ago 20, 2019
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Os anos 1960 foram marcados por acontecimentos dramáticos e dolorosos, assassinatos, golpes de estado, ditaduras, terrorismo, a escalada da guerra no sudeste asiático, e outros, muitos outros. E também em 1969 a nave Apollo 11 “alunissou” em nosso satélite natural; uma conquista comparável às navegações portuguesas de quinhentos anos antes. Nesta década houve uma explosão cultural, a chamada contracultura era a sedimentação de muitas vertentes do pós-guerra, os beatniks com seu niilismo e desgosto com a “sociedade materialista” antecederam os hippies, poetas e escritores levaram o experimentalismo nos temas e na linguagem ao extremo. Mas foi na música que o movimento atingiu ares de revolução, dignos filhos do jazz, do blues e do folk, o rock e suas variações tomaram o mundo; em nosso país tivemos a “Jovem Guarda” e o Tropicalismo. Os jovens ocupavam espaços. Na França teriam derrubado o governo De Gaulle se não tivessem sido abandonados pelos comunistas, seus aliados que se assustaram com tanta rebeldia. Nos Estados Unidos, pela primeira vez praticamente uma geração inteira se recusava a ir à guerra, os filhos dos veteranos da Normandia, de Iwo Jima e da Coreia, não viam sentido no Vietnã; e muitos se refugiavam em paraísos lisérgicos e em empreitadas “espirituais” como tentar levitar o Pentágono através da meditação coletiva. No Brasil uma ditadura se agravava à medida que a década chegava ao fim, estudantes protestavam como podiam e muitos aderiram à luta armada, sendo dizimados pela repressão. Os adolescentes se reuniam, o instinto gregário que sempre caracterizou a juventude se manifestava onde quer que houvesse um violão, uma música, uma ideia. Então, num misto de idealismo cultural e senso de oportunidade empresarial, quatro jovens americanos decidiram promover um festival de música e arte. Foi há cinquenta anos, entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969, e ocorreria em Woodstock no estado de Nova York, donde o nome que foi imortalizado “Festival de Woodstock”. No entanto, por excesso de público, foi transferido para uma fazenda próxima na cidade de Bethel, também em NY. O zeitgeist, o espírito do tempo era favorável: nunca antes, desde a “conquista” do Oeste e a corrida do ouro, a América tinha convivido com tantos “nômades”, aqueles que em gerações anteriores estariam comodamente instalados em casa ou em dormitórios universitários agora “pegavam a estrada”, uma peregrinação em busca de paz e amor, e de um sentido para a vida que parecia ter se perdido. Os organizadores venderam quase 190 mil ingressos, mas algo como meio milhão de pessoas compareceu, pressionando a entrada e derrubando barreiras, tornando o evento em grande parte gratuito. A música executada foi quase toda ela de excelente qualidade, com artistas como Janis Joplin, Jimi Hendrix, The Who, Creedence Clearwater Revival, Grateful Dead, Joan Baez, Joe Cocker e outros, dando o tom para o que se faria nas décadas seguintes. Ali se aprendeu a comer granola, mistura de cereais e sementes que os fazendeiros das imediações forneciam gratuitamente aos jovens esfomeados e que não dispunham de meios e de estrutura para obter alimentos. Exemplo de solidariedade, ditada em parte pela prudência, mas que ficou. O que também marcou o festival foi a plateia, parte drogada, cabeluda, colorida; toda ela contra a guerra do Vietnã, a música catalisou a expressão política e muito pouca violência foi registrada. Paz e Amor foi mais do que discurso. O evento foi transcendido pela própria importância simbólica, definindo tempo e sociedades em mutação, mesmo onde pouco se ouvia falar em rock e “músicas de protesto” eram brutalmente censuradas, a notícia se espalhou. Os grandes festivais que vieram a seguir, em toda parte e de todas as vertentes, são tributários de algum modo a Woodstock. Foi há cinquenta anos, e os ecos são ouvidos até hoje.

