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Mitologia e Sexualidade

A lenda do Boto Cor de Rosa

Olá pessoal, hoje compartilharei um material que venho construindo ao longo de dois bimestre na escola que leciono Filosofia e Sociologia, E. E. Professor Nelson Pizzotti Mendes localizada em uma área de  grande vulnerabilidade social e alto índice de natalidade.

A temática envolve a Educação em Sexualidade e a cultura brasileira, para tanto, o objetivo geral foi o de ampliar o debate sobre a Sexualidade e a Mitologia com discentes do Ensino Médio e difundir de maneira lúdica, artística e educativa esses aprendizados para outra unidade escolar de Educação Infantil. 

Ao pesquisar um pouco sobre a diversidade cultural brasileira, notei que a lenda do boto amazônico possibilita trabalhar assuntos relacionados a sexualidade, como infecções sexualmente transmissíveis, prevenções, gravidez na adolescência e violência contra a mulher.

As aulas se deram da seguinte maneira:

Aula/Encontro nº 1 – O mito e a filosofia antiga
Duração: 1 hora/aula
Objetivos: Entender o que é o mito e reconhecer a diversidade cultural

Aula/Encontro nº 2 – Sexualidade, Estereótipos e a Lenda do Boto
Duração: 2 horas/aulas
Objetivos: Refletir e problematizar os estereótipos, os papeis sociais e a gravidez na adolescência.

Aula/Encontro nº 3 – Produção teatral: a Lenda do Boto
Duração: 2 horas/aulas
Objetivos: Desenvolver habilidades de criação, organização e expressão corporal e oral.

Aula/Encontro nº 4 – Produção teatral e musical
Duração: 6 horas/aulas
Objetivos: Desenvolver habilidades expressão artística, corporal e oral.

Os resultados alcançados até então foram:

¤ Análise da mito e reflexão sobre o cotidiano das/dos adolescentes em todas as salas do 1º ano E.M.

¤ Turma do 1º A: Criação do roteiro e cenário; Divisão das tarefas: cenário, atuação, narração e música.

¤ Parceria entre Creche Municipal e Escola Estadual.

¤ Criação, produção e apresentação teatral e musical.

¤ Elaboração de poesia, contos e músicas com as temáticas: sexualidade, paternidade e responsabilidade.

A partir do diálogo e leitura de suas produções percebo o quanto aflorou a vontade de estarem na escola, de produzirem algo com cuidado e da consciência crítica ao relacionarem o mito amazônico ao seu cotidiano.

Bibliografia

AGUIAR, Neuma. Patriarcado, Sociedade e Patrimonialismo. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/se/v15n2/v15n2a06.pdf Acesso em 09/2017

GARANHUNS, Valdeck de. Mitos e lendas brasileiras: em prosa e verso. São Paulo: Ed. Moderna, 2007.

GUEDES, Nubia; MELO, Elinay. Não foi o boto sinhá: a violência contra a mulher. Revista Justificando, Disponível em: http://justificando.cartacapital.com.br/2017/02/01/nao-foi-boto-sinha-violencia-contra-mulher-ribeirinha/ Acesso em 06/2017.

SALIS, Viktor. A mitologia Viva: Aprendendo com os deus a arte de viver e amar. São Paulo. Ed. Nova Alexandria, 2003.

VAZ, Sonia Regina Lunardon. A lenda da Iara e do Boto: Reflexões sobre o transtorno de personalidade boderline. Disponível em: http://www.bonde.com.br/colunistas/mitos-e-sonhos/a-lenda-da-iara-e-do-boto-rosa-reflexoes-sobre-o-transtorno-de-personalidade-borderline-309379.html Acesso em 08/2017

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Mestra em Ensino, História e Filosofia das Ciências pela UFABC. Bacharel e licenciada em Ciênciais Sociais pelo Centro Universitário Fundação Santo André (CUFSA). Professora de Sociologia e Filosofia na Educação Básica e na Educação de Jovens e Adultos no Estado de São Paulo. Trabalha também com audiovisual e fotografia desde meados de 2007, dirigiu dois documentários: Transformação Sensível, Neblina Sobre Trilhos (2012) que aborda a história ferroviária, sobretudo a Vila de Paranapiacaba-SP e Seja Mais (2017) que trata a respeito da Educação em Direitos Humanos. Faz parte do coletivo de futebol Rosanegra. Nas horas vagas estuda música, toca acordeon.

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