jun 23, 2018
0
Esquerda para direita: Rafael Peixoto - sentado; Wellington - em pé; Macapá - sentado; Tarcísio - sentado; Luiza - sentada; Jean - sentado; Gabô - em pé.
O coletivo Cabeçada é um foto-coletivo criado como um laboratório de estudos da imagem fotográfica. Com as primeiras realizações no início do ano de 2017, a aliança se fortificou e reúne, atualmente, cerca de 20 integrantes. O grupo propõe debates, exposições e práticas fotográficas como rodas de conversa, cine-debates, projeções fotográficas, intervenções de rua, oficinas e saídas fotográficas. A partir de encontros, há troca de informações, impressões e técnicas fotográficas. Através da reflexão e do diálogo, os integrantes aprofundam suas intenções fotográficas e produzem imagens, cada vez, mais expressivas e conscientes de suas possibilidades estéticas, assim como de seu papel social. Aberto a novos integrantes e novas interações, o coletivo caminha na busca de criar oportunidade para novos olhares, na busca de registrar em imagem o espaço que habita, seu povo, suas caras. De cabeçada em cabeçada, segue a busca de em uma fotografia “colocar numa mesma linha, a cabeça, o olho e o coração”.

Ato fotográfico: pensamento e ação libertadores

           

Início

Mais lidas

A ditadura no Chile a transição para a democracia
mar 31, 2018

A ditadura no Chile a transição para a democracia

As instituições militares no Chile caracterizaram-se, historicamente, por uma rigidez institucional e pela segregação com as questões políticas dos civis. Tais fatores, a partir de 1920 com a mudança de cunho ideológico na sociedade chilena, levaram, entre outros movimentos, ao golpe militar de 1973 contra o então presidente Salvador Allende, articulado pelo general Augusto Pinochet, que se instalou no poder por dezessete anos (LOPES e CHEHAB, 2015).
A FEMINILIDADE: UMA CONSTRUÇÃO DO SER MULHER.
ago 25, 2017

A FEMINILIDADE: UMA CONSTRUÇÃO DO SER MULHER.

A Coluna INcontros recebe nesta semana, a contribuição de Guilherme Silva dos Passos* e Ana Suy Sesarino Kuss**, sobre um tema debatido em várias áreas do conhecimento, que é o da feminilidade e a construção do ser mulher, mas o enfoque dos autores aqui é aprofundado através da Psicanálise.
O outro, espelho de mim
maio 03, 2017

O outro, espelho de mim

Neste momento me pergunto se as notícias de horror de outros países, que são apresentadas aos europeus, não serviriam também como uma forma de propaganda, como uma forma de construção da sua própria identidade.

Leia também

RAZÃO E SENSIBILIDADE....
maio 10, 2018

RAZÃO E SENSIBILIDADE....

O processo educativo caracterizou-se, durante a maior parte da civilização, pela ênfase na aprendizagem do pensamento racional, desenvolvimento da capacidade do autogoverno segundo as leis da razão, resistência às emoções e desejos.

Ao longo dos anos, por um excesso de preocupação com a questão, parecemos nos ter afastado de qualquer expressão emocional, deixando então de acreditar que pudéssemos aprender pela sensibilidade; e a escola foi se caracterizando apenas pela apologia da racionalidade, algumas vezes se mantido apartada inclusive das artes plásticas, da música e demais formas consideradas mais sensíveis de expressão.

No entanto hoje parecemos estar sofrendo o efeito contrário, e estamos, como comunidade, vivendo o que parece ser um excesso de suscetibilidade, nos afastando do império da razão, agindo como seres imaturos que não toleram a menor crítica, não podem ouvir que cometeram algum erro, por menor que este seja - passamos a considerar que somos perfeitos, e não admitimos descensos em nossa autoestima.

Nas redes sociais apenas mantemos pessoas que pensam exatamente como nós e têm as mesmas opiniões políticas e iguais gostos, e relacionamentos amorosos são desfeitos com celeridade ao menor sinal de “imperfeição” – leia-se diferença de ponto de vista - do outro.

Nas atividades profissionais, onde problemas reais podem existir, e muitas vezes são sérios, nem sempre estamos efetivamente analisando fatos com isenção, constituindo verdadeiras equipes, trabalhando em prol da comunidade. Às vezes preocupados em destruir a realização alheia, dificilmente somos inovadores e autônomos.

Ilustração de Pawel Kuczynski.

 

Nas escolas torna-se cada vez mais complexo um professor repreender alunos por comportamentos indevidos ou mau aproveitamento, a culpa será obviamente debitada a ele, que não ensinou adequadamente. Estudar, dedicar-se às leituras complementares, esforçar-se para aprender são ações penosas ou de difícil realização.

Preservar o amor próprio do estudante, reconhecer sua ausência de orientação, mesmo quando este não tem o menor interesse em superar suas próprias dificuldades parece mais relevante do que estabelecer como meta a sua aprendizagem, já que ninguém aprende sem acrescentar às aulas um tanto de esforço pessoal. O modelo desejado para o futuro do estudante parece centrar-se, às vezes, num máximo de vantagens pessoais, com um mínimo de ações comunitárias.

Para melhorar, é indispensável um objetivo a atingir, comprometendo-se com ele, com o reconhecimento de sermos imperfeitos e carentes de conhecimento. Conhecer o périplo humano, nosso percurso em relação à eliminação da ignorância, nossas dificuldades e defeitos ao lado de nossas qualidades e potencialidades é fundamental para a melhoria da ciência, da tecnologia e também de nossa convivência com os demais.

Estamos, no entanto, em um momento no qual docentes têm sido censurados por abordarem em sala obras de autores reconhecidos, porem escritas em outras épocas, e que hoje, descontextualizadas, são consideradas ofensivas a minorias ou difíceis demais para o conhecimento precário de muitos.

Bonito ou feio, este é o percurso que realizamos, e estas obras poderão ser utilizadas exatamente para frisar a evolução que tivemos em muitas áreas, desde aquela em que utilizávamos teias de aranha para cicatrizar ferimentos ou considerávamos que a escravidão era “natural”. Afinal, se sempre fomos corretos, inclusivos, bondosos e solidários, porque estaríamos como estamos?

Relatar com o máximo possível de fidelidade nosso passado, analisando ganhos e perdas ao longo do processo, facilitar a percepção do muito conquistado e os avanços ainda realizáveis, refletindo a verdade de nossa natureza humana, é essencial para melhorar nossos procedimentos, este é o papel da escola.

Construções.
set 03, 2017

Construções.

Falando sobre situações e pessoas crescentes e decrescentes. O que você prefere, o ápice das paixões ou a chance de surpreender-se com maravilhas ocultas não muito atraentes à primeira vista?
Um pouco de coragem
abr 02, 2017

Um pouco de coragem

Na última coluna eu falei sobre a necessidade de criar espaços, de conhecer o silêncio para saber o que fazer com essas "horas brancas". Mas hoje eu quero falar sobre o oposto: sobre a necessidade da conversa, sobre a interação com o outro.