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dez 14, 2018

Ensino de Artes: A abordagem Triagular de Ana Mae Barbosa

Eliane dos Santos de Oliveira

Vanisse Simone Alves Corrêa

O surgimento da abordagem triangular objetivava a  melhoria do ensino da arte, na busca pelo entendimento da mesma e também uma buscava uma mais aprendizagem significativa. Preocupou-se pela busca de um conhecimento critico não somente para os aluno, mas também para os professores. Nos anos 90 a abordagem Triangular passou a ser colocada em prática. Inicialmente foi chamada de Projeto Arte na escola.  Mais tarde, ficou conhecida como  Triangular e/ou Abordagem Triangular. Entre essas duas nomenclaturas foi escolhido o nome de Abordagem Triangular (Barbosa, 2010, p.11). É fundamental ressaltar que a Abordagem Triangular não se refere a um modelo ou método, mas tem o objetivo de focar na metodologia adotada pelo professor nas suas aulas práticas,  sem vinculo teórico padronizado, a fim de não engessar o processo. Fica evidente portanto, que  a abordagem Triangular não se enquadra para quem quer seguir um método padronizado, ele  requer a  liberdade de obter conhecimento critico  reflexível  no processo de ensino [...], ajustando-se ao contexto em que se encontra (Machado, 20010, p.79). A Abordagem Triangular é uma abordagem diálogica. A imagem do Triângulo abre caminhos para o professor na sua prática docente. Ele pode fazer suas escolhas metodológicas,  é permitido mudanças e adequações, não é um  modelo fechado, que não aceita alterações. Não é necessário seguir um passo a passo. Para Barbosa ” (...)  refere-se à uma abordagem eclética. Requer transformações enfatizando o contexto” (Barbosa, 2010, p. 10).  

Fonte: https://memoria.ifrn.edu.br/bitstream/handle/1044/337/AE%2010%20-%20DF.pdf?sequence=1&isAllowed=y

  Segundo Novaes (2005),  a Abordagem Triangular aponta que é importante pensar, questiona  o que é  a imagem, o uso da imagem, a imagem do cotidiano  da história da arte e da cultura na sala de aula. É necessário fazer uma leitura crítica da produção da imagem das coisas e de nós mesmos.  Não depende só do sujeito a maneira como se vê uma imagem. É necessário também interpretar a mesma. A imagem visível aguarda uma leitura invisível que é revelada a cada deslocamento que ela faz. Para  Dewey e Freire (2010),  uma boa leitura de mundo artístico ocorre a partir do contexto em que se vive. Porém isso não significa focar só no ensino cotidiano do aluno, mas contribuir para que eles consigam fazer uma leitura crítica e contextualizar a imagem multicultural, podendo identificar  e não apenas apreciar, mas também comentar a beleza das imagens em uma sociedade em desenvolvimento sociocultural cumprindo o papel político de transformação social partindo do pressuposto das imagens artística (Dewey e Freire, 2011). Sobre a prática educativa do professor do ensino básico,  a Abordagem Triangular mostra seu valor nas artes visuais. Para o professor contemporâneo/artista, pode possibilitar uma análise crítica do seu próprio fazer, quando atuam como artistas e professores de artes visuais. É também interessante fazer uma análise no processo de expressão do professor artístico e do aluno artista que experimenta. Quando é algo mecânico e sem causa poética, não passa a singularidade do trabalho artístico produzido. O trabalho artístico passa sensibilidade e emoção. A Proposta Triangular da Prof.ª Ana Mae Barbosa possui estruturantes, a seguir descritos:  a contextualização, a apreciação e a produção.  

Fonte:  PÓVOA, M. A. M., 2012

  O eixo contextualização abrange os aspectos contextuais que envolvem a produção artística como manifestação simbólica histórica e cultural. nesse eixo, observa-se o que se transforma e como se revelam as representações que os grupos fazem de si e dos outros. Ele abrange, também, a análise das relações de poder que criam certas representações, diferenciando e classificando hierarquicamente pessoas, gêneros, minorias (PEREIRA, 2013, p. 22) A contextualização da obra permite entender em que condições a mesma foi produzida, bem como as relações de poder que estão implícitas nessa produção. Já Pereira (2018) define o eixo da apreciação da seguinte maneira: O eixo de apreciação está organizado diante de aspectos que lidam com as interações entre o sujeito e os artefatos da arte. Nesse eixo são mobilizadas competências de leitura que requerem do sujeito o domínio dos códigos estruturantes e suas relações formais. na apreciação também estão entrelaçados os aspectos simbólicos da produção artística e como a pessoa que dialoga com o artefato atribui a ele determinados significados. Aqui se operam uma série de relações provocadas pela interação entre sujeito e objeto. No eixo de produção, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas. Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica. O sujeito mobiliza conhecimentos tanto conceituais quanto procedimentais, inventando tecnologias, adaptando materiais, articulando ideias (PEREIRA, 2013, p. 22). Esse eixo possibilita a percepção das interações entre os componentes dos objetos artísticos, na relação que ocorre entre o sujeito e a própria obra de arte. Sobre o eixo da produção, Pereira (2103), esclarece: No eixo de produção, estão envolvidos aspectos da criação artística. Nele, o sujeito torna-se autor e precisa mobilizar conhecimentos sobre as linguagens para transformar em invenções artísticas. Aqui estão envolvidos elementos de natureza formal e simbólica. O sujeito mobiliza conhecimentos tanto conceituais quanto procedimentais, inventando tecnologias, adaptando materiais, articulando ideias (PEREIRA, 2013, p. 22).   É nesse eixo que o aluno já tem condições de produzir. Todas as etapas que ele já percorreu permitem que ele se lance na produção artística, de modo qualificado, crítico e sensível.   Eliane dos Santos de Oliveira é graduanda em Pedagogia pela Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR, campus Paranaguá.   REFERÊNCIAS: FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 27. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996. IAVELBERG, R. Para gostar de aprender sala de formação de professores. Porto Alegre: Artmed, 2003. PARANÁ.  Diretrizes Curriculares para o Ensino de Artes. Disponível em http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/diretrizes/dce_arte.pdf Acesso em 12 MAI. 2018. SALGADO, E. de C. V. de C.  Desenvolvimento e Inclusão Social de Pessoas com Deficiência. Universidade de Taubaté. (2013.) Dissertação de Mestrado. SANTOS, Santa Marli Pires dos. Educação, arte e jogo. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006. SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Cortez, 2007. SILVA, Luis Eron da. Reestruturação Curricular: novos mapas culturais, novas perspectivas educacionais. Porto Alegre: sulina, 1996. In://www.bdtd.unitau.br/tedesimplificado/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=65Acesso em 20.08.18
TROJAN, R. M .A arte e a humanização do homem: afinal de contas, para que serve a arte? In: Educar em Revista. no.12 Curitiba Jan./Dez. 1996.
 
