruth Escobar, que hospedou Jean Genet em sua casa em 1970, em São Paulo, por ocasião da produção de uma peça de sua autoria, com introdução de Jean-Paul Sartre, e o conteúdo era o mesmo, lírico e contundente. Escobar fala dessa intensa vivência com o escritor quando esteve no Brasil, e a influência profunda que teve em seu trabalho teatral, e em sua vida:

“Jean me inoculou a angústia eterna dos que vivem nas trevas e no limite da vida, a angústia dos delinquentes por falta de amor. Ele me ensinou a ternura pagã pelos criminosos, pelos marginais, pelos anatematizados. Durante anos tentei entender esse outro mundo levando meus espetáculos para trás das barras, até enfiar-me num projeto de ressocialização e humanismo dentro da Penitenciária do Estado. Quando me faltavam forças pensava em Genet, em sua história de amor e maldição”.

Ao escrever esse texto mergulhando em minhas próprias memórias, penso que a razão foi tão-somente para elaborar uma linha de coerência, um fio condutor, ou talvez para entender o motivo de perseguir tenazmente o objetivo em desenvolver este tema, já que foram enormes as dificuldades e obstáculos que se apresentaram no processo todo de sua elaboração.

Pode-se mesmo dizer, que esta pesquisa foi permeada de paixão e compaixão em todas as suas fases: paixão pelo tema e pelo trabalho que estava realizando no presídio e compaixão para com as pessoas que encontrava nas idas ao Complexo Penal, mas não somente as presidiárias, como também as famílias dos presos, aquelas visitas que vinham de longe com sacolas e crianças e não conseguiam permissão para entrar naquele dia. E pelos próprios funcionários, a maioria deles, atenciosos e solícitos para conosco.

Houve dias, até meses mais difíceis, em que muitas vezes precisávamos esperar os trâmites burocráticos para ir adiante, e suportar todos os impedimentos institucionais e humanos. Um dos problemas que tivemos de enfrentar foi a falta de equipamentos fotográficos para o uso das detentas, uma questão fundamental, mas o projeto não possuia fomentos que pudessem contemplar esses recursos. Tivemos que fazer uso de material emprestado e dos nossos próprios equipamentos profissionais. Mas também houve aqueles momentos prazerosos no diálogo com as presas, em perceber sua evolução na arte fotográfica, os resultados gratificantes, momentos em que tudo parecia perfeito, e nossas metas alcançadas.

Encontrar aquele livro da adolescência, foi como encontrar-me, voltar ao passado e perceber alguns aspectos da minha trajetória de vida. Com isso, acertei as contas com o passado. Porque ao fim e ao cabo, superando tudo, todos e principalmente a mim mesma, o tema da pesquisa foi aquele que acabou vigorando e chegando ao desafio final. Creio que tudo valeu a pena e esta introdução talvez não explique muita coisa, talvez tenha sido escrita simplesmente para exorcizar meus fantasmas da juventude, e assim sendo, eu os liberto para que vão em paz….

Notas:

¹ Jean Genet foi o autor maldito por excelência da primeira metade do século XX. Nascido de pai desconhecido, abandonado pela mãe aos sete meses, criado no orfanato, homossexual declarado numa época em que opções sexuais eram ocultas. Fez todo tipo de biscates, passou pelo reformatório e acabou preso, por roubos e crimes. Chegou ao sucesso graças ao seu gênio literário, que chamou a atenção de Jean Cocteau e muitos outros intelectuais franceses, despertando intensa admiração por sua poesia, peças de teatro e romances. Jean-Paul Sartre ficou tão impressionado com as circunstâncias e o talento avassalador de Genet, que escreveu um ensaio de 500 páginas a seu respeito, intitulado “São Genet, ator e mártir”, publicado em 1952. (http://revistapiaui.estadao.com.br/questoes-manuscritas/o-testamento-de-jean-genet/).

² Todas as imagens que constam nesta matéria foram realizadas pelas detentas da Oficina de Fotografia no extinto PCEF (Presídio Central Estadual Feminino) em Piraquara/PR, e constam da Exposição Fotográfica “Olhares e Vozes do Cárcere”.

³ Além da autora, participaram da Oficina vários professores: a Coordenadora do Curso de Extensão e Co-Orientadora da Tese, Sonia Haracemiv – UFPR (Dinâmicas de Grupo e Rodas de Conversa); Cadu Silvério  (Fotografia), Julio César Ponciano – Grupo Marista (Vivência Antropológica), Vanisse Simone Corrêa- Unespar (Vivência para Portraits), Paulo Ross – UFPR (Palestra de Abertura). Contamos ainda com a colaboração preciosa de vários profissionais do  DEPEN (Departamento de Execuções Penais) como a Diretora da Unidade Feminina, Suely Vieira Santos, da Profa. Joselene Althaus Manosso e da Assistente Social Juvanira Mendes. Expresso aqui novamente, meus agradecimentos mais sinceros a todos eles e elas.

Referências:

FREUD, Sigmund. Algumas notas adicionais sobre a interpretação de sonhos como um todo (1925). Rio de Janeiro Imago, 1990,
p.163-167. (Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, v.19). Disponível em:
http://www.institutopsicanalisemg.com.br/psicanalise/almanaque/04/textos/Nada%20%20mais%20humano%20que%20o%20crime.pdf

Tags:, , ,
Izabel Liviski é professora e fotógrafa. Doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), escreve a coluna INcontros desde 2009 e é também Co-Editora da Revista​ ContemporArtes.​ Contato: izabel.liviski@gmail.com

Deixe uma resposta