Resenha Crítica de "A Ilha" (The Island)
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Um grande laboratório situado em uma plataforma marítima produz clones humanos que nada mais são que uma apólice de seguros para seus clonados e fonte de riqueza para seus produtores.
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A Coluna INcontros recebe nesta semana, a contribuição de Guilherme Silva dos Passos* e Ana Suy Sesarino Kuss**, sobre um tema debatido em várias áreas do conhecimento, que é o da feminilidade e a construção do ser mulher, mas o enfoque dos autores aqui é aprofundado através da Psicanálise.

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Geovanni  Cabral

Arquivo Fotográfico- CPT- Marabá-PA

Nos últimos meses, venho desenvolvendo uma pesquisa na Comissão Pastoral da Terra (CPT), tendo como foco as fotografias dos movimentos sociais e dos conflitos pelo uso e ocupação da terra em Marabá-PA e cidades vizinhas. Tal imersão nesse acervo documental partiu de um projeto apresentado à Faculdade de História da Unifesspa, denominado “Ensino de História, fotografias e movimentos sociais: o arquivo da Comissão Pastoral da Terra CPT-Marabá. A pesquisa teve como um de seus objetivos reunir essas imagens mediante sua diversidade temática, possibilitando, dessa forma, seu uso e sua problematização nas aulas de História, associando ensino de História, fotografia e memória. Percorrer os arquivos fotográficos da CPT foi algo bastante desafiador. Questionava-me sobre que registro imagético iria encontrar acerca dessa região, tendo em vista os inúmeros conflitos pela terra, assassinatos, desapropriações e desmatamentos. Como essas fotografias estariam organizadas e quem as produziu? Que “tempo congelado” estava nos álbuns fotográficos acerca da cidade, que poderia ser utilizado nas aulas de História? Aos poucos, fui me aproximando desses arquivos, como um arqueólogo diante de suas escavações.

Mobilização e campanha pela Reforma Agrária em 1987. Arquivo CPT- Marabá-PA

Chegando à CPT, fui bem recebido por Iranete e José Batista, aos quais já havia sido apresentado em uma das visitas à Pastoral. Estava ansioso para poder escrever, anotar e fotografar; registrar cada detalhe, cada vestígio que pudesse encontrar. Aos poucos, o silêncio se fez presente, uma luz branca insidia sobre a mesa, as fotografias se espalhavam sobre a mesa. Olhos fitos diante das informações, das memórias, das representações construídas em temporalidades distintas. Como historiador, comecei o trabalho sistemático, registrando e contando as fotos, verificando temáticas que se aproximavam ou distanciavam. Era o início de um longo percurso nesses arquivos; a dinâmica da cidade, a luta dos trabalhadores, as práticas sociais seguiam diante de meus olhos, fazendo-me relembrar de cenas do filme Cinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore de 1990, em que um garoto se divertia com os fragmentos de películas de filmes italianos. O acervo fotográfico da CPT é composto por vários álbuns e envelopes que se distribuem por diversidade temática e ano de produção. Em muitos, serão encontradas etiquetas que direcionam o historiador, apontam o caminho para os movimentos e conflitos agrários. Em outros álbuns, não se tem o caminho, o direcionamento das imagens, o que é próprio da natureza de um arquivo que se insere na desordem de sua localização, aguçando a curiosidade em suas pastas. Mas, tal fato não foi impeditivo, muito pelo contrário, suscitou novas experiências investigativas. Que fotografias foram encontras, a princípio, nos álbuns da CPT? Que representações da cidade de Marabá ou de seu entorno foram localizadas? Não irei, aqui, descrever todas as fotografias encontradas, pois, fugiria de meu objetivo que é relatar esse percurso de encontro, olhares e leituras. Farei isso em outro momento especificamente. A princípio, as fotografias que se apresentavam em minha frente registravam a romaria de libertação, a luta pela reforma agrária, a ocupação de terra, o movimento de trabalhadores pela posse da terra, o desmatamento, os inúmeros assassinatos e massacres, os conflitos com a polícia, o encontro de mulheres em diversas ações, os projetos em assentamentos, o registro do cotidiano de homens e mulheres em acampamentos, assentamentos e conflitos.

Posseiros de Pedra Lisa - Eldorado dos Carajás Arquivo CPT- Marabá-PA

Essa diversidade temática permite pensar, refletir e problematizar acerca da região e de suas fronteiras. Seus desafios frente ao homem do campo, à exploração do trabalho escravo, à memória de homens e mulheres, à luta entre o posseiro e o sem-terra. Nas fotografias desses arquivos, encontraram-se as memórias e os cenários de desrespeitos, a negação dos direitos humanos e a violação da vida e da terra. Nessas imagens, foram encontrados registros efêmeros das práticas cotidianas da luta pela terra no sul e sudeste do Pará, envoltos em intenções de produção, cenários, ideologias e mensagens. Contudo, encontrou-se uma fonte documental que, ao ser analisada em sua especificidade histórica de produção, possibilitou conhecer esse tempo passado e presente que se constituem nos cenários fotográficos.

Despejo de família em assentamento. Arquivo CPT- Marabá-PA

A fotografia tem uma história e, partindo desse ponto, sabe-se que sua criação é permeada por uma produção e recepção. Sendo uma realidade construída, está associada a elementos estéticos, comunicativos, políticos e intencionais. Sua análise permite caminhar entre o antes, o durante e o depois de sua produção e materialização. É o lado humano que capta e registra esse tempo, escolhe o melhor ângulo, compõe cenários e fotografa o que deseja e, também, o acaso. Analisando as fotografias da CPT, é possível deparar-se com essas questões que envolvem o universo de sua produção, da questão autoral, do registro preciso no momento do despejo e do corpo estirado no chão, mas também daquela foto que capta os anônimos, os cenários não escolhidos, os instantes silenciados. A pesquisa continua; os desafios também, diante dessa leitura do tempo congelado, representado. A princípio, meu objetivo era mostrar na disciplina de prática continuada a importância desse acervo para problematizar os conflitos agrários na região, tendo como fonte o uso dessas fotografias e atentando para o fato de que essas imagens são representações de uma realidade e não verdades históricas, como muitos acreditam ser a fotografia, o testemunho do real, tal qual aconteceu. Analisar criticamente tal fonte permite caminhar por esse universo de produção, tecnologia e intenções. Levar essas fontes documentais para a sala de aula, inserir em atividades pedagógicas, fazer comparações entre registros diferentes de tempo, a meu ver, constituem algo de suma importância, principalmente para o ensino fundamental e médio que se veem inseridos nessa efemeridade imagética.

Desmatamento e transporte da madeira. Arquivo CPT- Marabá-PA.

Compreender a luta pela terra no sul e sudeste do Pará por meio desses registros possibilita aos estudantes uma maior compreensão da sua região, da sua história que nem sempre é contada nos livros e materiais didáticos. Muitas dessas histórias de lutas e enfrentamentos são silenciadas, esquecidas e negadas. Quantas narrativas se perderam nas águas e margens dos rios Itacaúnas e Tocantins? Contudo, quantos registros orais e imagéticos permanecem resistindo ao tempo e à memória? Sabe-se das lágrimas que ficaram congeladas na face de mulheres e homens, dos olhares tristes diante da fome, do abandono do estado e das políticas públicas, dos “gritos” das árvores ao serem ceifadas, das crianças sem esperança. Porém, encontra-se também o registro do sorriso, do trabalho honesto e da luta pela sobrevivência nas lavouras e na floresta.
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Ao se avaliar nosso quadro contemporâneo, agravado pela atual crise econômica nacional e internacional, podemos enumerar uma série de aspectos inquietantes no que se refere às violações dos Direitos Humanos (DH), tanto no campo dos direitos civis e políticos, quanto na esfera dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais. Analogamente ao que ocorreu mundialmente na década de 1930, períodos de turbulência social e econômica, como o que vivemos hoje, estão associados ao uso público de discursos que desrespeitam os DH, como o racismo (STEPAN, 1991, p.157).